Coleção pessoal de ARRUDAJBde
Entre juízes e reis,
vi espelhos de vaidade,
homens disputando títulos,
esquecendo a verdade.
Anjos me visitavam,
silenciosos, sem plateia,
mas minha voz de mulher
se perdia na assembleia.
Rosacruz me ensinou mistérios,
mas também me mostrou o orgulho,
onde o amor se calava
e o ego erguia seu muro.
Então busquei outro caminho,
onde não há preço nem poder,
apenas a graça de Deus,
que tudo dá sem nada querer.
No Islã encontrei o alívio,
na unicidade, a paz,
onde o coração se curva,
e só Allah é capaz.
Não mais brigas por títulos,
não mais vaidade sem fim,
apenas a luz que consola,
e a fé que habita em mim.
O Olhar de Deus
Somente Ele vê além das sombras,
onde o homem tropeça em sua própria fraqueza.
Somente Ele guarda o segredo dos dias,
e conhece o nascer e o pôr da esperança.
O poder humano é vento passageiro,
mas o sopro divino é eterno e verdadeiro.
Quando o mal se ergue em vaidade e dor,
Deus prepara o triunfo da justiça e do amor.
No fim dos tempos, quando o mundo se calar,
a trombeta ecoará, e ninguém poderá negar:
a glória pertence ao Altíssimo,
e o mal será varrido pelo Seu juízo.
Há tantas pessoas que se dizem livres, mas não são…
Liberdade vai muito além dos estereótipos.
A liberdade está na alma.
“A alma escreve em vermelho quando a ferida deixa de ser silêncio e começa a se transformar em consciência.”
Do livro O Livro Vermelho da Alma — Jung, o Inconsciente e a Alquimia Simbólica da Sombra à Individuação, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Se o Islã é chamado de machista, por que no Brasil, na primeira oportunidade de tratar o corpo da mulher como açougue, isso acontece? Somos mercadoria?
Com certeza ela é casada,
mas o brilho da aliança não aquece.
Tão bonita, mas amargurada,
a vida pesa mais do que parece.
Entre paredes, rotina e silêncio,
o tempo se arrasta sem perdão.
O amor virou hábito, quase ausência,
um contrato sem paixão.
No olhar, a saudade de si mesma,
no gesto, a pressa de sobreviver.
A beleza não basta, não sustenta,
quando o coração não sabe mais viver.
