Coleção pessoal de Alextrindade
A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.
Há, talvez, muitas causas pelas quais vale a pena morrer, mas para mim, certamente, não há nenhuma que justifique matar.
Onde há grande propriedade, há grande desigualdade. Para um muito rico, há no mínimo quinhentos pobres, e a riqueza de poucos presume da indigência de muitos.
A disposição em admirar e quase idolatrar os ricos e poderosos e, ao mesmo tempo, desprezar e negligenciar os pobres é a maior e mais universal causa de corrupção dos nossos sentimentos morais.
Assim são as mulheres: antes de se casar, querem que o marido seja um génio. Depois que se casam, querem que seja um idiota.
Quando não se tem ideias, as palavras são inúteis e até nocivas; melhor calar-se do que falar só para confundir.
Os grandes homens nos parecem ter uma grande ousadia; no fundo, eles são mais obedientes que os outros.
Reduzam suas atividades sociais. Recepções, programas que implicam novas obrigações, cerimoniais de boa vizinhança, todo um complicado ritual de uma vida artificial, que tantos mundanos amaldiçoam no íntimo, não são compromissos que digam respeito a um intelectual. A vida social é fatal para a ciência. A idéia e a ostentação, a idéia e a dissipação são inimigas mortais. Quando se pensa num gênio, nunca vem à mente uma imagem dele participando de um jantar.
Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, uns três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos.
O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.
