Coleção pessoal de Comodoro

1 - 20 do total de 45 pensamentos na coleção de Comodoro

"Como policial de rádio patrulha por mais de 20 anos, vi de perto milhares de ocorrências pequenas que poderiam ter sido resolvidas na hora se tivéssemos juízes, promotores e defensores de plantão em cada município. Enquanto o topo do Judiciário se perde em influências e processos intermináveis (como mostra a imagem), o sistema trava porque não resolve o básico na base. Se puníssemos o pequeno conflito com agilidade e mediação direta, acabaríamos com as montanhas de processos que geram impunidade e libertaríamos as forças de segurança para o que realmente importa. A justiça precisa sair dos gabinetes de Brasília e voltar para o dia a dia do cidadão comum."
(Mário Luíz)

Para quem defende o regime de 64, fica o convite:
leiam'A Casa da Vovó', de Marcelo Godoy. O livro revela que a repressão não escolhia apenas 'inimigos externos'; militares legalistas e oficiais que discordavam da tortura também foram caçados, presos e sumiram nos porões.
A história de homens como o Capitão Carlos Lamarca mostra que a consciência falou mais alto que a farda diante das atrocidades cometidas. A ditadura não poupou nem os seus próprios soldados."


(Mário Luíz)

"O Absoluto é relativo?
​Moisés trouxe a pedra, mas o fiel moderno faz "Self-Service da Fé": curte a promessa, ignora o sacrifício e cria sua própria igreja mental. ​A Constituição dos EUA segue o baile. Um texto curto, 50 interpretações. O que é lei na Califórnia vira crime no Texas.​Seja no púlpito ou no tribunal, o "Texto Sagrado" é só o rascunho. No fim, a verdade não é o que está escrito, mas o que a sua conveniência decide ler. Jazz jurídico, improviso espiritual. "
(Mário Luíz)

"A estratégia de Donald Trump reflete preceitos de Sun Tzu ao utilizar o caos e a imprevisibilidade como ferramentas de negociação. Em A Arte da Guerra, a máxima "toda guerra é baseada no engano" sustenta a criação de tensões para desestabilizar adversários e forçar concessões. Ao projetar poder e discórdia, ele busca fortalecer sua posição política e econômica, transformando o conflito em uma vantagem estratégica pessoal."
(Mário Luíz)

"O Reino do Silêncio Povoado
Dizem que o silêncio é o som da solidão, mas na minha casa, ele é apenas o palco onde a vida acontece sem pedir licença. Viver sozinho não é um retiro; é uma curadoria. Aqui, o relógio não dita ordens, e a geografia da sala é um mapa de afetos que não exigem explicações.
Pela manhã, a primeira saudação não vem em palavras, mas no peso morno de um gato que decidiu que meu peito é o melhor lugar do mundo. Logo, o som das patas dos cães no assoalho cria uma percussão alegre, um ritmo que me lembra que, embora eu seja o único humano, nunca estou desacompanhado. Eles não julgam meus pijamas, nem questionam o fato de eu tomar café olhando para a luz que atravessa o vitral que pendurei na janela.
As paredes não são apenas concreto; são janelas para outros mundos. Há uma pinacoteca particular crescendo nos cantos, uma tela a óleo comprada em um sebo, uma fotografia de rua, um esboço que eu mesmo ousei riscar num domingo de chuva. Entre elas, as estantes transbordam. Meus livros são amigos que não interrompem; ficam ali, pacientes, oferecendo o lombo colorido para que eu escolha qual voz quero ouvir naquela noite.
À noite, o ritual se completa com o brilho azulado da tela. Ver um filme sozinho é um ato de entrega total. Posso chorar sem pudor, pausar para analisar a fotografia de uma cena ou simplesmente deixar que a trilha sonora preencha os espaços vazios entre as prateleiras.
Viver assim não é falta de gente, é excesso de si. É descobrir que a liberdade tem o cheiro de papel antigo e o calor de um focinho gelado encostado no tornozelo. No meu pequeno reino, a arte me explica, os bichos me amparam e a solidão, essa velha incompreendida, é apenas o nome que os outros dão para a minha paz."
(Mário Luíz)

“Quem julga baseado em apenas uma versão da história, comete antes de tudo, um equívoco de perspectiva. Ao ouvir um relato apaixonado, tem a tendência natural a empatia com quem narra, mas é justamente nesse ponto que a justiça se perde em favor da narrativa e em desfavor ao contraditório da outra parte. A verdadeira justiça prefere o silêncio da incerteza ao ruído de uma sentença injusta. Logo, quem julgar pela metade, condena a si mesmo ao engano.”
(Mário Luíz)

“Véspera de Ano Novo é um rito de passagem que adoramos celebrar. Existe um fascínio quase mágico em vestir uma roupa nova, brindar com palavras de esperança e desejar "um novo tempo" aos outros. No entanto, o tecido novo no corpo não tem o poder de costurar o caráter, e os fogos de artifício não iluminam mentes que escolheram permanecer no escuro. O verniz da aparência, não substitui o mofo da alma.”
(Mário Luíz)

⁠"Fé de Papel
A fé se veste de palavras, mas a prática se esconde. Versículos e ayat na ponta da língua, amor ao próximo ignorado. Julgam com a régua de Escrituras, mas a própria conduta é falha. A caridade se torna discurso, a compaixão, alegoria. A hipocrisia se mascara de santidade, o pecado se esconde na oração. O templo palco de aparências, a fé, encenação. Cruz pesa nos ombros, mas coração de pedra. A religião, um véu, a verdade se perde na pregação. A fé verdadeira se revela em atos, não em vãs palavras. A hipocrisia emerge."
(Mário Luíz)

⁠“A leitura e a interpretação da Bíblia podem levar a diferentes caminhos. Muitas pessoas encontram na Bíblia uma fonte de fé e orientação espiritual, outras, como uma fonte de enriquecimento, ludibriando aos que a acha uma fonte de fé. Há ainda quem, após um estudo aprofundado e um entendimento crítico, passe a questiona-la, o que pode levar ao afastamento de crenças religiosas.”

⁠“Adoradores de Trump! Não se surpreendam se após a conclusão da massiva de deportação de imigrantes ilegais, o governo anuncie uma nova iniciativa: a expulsão de imigrantes legais, sob o pretexto de proteger os empregos dos cidadãos americanos e garantir a segurança nacional, e a administração comece a revisar os vistos e status de residência de milhões de pessoas que vivem nos Estados Unidos de forma legal, com a justificativa que muitos imigrantes legais estariam ocupando vagas que poderiam ser preenchidas por americanos ou que não contribuem suficientemente para a economia.”

⁠“A Bíblia condena a hipocrisia e enfatiza a necessidade de coerência entre fé e atos. Jesus criticava escribas e fariseus por não aplicarem as Escrituras em suas vidas. Religiosos que não seguem o que pregam, mostram discrepância entre palavras e ações, falam sobre caridade, mas exibem falta de empatia, generosidade e humildade, julgam e excluem outros. Tanto religiosos e Ateus têm defeitos e virtudes, mas nós ateus não nos escondemos atrás de um ' livro sagrado’ enfrentamos as consequências de nossos atos aqui mesmo, sem contar com a certeza de perdão ou recompensa celestial.”

⁠"Chegando a seis décadas servindo neste planeta, senti cheiros, fedores, aromas, fragrâncias de marcas conceituadas, cheiro de mato, chuva com terra.. Mas nada me traz mais conforto e paz do que o aroma de roupa lavada e limpa..."
(Mário Luíz)

⁠"Somos livres para construir nossa própria moral e ética sem base em religiões, significa que temos a responsabilidade de decidir o que é certo e errado, assumindo como nosso, os erros e acertos, sem jamais atribuir culpa ou crédito a nenhuma divindade imaginária , pode ser um processo desafiador, mas também libertador...Somos Ateus!"
(Mário Luíz)

⁠Que religiosos larguem suas doutrinas, seus dogmas, suas Bíblias, seus Livros Sagrados, o termo "Deus" na boca,e pratiquem na prática e não na teoria dentro de seus templos, a solidariedade, fraternidade e mais humanidade... Menos eu, e mais eles!
(MárioLuíz)

⁠Já é tempo de pararmos de agir com malandragem, já é hora de cada cidadão encarar e se conscientizar que o famoso e famigerado "JEITINHO BRASILEIRO" é falha de caráter, parar de ludibriar e exigir o mesmo, ao invés de usar o famoso e mal visto lá fora "jeitinho brasileiro". Sejamos éticos sempre!De uma forma que quando nossos filhos pensarem em honestidade, integridade e justiça, lembrem-se de nós.
(Mário Luíz)

⁠"Não tenho muitos amigos, mas não faço questão de ter amigos ou parentes que disseminam e replicam ódio, admito e respeito todos que pensam diferente de mim, mas não admito mais homofóbicos, racistas, segregadores e afins... Pessoas que achincalham o próximo simplesmente por se acharem os donos da razão e do direito de ofender por prazer, explicite, diga o que pensa, mas mantenha a civilidade, integridade e austeridade, tente merecer o respeito dos seus pares e próximos."
(Mário Luíz)

⁠Que este ano tenhamos um Natal sem hipocrisia, sem falsidade, sem a necessidade de estarmos perto de pessoas que não nos suportam, pessoas que durante o ano nos criticam, julgam e acham que somos pessoas ruins, e preferem nos criticar para estranhos pelas costa, do que nos criticar frente a frente... Que tenhamos, apesar da minha incredulidade... Um dia normal, dia de Natal, poucas pessoas sabem o que significa, sincericidio não é falta de educação, é ombridade e justiça neural!

⁠Homens ruins criam guerras em nome de nações e religiões visando enriquecimento próprio. Senhores religiosos e ateus acreditem, o Planeta não está nem aí para deus, cristo, igreja, diabo, qualquer religião ou divisão étnica ou racial, de qualquer ponto que alguem definiu sem consultá-la ou respeitá-la . O planeta responde conforme é destruido, e apesar da paciência, a resposta é catastrófica! Claro, só para o humano. A Terra só está se defendendo do ser humano.
(Mário Luíz)

FELIZ 2021
Este ano de autorrevelações cada um deu o que realmente tinha dentro de si, servindo para que enxerguemos verdadeiramente quem são de fato as pessoas, sem a camuflagem da hipocrisia, pois o que definiu o comportamento de cada um foram atos e não palavras, uns deram indiferença, omissão, arrogância, maldade, intolerância, egoísmo, contrassenso, total falta de empatia e há os que deram solidariedade, humanidade, fraternidade, generosidade, bom senso, tolerância, humildade e empatia com a dor do seu próximo. Que tipo de ser humano você descobriu ser? Ou melhor; descobriram que você é! Feliz Ano Novo aos que fizeram a diferença para um mundo melhor, e aos que foram indiferentes quanto a dor alheia que revejam seus conceitos de humanidade.
(Mário Luíz)

⁠"É preciso parar de convocar 90% de atletas que jogam no exterior e passar a convocar 90% dos que atuam no Brasil! Me respondam! Existe campeonato mais difícil no mundo do que o Brasileirão? Será que; se todos os grandes times estrangeiros competissem no Brasil, com nosso calendário carrasco, teriam o mesmo sucesso! Conhecem algum país no mundo que tem tantos chamados 'times grandes'? É preciso valorizar os atletas que jogam no Brasil!"
(Mário Luíz)