Coleção pessoal de carlos_alberto_hang
Mesmo que seja do líder o ponto final das questões, as ações são montadas com a participação de todos de algum modo, e conforme a capacidade de cada qual, dentro do determinado contexto.
Numa liderança sadia as ações não são unilaterais, como se tivéssemos apenas um líder que programa um grupo de liderados a atuarem sem participação alguma deles.
Não é possível encontrarmos harmonia, paz e felicidade num relacionamento com uma outra pessoa se não temos isso conosco mesmos.
Ao escolhermos quem serão os mestres de nossa vida, abrimo-nos para que nos deixemos moldar por eles, mas não sermos como eles.
Nosso olhar reprovador ou de receio do que julgamos ser muito diferente de nós, geralmente é gerado pelo temor de não sabermos lidar com o que não compreendemos.
Quando sentimos inveja, atestamos a nós mesmos o nosso sentimento de incapacidade de conseguirmos ser ou ter o que o outro conseguiu.
Quem pode servir deve fazê-lo com dedicação e prazer, até porque o servidor também tem seus momentos em que precisa ser servido, pois esta é a dinâmica da vida.
Nunca se sabe quem precisará da ajuda de quem. Por sermos humanos, somos todos seres frágeis demais diante das adversidades. Ai daquele que só se lembra do outro diante de suas próprias necessidades e mazelas.
Não nos é possível, como seres humanos limitados que somos, entendermos conceituadamente O Ilimitado, e assim como não conseguimos nem apreciar do que a luz é composta, muito menos nos é dado a conhecer a aparência de Deus.
Quando decidimos de fato o que queremos para nós, é preciso que tenhamos fogo nos olhos proporcional a dificuldade que teremos para alcançá-lo.
Gosto de pessoas que me surpreendem positivamente, até mesmo por serem raras, pois a maioria de nós, da raça humana, tem sido egocêntrica e previsível demais.
O tamanho da nossa real necessidade, da perda e da dor que sofremos e da tristeza que sentimos só poderá ser descortinada diante da comparação entre seis afins.
No seio escolar, é preciso promover seres protagonistas de suas próprias vidas e pensamentos, e não discípulos alienados para promover o ego de seus mestres.
Vida vivida é virar a página e continuar a nossa história dinamicamente, mas como ninguém pode virar a página por nós, ninguém deve nos forçar a virarmos se não estivermos preparados para tal.
Promovermos a PAZ está para muito além de abraçarmos árvores e soltarmos pombas brancas, mas sim desafiarmos tudo o que não contribua para a mesma em suas diversas instâncias sociais, desmistificando conceitos, questionando modelos apresentados, apoiando tentativas dignas, violando inclusive o estado aparente de paz se percebemos se tratar de um engodo projetivo de um mal maior.
Seja em que situação for, mesmo naquela que nos parece não ter mais como prosseguir e que não existe mais opções possíveis e formas de melhorar, sempre existirá possibilidade de análise de novas ações a se tomar e, não poucas das vezes, são nestas situações extremas que alcançamos os maiores 'insights' ou uma importante epifania, iniciando as maiores conquistas de nossas vidas.
Às vezes, estar no final de uma prancha, é apenas estar no final da prancha, e não o findar de novas possibilidades.
Muitos dizem que querem mudanças em suas vidas, e falam até que já tentaram várias vezes, mas que só conseguiram ilusão, frustração e descrédito. Mas o que geralmente ocorre, na verdade, é que falam que querem mudanças, mas se encontram apegados a tudo como sempre tem sido. É como alguém diz que quer mudar de lado da calçada, mas continua a insistir em caminhar pelo mesmo lado. Toda escolha acarreta uma perda, e é preciso estar preparado, tanto para receber algo, quanto para o que for necessário vir a perder para que este novo ocupe o seu lugar e se estabeleça.
