Coleção pessoal de clarique07

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Quando a desconfiança nasce o relacionamento começa a morrer.

Existem atitudes com nome de erro, mas que acerta a sua necessidade.

Tudo passa deixando... Tudo passa enquanto não é lembrado! E quando retorna vem a dor, a risada ou o aprendizado, de como pude passar por isso!

Existem pessoas que nos obrigam a sermos severos com elas. Por mais que esta não seja a nossa natureza, acabamos agindo desta forma sem querer que fosse assim.

Eu admiro as pessoas de opinião, construtivos. Que não transforma o silêncio em covarde! Quando se cala é p/ avaliar, esperar, analisar ou p/ o outro se ligar e refletir...Mas sua natureza é mover respostas, resolver, atitude. Infelizmente essas pessoas são desvalorizadas!!!!

Quem fica em cima do muro, também pode cair.

Quando eu estiver orando, quero que a minha concentração cale os arredores.

A PEÇA( Autor: Henrique R. de Oliveira).
Pra lá e pra cá.
Soletrando meu nome.
Vestida em sobreposta peça.
Formato em V se esconde.

E some.....
Pra ser descoberta
de renda, seu sobre nome

Exploro entre dois montes
Para ver aonde some

A peça que deixa encoberta
Desnuda os montes
E cobre o monte...

...de Vênus
Va-ga-ro-sa-men-te
é descoberta pela mão de um homem.

E a peça retirada
Deserta ao lado de dois corpos, flama.

Fez seu papel em provocar.
Pequena, repousa na lateral da cama.

" Mentiu tanto pra você, e acreditou na sua própria mentira. Uma certa forma de se enganar e de alegrar-se imaginariamente."
Henrique R. de Oliveira.

IMPULSO

Impulso...
Made in humano.
Expulso.
Do punho ao pulso
da ofensa, discurso.
Verbal, corporal, luto.
Desculpo, não desculpo.
Após praticar,
não há de voltar
fora expulso.
Justo, perder a razão, injusto.
Ágil, perfurante
da boca pra fora
avulso.
Sem pensar.
Num surto.

O BOBO
As vezes é preciso dar uma de bobo.
Fingir ser cego para enxergar longe.
E entregar o chapeado ao tolo.
pra achar que é ouro.
E sermos vistos como ingênuo, comum e chacota...
E daí se descontraem e tão pouco nota.

Porque espertos perdem tempo pensando em vantagens
E com o bobo ele nem se importa
Qualquer coisa cola...
E seguem ausentes de inteligência.
E observa o bobo... o rumo do idiota.

MINHA MÃE
Minha mãe foi alí e já volta
Esporadicamente volta
E quando vem não bate à porta
Entra e ao meu lado fica
Na casa morta.

De todo meu amor guardado
Num sentimento órfão
Minha mãe foi ali e já volta
E quando vem eu sinto
Porque fala comigo
O avesso das coisas tortas

De um jeito tão particular
Da voz eu não ouço uma nota
Mas a sua voz é o silêncio
Que grita nos meus ouvidos
O livramento da derrota

Se eu vou por um lado, não é este
Se eu vou pro outro gosta
E me guia sempre materna
Que a minha paz se encosta

No teu seio imaginário
No teu amor amostra
Na tua saudade que choro
Porque a minha felicidade gosta

Gosta de lembrar
Gosta de sorrir
Gosta de lacrimar
De quando a senhora concreta
Entrava
Na porta da casa morta.

E vai a cama sozinha
O inodoro da cozinha
A voz que existia
O seu cheiro que eu sentia
Num terreno vazio
Que só a senhora sabia

Sabia e cabia
Preenchendo os espaços
Da monotonia
Que hoje a casa vazia
Traz a seguinte nota:

Aqui jaz alguém que um filho tinha
E a felicidade sentia
Quando a sua matéria
Adentrava a porta.

Minha mãe foi ali e já volta...

pessoa
sentada
cabisbaixa
olhando
seus
pensamentos.

Trabalhar
sonhando
cansando-se
Planejando
concretizar
o futuro.

APARIÇÃO (HRO).
Você
surge
trazendo
sorrisos
para
minha
face.

(HRO)
Falou
sem
pensar
ficando
insone
pensando

(HRO)
Levantar
após
queda
caminhando
com
aprendizado

(HRO)
Surpreendido
Você
Muda
Fisionomia
Sorrindo
duvidosamente

pessoa
sentada
cabisbaixa
olhando
seus
pensamentos.
Autor: Henrique R. de Oliveira.

SINAIS. (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Ondas em rochedos.
Canção do mar.
Brisa no rosto a acariciar.

Por que de todo peso.
A leveza ao avistar.
O mar, o céu, um beijo.
E o horizonte o encontrar.

Expirar, botar pra fora.
Deixar o ar sustentar.
Repentino vento sopra.
E os problemas a dissipar.

Num vai e vem incessante.
Uma onda grande a formar.
Forte, bate no rochedo.
Formando gotas no ar.

Só pra me banhar.
Pra me lavar.
E a natureza me curando.
Sabendo o meu necessitar.

As pedras sem arestas que avisto.
Polidas pelo oceano num confrontar.
Eram pontiagudas, com cantos vivos.
Mas se sucumbiram e vivem a se moldar.

Pela persistência do mar, a força do mar
No meu observar.
Eu na pedra sozinho.
E os sinais da paisagem a me ensinar.