Coleção pessoal de chemiral
Somos vítimas da nossa própria evolução: A falta de fé em Deus e o amor ao próximo, está criando especialistas em utilizar a tecnologia para aprisionar nossa própria espécie.
Lembro-me de um truque, particularmente cruel, que certa vez fiz com uma vespa. Ela estava sugando a geléia em meu prato, e eu a cortei no meio. Não prestou a menor atenção, mas simplesmente seguiu com sua refeição, enquanto um fino fluxo de geléia escorria de seu estômago partido. Somente quando tentou voar, deu-se conta do terrível fato que lhe tinha acontecido. O mesmo acontece com o homem moderno. Aquilo que lhe foi cortado é sua alma.
Toda propaganda de guerra, toda a gritaria, as mentiras e o ódio, vem invariávelmente das pessoas que não estão lutando.
O homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é fraco demais para puxar o arado, não corre o que dê para pegar um lebre. Mesmo assim é o senhor de todos os animais. Põe-nos a mourejar, dá-nos de volta o mínimo para evitar a inanição e fica com o restante.
A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez.
Podiam desnudar, nos mínimos detalhes, tudo quanto houvesse feito, dito ou pensado; mas o imo do coração, cujo funcionamento é um mistério para o próprio indivíduo, continuava inexpugnável.
Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.
O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas de produtos do trabalho humano. A guerra é um meio de despedaçar, ou de libertar na estratosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que de outra forma teriam de ser usados para tornar as massas demasiado confortáveis e, portanto, com o passar do tempo, inteligentes.
Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.
Jornalismo - Rondel
Os políticos só temem o jornalismo
E por isso tentam sempre calá-los
Quando os atingem no seu íntimo
Oferece opinião aos deseducados
Na tal sociedade ou nos mercados
Agem como fossem do comunismo
Os políticos só temem o jornalismo
E por isso tentam sempre calá-los
É profissão de tempo antiguíssimo
Ajuda a sonhar os corações alados
Os políticos o vêem com dinamismo
O jornal fiscaliza os poderes válidos
Os políticos só temem o jornalismo
Existem dias em que o jornalismo registra fatos que, no futuro serão contados nos livros - e serão guardados por gerações. Nesses dias, o que o jornalismo faz é escrever a história.
O primeiro dever do historiador é não trair a verdade, não calar a verdade, não ser suspeito de parcialidades ou rancores.
