Coleção pessoal de Ashlon

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“O argumento pela intimidação é uma confissão de impotência intelectual.”

Ayn Rand

O deboche é o último refúgio dos incapazes.

Laio Brandão

Sócrates procurava um conhecimento que não apenas fosse racionalmente fundamentado — e, portanto, intrinsecamente mais crível do que os outros conhecimentos —, mas que tivesse uma importância existencial efetiva para ele próprio. E esta síntese inseparável da consciência pessoal com o conteúdo do conhecimento é exatamente o que define a filosofia.

Olavo de Carvalho

Capitalismo monopolista é o Socialismo! É o único socialismo que pode existir! E não tem um socialista, com o QI superior a 12, que não saiba disso.

Olavo de Carvalho

Socialismo é quando uma elite pode cometer todo crime sem sofrer nenhum castigo; e quando o povo sofre todo castigo, sem cometer nenhum crime.

Paulo Briguet

A mentira torna-se persuasiva por dois meios: (a) macaqueando a verdade até mesclar-se com ela ao ponto do indiscernível; (b) negando a verdade de maneira tão completa e ostensiva que a mente do ouvinte vacila, fraqueja e, por insegurança, acaba se deixando reformar de alto a baixo. O primeiro método é a fraude, o segundo o blefe.

Olavo de Carvalho

Não dá para provar se Deus criou o universo ou não, mas dá para provar que, se não foi Ele, não foi ninguém mais — muito menos o próprio universo. A prova é simples e já a enunciei mil vezes. O universo só se tornou possível graças às proporções matemáticas que o moldaram. Se foi assim, e toda a ciência prova que foi, então essas proporções já eram válidas desde antes da criação do universo. Mas, para que algumas proporções fossem válidas, era preciso que todas fossem válidas, que a razão matemática INTEIRA fosse válida eternamente, acima e independentemente do próprio universo. Mas como ela poderia ser válida se não contivesse em si mesma o princípio da sua própria inteligibilidade? A Razão que tudo molda e explica explica-se a si mesma e de nada depende. Isso é o Logos divino. Ponto final.

Olavo de Carvalho

A noção de 'corrupção' implica, por definição, a existência de um quadro jurídico e moral estabelecido, de um consenso claro entre povo, autoridades e mídia quanto ao que é certo e errado, lícito e ilícito, decente e indecente. Esse consenso não existe mais. Quando uma elite de intelectuais iluminados sobe ao poder imbuída de crenças nefastas que aprenderam de mestres tarados e sadomasoquistas como Michel Foucault, Alfred Kinsey e Louis Althusser, é claro que essa elite, fingindo cortejar os valores morais da população, tratará, ao mesmo tempo, de subvertê-los pouco a pouco de modo que, em breve tempo, haverá dois sistemas jurídico-morais superpostos: aquele que a população ingênua acredita ainda estar em vigor, e o novo, revolucionário e perverso que vai sendo imposto desde cima com astúcia maquiavélica e sob pretextos enganosos.

Isso não aconteceria se, junto com a inversão geral dos critérios, não viesse também um sistemático embotamento moral da população, manipulada por uma geração inteira de jornalistas que aprenderam na faculdade a 'transformar o mundo' em vez de ater-se ao seu modesto dever de noticiar os fatos. Quando um país se confia às mãos de uma elite revolucionária, sem saber que é revolucionária e imaginando que ela vai simplesmente governá-lo em vez de subvertê-lo de alto a baixo, a subversão torna-se o novo nome da ordem, e a linguagem dupla torna-se institucionalizada. Já não se pode combater a corrupção, porque ela se tornou a alma do sistema, consagrando a inversão de tudo como norma fundamental do edifício jurídico, ocultando e protegendo os maiores crimes enquanto se empenha, para camuflá-los, na busca obsessiva de bodes expiatórios.

Olavo de Carvalho
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Filosofia não é para criança. Filosofia é uma atividade de reflexão que pressupõe a aquisição de um grande volume de informações. A filosofia começa realmente quando você tem o domínio de várias ciências, o domínio das artes, da religião, da história, etc. Na hora em que você quer formar uma noção de conjunto e quer encontrar o fundamento da cultura, aí sim surge a questão filosófica propriamente dita. Eu sinceramente não acredito em ensino de filosofia para criança. O que eles fazem é ensinar discussão ou fazer pregação política e chamam a isso de filosofia. Pergunto eu: havia crianças no grupo de Sócrates? Não. Eram homens maduros, homens casados, pais de família, pessoas importantes.

A formação da inteligência humana passa por várias etapas que não podem ser trocadas. Uma criança até uns sete, oito anos vive de imaginação, vive num mundo fantástico. [...] Então a educação da imaginação e do sentimento vem primeiro. Essa educação da imaginação e do sentimento é feita sobretudo por dois elementos, a arte e a religião. Então, se fosse possível, eu centraria a educação das crianças até uma certa idade nessas duas coisas.

A medida em que se forma o seu mundo imaginativo e sentimental você começa a fazer escolhas, e nessa hora você percebe que as suas escolhas divergem das escolhas das outras pessoas. Portanto você começa a discutir com as pessoas. Nesse momento você entra na idéia da participação na sociedade. Aí começa a educação social e política, mas só para quem já tem aquela base de sentimento e imaginação.

Depois que você já está participando da sociedade e tem aquele senso da polis, da organização, da sua responsabilidade social, etc; chega um dia em que você vê tantas opiniões circulando que você fica confuso no meio delas e daí você se pergunta: 'Peraí, mas de todas as opiniões qual é a verdadeiramente certa?'. É só neste momento que pode entrar a filosofia. Quando você conhece o conjunto das opiniões em circulação. Aristóteles já dizia que a investigação de qualquer assunto na filosofia começa com você colecionando as opiniões predominantes e das pessoas que sabem as opiniões dos sábios. [...] Então o ensino da filosofia deveria começar entre os dezoito e vinte anos, quando a pessoa já tem idéia das correntes de opinião que existem na sociedade, quando ela conhece opiniões alheias e conhece tantas que já começa a ficar confusa. Nesta hora entra a filosofia.

Filosofia é uma atividade de reflexão. Reflexão é uma digestão. Se você faz a digestão sem ter comida você ganha uma úlcera. A reflexão sem matéria prima e sem conhecimento positivo da religião, da ciência, da história, etc., é o mesmo que digerir o vazio. Assim se cria a mentalidade de um discutidor bobo, pois a coisa mais fácil do mundo é você contestar as coisas e fazer perguntas.

Olavo de Carvalho
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Com exceções que se tornam tanto mais honrosas porque se contam nos dedos, jornalismo, no Brasil, é militância esquerdista e nada mais. Militância esquerdista subsidiada por empresários covardes, irresponsáveis, oportunistas. Sobretudo incultos, incapazes de informar-se por si próprios e por isto dependentes dos gurus esquerdistas a quem entregam o poder total sobre suas redações, tratam com devoção subserviente e pagam salários indecentemente elevados.

Nessas condições, não há critério de honestidade jornalística que sobreviva.

(2006)

Olavo de Carvalho

De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar.

Platão
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A ideologia de gênero -- como aliás outros itens do cardápio diversitário -- é ANALFABETISMO FUNCIONAL SISTEMATIZADO.

Olavo de Carvalho

A escravidão jamais feriu a sensibilidade moral dos africanos, que a praticaram durante milênios sem ver nela nada de errado. Os cristãos europeus, ao contrário, sempre a consideraram abominável e não pararam de lutar contra ela desde o dia em que o primeiro português teve a maldita idéia de comprar um escravo na África para revendê-lo na América.

Olavo de Carvalho

Os dados elementares do desenvolvimento são a liberdade, a criatividade e a responsabilidade. Mas utilizar os recursos da liberdade com autonomia individual e explorar essas virtudes na fase educacional da vida fazem supor uma confiança muito forte no homem, trabalhando dentro das normas de uma sociedade livre. É esse o fator, por excelência, do desenvolvimento.

J. O. de Meira Penna

Para a integração profícua na comunidade regional e num mundo globalizado, deve todo cidadão convencer-se que a liberdade de iniciativa, a confiança na honestidade dos outros, o espírito inventivo e o estado de direito, forte e limitado, são definidos [por Alain Peyrefitte] como as causas da riqueza coletiva – não havendo outras.

J. O. de Meira Penna

O surto de progresso capitalista nos países protestantes, contemporaneamente freado nos católicos, não foi devido predominantemente a fatores religiosos, mas a fatores culturais mais amplos que determinaram a diferente atitude de católicos e protestantes ante a economia moderna. A diferença era radical: do lado católico, a desconfiança generalizada que clamava por mais controle, mais policiamento, mais burocracia, mais punições. Do outro, uma confiança pujante que estimulava a criatividade, a variedade, a iniciativa. Confiança, em primeiro lugar, dos homens uns nos outros: por que supor que o nosso próximo quer o nosso mal e não apenas, como todos nós, o seu próprio bem? Por que não acertarmos as coisas entre nós e ele, em vez de chamar um terceiro para nos policiar a todos? Eis a base de toda negociação, de todo contrato, de toda eficácia. De outro lado, confiança no poder que cada homem tem de decidir, de agir, de lutar por um destino melhor conforme seu próprio entendimento, livre de uma autoridade acachapante que imponha a todos a camisa-de-força de uma noção padronizada do 'melhor'.

Olavo de Carvalho
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O protestantismo contribuiu, sim, para esse resultado, mas menos por suas concepções teológicas e morais explícitas enfatizadas por Weber - predestinacionismo, ética da poupança - do que pelo simples fato de estimular a liberdade e a variedade, livre do peso excessivo de uma velha burocracia controladora. E se enquanto isso o catolicismo atrasava o desenvolvimento econômico em outras partes do mundo, também não foi por causa do conteúdo de sua fé, em si mesmo neutro economicamente, mas simplesmente porque a hierarquia, assustada, em vez de superar criativamente as oposições, se enrijeceu numa atitude paranoicamente defensiva que só pensava em mais controle, mais centralismo, mais burocracia. Em certos países o desenvolvimento econômico foi favorecido pela ausência de controles. Em outros, não foi apenas desfavorecido: foi detido, foi proibido, foi estrangulado no berço por autoridades que o confundiram, tragicamente, com os demônios que o cercavam. Na Espanha, em Portugal, na Itália e parcialmente na França, o desenvolvimento não foi nunca um inimigo da Igreja: foi o bode expiatório das culpas católicas e anticatólicas. Ao condená-lo, o catolicismo fez um tremendo mal a si mesmo, do qual procura agora redimir-se.

Olavo de Carvalho
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Conclusão de uma vida de estudos: se uma idéia não está pré-anunciada em Platão, em Aristóteles ou na Bíblia, provavelmente é besteira.

Olavo de Carvalho

Vocação é resistência a um determinado fator negativo, que você é capaz de enfrentar sem que lhe faça mal.

Olavo de Carvalho

Aquilo que te dá segurança é ao mesmo tempo aquilo que te aprisiona.

Olavo de Carvalho