Coleção pessoal de coletanea

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O homem gosta de contabilizar os problemas, mas não conta as alegrias.

O segredo da existência humana reside não só em viver, mas também em saber para que se vive.

Nós somos cidadãos da eternidade.

Sofrer e chorar significa viver.

Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.

A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo.

A beleza salvará o mundo.

Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão.

Nem homem nem nação podem existir sem uma ideia sublime.

Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente.

Apenas deveríamos ler os livros que nos picam e que nos mordem. Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para que lê-lo?

Os bons vão ao passo certo;
os outros ignorando-os inteiramente,
dançam à volta deles a coreografia da hora que passa.

De um certo ponto adiante não há mais retorno. Esse é o ponto que deve ser alcançado.

A única coisa que temos de respeitar, porque ela nos une, é a língua.

Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós.

O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida.

Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece.

Que haja transformação, e que comece comigo.

No Brasil não existe filantropia, o que existe é pilantropia.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.