Coleção pessoal de Alextrindade

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Não será preferível corrigir, recuperar e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?

O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente.

A amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos os insensatos.

A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano.

A vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve.

A punição de um mentiroso não é de afinal ninguém acreditar nele, mas dele mesmo mesmo não poder acreditar em mais ninguém.

As pessoas acham que o mentiroso triunfa sobre suas vítimas. O que aprendi é que uma mentira é um ato de autoabdicação, porque quem mente entrega sua realidade à pessoa para quem a mentira se dirige, tornando-se servo daquele indivíduo, ficando condenado dali em diante a falsear a realidade tal qual ela exige. E, ainda que se consiga atingir o objetivo imediato visado pela mentira, o preço que se paga é a destruição daquilo que se pretendia obter. O homem que mente para o mundo é escravo do mundo dali em diante.

Existe no mundo apenas um ser mentiroso: o homem. Todos os outros seres são verdadeiros e sinceros, pois mostram-se abertamente como são e manifestam o que sentem.

A finalidade do mentiroso é simplesmente fascinar, deliciar, proporcionar regozijo. Ele é o fundamento da sociedade civilizada.

Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.

A confiança do ingênuo é a arma mais útil do mentiroso.

O fantasioso nega a verdade para si mesmo; o mentiroso apenas para os outros.

O indivíduo infiel é tão perigoso como o mentiroso. Ambos são fracos, ingratos e constroem castelos sem fundações.

O sucesso tem sido sempre um grande mentiroso.

As pequenas mentiras fazem o grande mentiroso.

Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito.

O que há de característico no terror pânico é que ele não está claramente consciente dos seus motivos; mais os pressupõe do que os conhece e, se necessário, fornece o próprio temor como motivo do temor.

Nós vivemos como sonhamos: sozinhos.

A crença em uma fonte sobrenatural do mal não é necessária.
O homem, por si só, é capaz de toda maldade.

A fé no sobrenatural não é necessariamente uma fonte do mal. Homens sozinhos são capazes de qualquer fraqueza.