Coleção pessoal de AlfredoMartiniJr
"Ensinar é um espelho do aprender. Um é reflexo do outro!
Quem ensina está aprendendo! Quem aprende está ensinando!"
Devemos buscar aumentar nosso conhecimento ao longo de toda a nossa vida, mas devemos aceitar, com humildade e sabedoria, que o nosso desconhecimento ficará, claramente, cada vez maior!
Utilizando uma analogia simples para facilitar a compreensão:
"Considerando que o nosso conhecimento fosse o raio de um círculo, a área, desse mesmo círculo, equivaleria à nossa ignorância (desconhecimento)!"
Quanto mais aprendemos, descobrimos que muito mais temos a aprender!
Isso explica a humildade das pessoas verdadeiramente sábias!
Do mesmo modo como nosso corpo é formado de células, uma sociedade é formada de micro unidades, de células básicas, que são as famílias.
Se as células de nosso corpo começam a se destruir, nosso corpo sucumbe, morre!
Se as famílias começam a se destruir, se desmontar, se decompor, a sociedade apodrece, desaba!
Em um prédio, onde as estruturas estão mal feitas, não adiantam belas paredes, obras de arte no hall de entrada ou cores lindas pelos corredores. Ele vai cair, é apenas uma questão de saber em quanto tempo.
A liderança plena é praticada, obrigatoriamente, por pessoas do bem.
A liderança não pode ser praticada por pessoas que sejam apenas boas.
Entendendo que pessoas boas e pessoas do bem são diferentes quando se pressupõe que a definição comum de pessoas boas são pessoas dóceis, amáveis e que sempre permitem e perdoam tudo, inclusive desrespeitos ou injustiças!
"O respeito é conquistado, o medo é imposto!
O respeito reflete a autoridade, que é conquistada. O medo está ligado ao poder, que é concedido.
O respeito está ligado ao amor, o medo com o desprezo!"
Eu me considerava inteligente e queria mudar tudo. Agora procuro por sabedoria para mudar a mim mesmo e ajudar as pessoas nesse processo de mudança! Se as pessoas mudam, o mundo muda!
Ler é seguir por longas viagens sem sair fisicamente do lugar!
A leitura permite que sejamos levados para quaisquer distâncias, em qualquer tempo, passado, presente ou futuro, pela nossa máquina chamada "imaginação". Fazemos viagens únicas e personalizadas, pois a leitura reflete a compreensão, única e exclusiva, de cada ser humano!
Nenhuma pessoa lê um livro duas vezes, pois na segunda vez não é mais a mesma pessoa, e não é mais o mesmo livro!
A simplicidade é altamente complexa. O complexo vem antes do simples, apesar da maioria acreditar no contrário!
Posso mudar de opinião, sim!
Mudanças são sempre necessárias para evoluir.
Não tenho compromissos com o errado, tenho compromissos com meus valores e princípios éticos e morais!
Quase todos os homens podem se sentir gênios quando estão sonhando, porém a genialidade não está em sonhar, mas sim em colocar em prática o que se sonha. Isso é para poucos gênios!
Genialidade precisa sempre estar associada à capacidade de colocar sonhos em prática, não apenas sonhá-los. As pessoas, em geral, colocam em prática (ação), algo que outra pessoa sonhou (inovar). Gênio é aquela pessoa que sonha e transforma seu sonho em realidade (inovação). Esses são os raros, talentos!
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
Quem ensina também sempre aprende! Uma coisa não acontece sem a outra! Ocorre uma troca perfeita entre as partes: sem perdas!
"Os Líderes, antes de serem especialistas em ferramentas de gestão, deveriam ser especialistas em amor! Desenvolvedores de pessoas!"
