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Coleção pessoal de Amora29

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Dizem que a esperança é a última a morrer, mas a primeira a ferir.
Eu diria o contrário: é de tanta esperança que, às vezes, adoecemos.

Aos poucos, despeço-me!

Tem dias que tudo o que temos é dor…
e mesmo assim, seguimos — porque até a dor, um dia, cansa de ficar.

Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.

Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.

E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.

Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…

E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.

Com a sua ausência, aprendi: não dá pra escolher não sentir…
e, no fim, sentir é tudo que nos resta.

Como não amar a poesia?
Se é ela que faz a realidade doer menos… e ainda assim, ser sentida.

Enxergar demais, às vezes dá vontade de fechar os olhos para não sentir.

A saudade vai e vem…
as memórias ficam.
Entre sorrisos e lágrimas,
é assim que tudo se resume.

Não foi falta de amor — foi a ausência de prioridade que falou mais alto.

Nem a inocência sobrevive quando a realidade entra em jogo.

A saudade me falta o ar,
chega mansa… e faz doer.
Se eu pudesse voltar no tempo,
era só pra te ver.

Descobri que não era amor… quando o esforço tinha outros motivos.

O amor nunca faltou esforço — só não era por mim.

Tinha tudo pra dar certo — até eu acordar.

Era perfeito… até eu entender.

Às vezes, não saber era o que me mantinha inteiro.

O excesso de consciência rouba a leveza de viver.

A vida dói mais em quem enxerga além do que deveria.

Entender demais é carregar o que a inocência poupava.