Coleção pessoal de anderson_cesar_oliveira
Às vezes o amor não chega fazendo barulho.
Ele vem quieto, ocupa um espaço pequeno no começo
e, quando a gente percebe, já tomou tudo por dentro.
Não é exagero, não é drama —
é só aquele sentimento que insiste em ficar
mesmo quando a razão pede para ir embora.
É saber que talvez não dê certo
e, ainda assim, escolher sentir.
Porque amar não é promessa de final feliz.
Amar é coragem.
É aceitar que algumas histórias não nascem para durar,
mas nascem para marcar.
Tem amores que não pedem para ser vividos em voz alta.
Eles existem no olhar que demora,
no silêncio que diz mais do que qualquer palavra,
na vontade contida de dizer “fica”
quando o certo é deixar partir.
E dói…
Dói porque foi verdadeiro.
Porque, mesmo sendo “só mais um amor” para o mundo,
para o coração foi tudo.
Talvez o tempo transforme isso em lembrança.
Talvez vire saudade mansa.
Ou talvez seja apenas essa música invisível
tocando baixinho toda vez que o nome dela cruza o pensamento.
E se um dia alguém perguntar,
você vai sorrir de canto e dizer que passou.
Mas por dentro vai saber:
alguns amores não passam…
eles apenas aprendem a morar em silêncio.
Se quiser, posso deixar esse texto mais curto, mais intenso,
ou escrever como se fosse uma mensagem direta para ela.
Sou feito de silêncio que observa e de palavras que só saem quando o coração manda.
Carrego intensidade nos gestos simples e profundidade nos detalhes que quase ninguém nota.
Não passo pela vida — eu sinto a vida.
Tenho alma antiga, dessas que acreditam em conexão, em energia, em olhar que fala mais que discurso.
Sou leal até quando isso dói, verdadeiro até quando o mais fácil seria fingir.
Meu afeto não é raso: quando gosto, é inteiro; quando cuido, é de verdade.
Não confundo paz com ausência — eu reconheço paz quando alguém chega e o caos se aquieta.
Amo em silêncio quando preciso, escrevo quando o peito transborda, e respeito mesmo quando meu coração pede mais.
Sou feito de luz, mas não ignoro minhas sombras — aprendi com elas.
Tenho fé no que não se vê, sensibilidade no que poucos entendem
e coragem de sentir num mundo que ensina a endurecer.
Sou intensidade com propósito.
Sou sentimento com consciência.
Sou alguém que ama bonito, mesmo quando ama quieto.
Há pessoas que entram na nossa vida sem pedir licença
e, sem perceber, viram morada.
Você é assim.
Especial de um jeito raro, desses que não fazem barulho,
mas mudam tudo por dentro.
Existe em você uma luz que não se esforça para brilhar
e talvez por isso ilumine tanto.
Seu jeito, suas palavras, até seus silêncios
têm um peso bonito, daqueles que aquecem o coração
mesmo quando não deveriam.
Queria que você soubesse o quanto é incrível,
o quanto inspira, o quanto faz bem existir.
Mas algumas verdades não nasceram para ser ditas.
Elas vivem melhor guardadas, protegidas,
como um segredo que não dói — apenas cuida.
Então sigo assim:
admirando de longe, torcendo em silêncio,
respeitando o que não pode ser atravessado.
Se algum dia você sentir, sem saber por quê,
que é especial para alguém,
saiba… é verdade.
Mesmo que eu nunca possa dizer.
Tudo passa.
A dor educa, a dificuldade fortalece e o tempo, guiado por Deus, cura silenciosamente aquilo que hoje parece impossível de suportar. Cada lágrima é recolhida, cada esforço é visto, e nenhuma batalha é em vão.
Mesmo quando o coração cansa, o espírito segue aprendendo, crescendo e se preparando para dias mais leves.
Confie: o que hoje pesa, amanhã será testemunho de superação.
A vida nunca erra — ela ensina.
Com carinho,
Eu nunca soube exatamente o nome do que senti.
Talvez porque alguns sentimentos não gostam de rótulos.
Eles apenas existem…
e ocupam um espaço silencioso dentro da gente.
O que eu guardo em mim é que todo esse sentimento
nunca precisou ser real para ser verdadeiro.
Não foi romance assumido,
mas também nunca foi apenas amizade comum.
Era algo no meio —
um cuidado maior,
uma presença constante,
um afeto que não pedia explicação.
Eu me importei com você de um jeito que não se ensina.
Te pensei nos detalhes pequenos,
te desejei felicidade mesmo quando isso não me incluía,
te protegi em pensamentos
como quem protege algo precioso demais para expor.
Talvez você nunca tenha percebido,
mas houve alguém que te escolheu no silêncio.
Que se preocupou mais do que demonstrou.
Que sentiu ciúmes sem ter direito.
Que ficou…
mesmo quando a lógica dizia para ir.
Não sei dizer se isso era amor
ou apenas uma amizade tão profunda
que parecia ultrapassar os limites do nome.
Só sei que doeu bonito.
E que ficou.
Se um dia você se perguntar
por que certas pessoas marcam a nossa vida
sem nunca terem sido “algo”,
talvez seja isso.
Laços que não se definem,
mas que nunca se desfazem.
E se ao ler isso
seu coração apertar de leve,
como se alguém estivesse falando de você…
talvez seja porque, em algum momento,
você também foi tudo
para alguém que nunca te pediu nada.
Eu nunca te disse.
E talvez nunca diga.
Há sentimentos que não nasceram para o mundo,
apenas para o silêncio seguro do peito.
O nosso romance nunca teve datas,
não teve promessas,
não teve mãos dadas em público
nem futuros desenhados em voz alta.
Mas teve tudo aquilo que importa
quando ninguém está olhando.
Eu te amei em pensamentos.
Te cuidei em silêncio.
Te desejei com respeito
e te guardei como quem guarda algo sagrado.
Enquanto o mundo seguia,
eu te carregava comigo —
nas músicas que doíam bonito,
nos olhares que demoravam um segundo a mais,
nas palavras que eu nunca tive coragem de dizer.
Talvez você nunca saiba,
mas houve alguém que te escolheu todos os dias
sem nunca poder te escolher de verdade.
Alguém que te amou sem tocar,
que te quis sem pedir,
que te deixou ir…
mesmo querendo ficar.
Esse amor não pede nada.
Não cobra, não invade, não prende.
Ele apenas existe —
como um segredo a sete chaves
que o coração insiste em proteger.
E se um dia, sem motivo aparente,
você sentir um aperto doce no peito,
uma saudade sem lembrança,
ou um carinho que parece vir do nada…
talvez seja só esse amor aqui,
quieto, eterno,
te lembrando que você foi —
e sempre será —
inesquecível.
