Coleção pessoal de cauapedro

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Até parado estou sendo. Difícil é deixar de ser, e se eu quiser parar, como paro? Não paro. O coração segue batendo mesmo que eu não queira. Até quando durmo, a mente sonha, o corpo faz questão de lembrar que eu estou aqui, mesmo que sem missão.

Preciso viver para que minha poesia não permaneça morta.

E eu tenho medo. Medo de não existir um amanhã em que eu possa me refazer.
Medo de me tornar pior do que sou hoje.
Medo de que até esse amanhã, que eu tanto acredito que virá, simplesmente não venha. Um amanhã que nunca vem.
E eu me prendo à possibilidade e, talvez, esqueça de viver o hoje.
Preciso RE-NAS-CER!!!!

Para eu me amar, tenho que amar tudo o que não amam em mim.

É preciso algo forte para escalar o buraco sozinha. Algo que eu não fazia a mínima ideia que existia dentro de mim. Agora que consegui fugir, com essa força oculta, preciso me consolar, me abraçar e dizer a mim mesma que está tudo bem, mesmo que não esteja.

Sonho com uma conexão tão pura
que eu não precise pensar no que digo.
Queria que o outro, ao me ver,
ou sentir, ou apenas por existir no mundo,
soubesse exatamente o que eu sinto.

Enquanto as letras que formam palavras, frases e textos existirem, eu estarei viva, viva no agora que já passou.

Os detalhes simples que não consigo captar devem ser a resposta. O que ignoro é o sentido. O sentido da vida? Ele é constante demais para ser percebido?

Queria arrancar de mim tudo o que não é meu e ter uma conversa comigo mesma. O diálogo poderia ser curto, nem mesmo seria necessário. Se eu fosse eu, nua dos outros e vestida de mim, eu me entenderia apenas olhando dentro dos meus próprios olhos.

Não gosto de ser pouco; sou tudo o que sou. É quase um insulto não ser inteira. Se eu não sou eu, quem será?

É mais difícil curar do que machucar.
É mais difícil amar do que odiar.
É mais difícil viver do que morrer.

Sentir é um privilégio. Por isso quero sentir tudo, mesmo que isso me corrompa.

Leve o rancor, se precisar. Só não deixe para trás as nossas boas lembranças.

Escrevo tudo aquilo que não posso ter.

Você me mostrou a beleza em amar a rotina, tantas vezes monótona.

Amo-te.
Tentei mentir para mim mesma. Afogar esse sentimento que nunca entendi. Falhei. Sempre falhei.

Meu caminho é decidido por mim; não sei por que escolhi viver a tristeza.

Minha angústia nata sobrecarrega meus ossos.

E quando eu penso em você
O sentimento é tão intenso
É um grito no silêncio
Um adeus que sempre penso

Você curou onde eu nem esperava que iria doer.