Coleção pessoal de antonio_evangelista_1

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A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.

É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar.

Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco.

⁠A julgar pelos seus efeitos a volúpia do conhecimento é mais funesta que a volúpia da carne.

Os bons pensamentos têm os seus abismos, tal como os maus.

Cosette já não vestia andrajos, estava de luto. Saía da miséria e entrara na vida.

Só deus nesse momento, via o triste espetáculo. E sem dúvida a mãe! Há coisas que fazem abrir os olhos dos mortos nos seus túmulos!

Um sopro, quase uma respiração, agitava os matagais.

Os livros são amigos frios e seguros.

A catedral era tão familiar ao corcunda que este se encontrava em todas as partes. Em tudo se via o homem que amava. Ele era a alma do monumento.

Existia entre os personagens grotescos esculpidos na parede um de quem Quasímodo gostava mais e com quem às vezes conversava. Uma ocasião a cigana ouviu-o a dizer: - Oh! Porque não sou de pedra como você!

A morte é beijo da boca sepultura: procura proceder bem, corta um farrapo de uma boa acção durante a rugidora noite, e este será o teu sudário no seio da terra. A morte é a exaltação da verdade.

As suas mágoas queimavam-lhe a alma como uma fornalha.

Marius tinha sempre dois trajes completos; um velho, "para todos os dias", outro novo, para as ocasiões extraordinárias. Ambos eram negros. Tinha só três camisas, uma trazia vestida, outra estava na cômoda, e outra na lavanderia. Renovava-as a medida que iam ficando usadas. Mas como estava quase sempre coçadas, abotoava o casaco até o pescoço.

Mas Gilliat vigiava. Espreitado, espreitava.

As suas reflexões não eram pensamentos, o seu sono não era repouso. De dia não era um homem, de noite não era um homem adormecido.

Aceita-se a massa do infortúnio, a poeira não.

Quando um bêbado não é senhor de si, tem um esconderijo.

Era um daqueles homens que se tornam curiosos unicamente em razão da sua longevidade, e que são estranhos porque noutro tempo se pareceram com toda a gente e agora não se parecem com ninguém.

Quando a ouviam falar, diziam: "É um policial"; Quando a viam beber, comentavam: "É um carroceiro"; Quando a viam dar ordens a Cosette, garantiam: "É um carrasco".