Coleção pessoal de biancavasconcelos

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Certas coisas se perdem para sempre.

Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção da vida dos outros.

Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil.

É como um anjo que veio me dar harmonia nesses dias meio remotos, o sorriso é tão aberto, me transmite tanta paz, é como um vento forte e gostoso no rosto da gente… É, eu amo ele profundamente.

Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.

Nem todas as perdas são vida jogada fora, algumas são necessárias.

Você não pode perdoar o que você não pode esquecer.

Às vezes você percebe que não importa o que todos façam, há coisas que nunca mudam, há histórias que se repetem e não tem como não tropeçar no meio do caminho.

É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça.

E para os amores impossíveis: tempo.

Sem preferências físicas ou de números. Não está faltando homem, está faltando amor.

Antes de ser dos outros, seja seu. Se baste.

Já tive a imensa vontade de voltar ao passado e fazer tudo diferente, mas percebo que se tudo tivesse acontecido de outra forma, eu não teria me tornado a pessoa que sou hoje, pois eu já ia saber o caminho, e pedras não iam me pegar desprevenida, mas foram nesses tombos que eu aprendi o real significado dos altos e baixos, e só tenho a agradecer à essas pedras, que não construíram meu castelo, mas me ensinaram a viver.

A vida é assim mesmo, a gente precisa ir-se acostumando com o tempo que passa e vai fazendo as situações mudarem sempre.

Chega um momento em que a gente se dá conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir. De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro. Essencialmente, amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas. De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.

Talvez eu tenha amadurecido, e você já não me causa as mesmas sensações.

Algo que aprendi foi que diante do amor verdadeiro, não se desiste. Mesmo que essa pessoa implore que desista.

Quem quer sair de uma história, cala-se e vai embora.
Porque as grandes dores são mudas.
E decisões definitivas não se demoram em explicações.

Então comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor-próprio. Desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente, que é onde a vida começa.

E mesmo sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz.