Coleção pessoal de A03SAMSUNG

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Bonito mesmo é o que vem do nosso interior,
as palavras simples, sinceras e significativas,
O sorriso que contagia a alma
enchendo de brilho os olhos.
Bonito é o dia de sol,
é a noite de lua cheia,
é gostar da vida assim do jeitinho que ela é.
Bonito é o valor de uma amizade verdadeira,
Bonito é viver em paz, é ser feliz.

Anjo ou amigo...
não importa como chamamos.
Porque todo amigo verdadeiro é um anjo
e todo anjo tem sua missão, amar, cuidar, proteger
e nos ensinar o caminho do bem.

Deus te fez assim:
Uma joia preciosa,
um pedacinho do céu,
um anjo bom
com cheirinho de Deus,
uma flor rara e delicada,
uma mistura de ternura,
delicadeza e amor.

Como é linda essa nossa conexão,
e pensar que a gente nunca se viu.
Mas posso sentir esse carinho imenso
que tens por mim.

O cavalheirismo certamente reside em tempos TÃO obsoletos, que nem mesmo o interregno de tempo mais prolongado o faz retornar.

⁠"Vamos mudar o mundo através das palavras!!"

A mulher na calçada

Ela estava sempre sentada na calçada quando eu passava, vestido velho, puído, um lenço que já tinha sido vermelho cobrindo seus cabelos maltratados, um pote de sorvete encardido, rachado, pousado ao seu lado para recolher moedas; diziam que era maluca, excêntrica, uma mendiga por opção, quando tentavam ajudá-la, se recusava, se a internavam, fugia. Ela já fazia parte da vida daquela rua, tornou-se uma estátua viva, um patrimônio da decadência humana, um dia, da mesma forma que apareceu, sumiu. Ainda hoje quando passo por ali penso ela, de alguma forma sinto sua falta; a rua ficou tão vazia.

Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas sim coragem para lutar, vontade de aprender e empreender, força para continuar e principalmente, paciência para conquistar!

A única coisa que devemos curar é o ódio, a intolerância, o preconceito e a falta de amor ao próximo.

A incerteza é um reflexo do medo.

Vestido Vermelho

Num de meus aniversários, não sei qual, ganhei da minha madrinha um vestido vermelho; era a coisa mais linda que eu já tinha visto, com a saia rodada, a cor viva, eu me sentia uma princesa com ele. Mas havia um probleminha: o vestido era sufocantemente quente, parecia um forno, com todo aquele tecido pesado e o forro grosso, me fazia suar em bicas e eu suportava calada a tortura, ficava quietinha, não brincava, pois parecia que a roupa abafada me tirava as forças, me deixava febril, sem ânimo para nada. Minha mãe dizia que com aquele vestido eu (moleca) me comportava como uma "mocinha". A paixão doentia pelo vestido vermelho acabou de vez quando eu cresci um pouco e ele não cabia mais em mim... Parando um pouco para pensar, acho que aquela coisa nem era tão bonita assim, não passava apenas de delírios de conto de fadas na cabeça de uma sonhadora criança do interior... Fiquei bem melhor sem ele, acho que por isso até hoje não suporto roupa desconfortável, aquela já foi suficiente para a vida toda, ufa!!!!

Carnaval

Sei que lutei contra o que sentia, sempre macho, sempre no controle, mas seu jeito meigo me pegou, não posso mais viver longe do seu sorriso, da sua voz, da paixão arrebatadora que emana do seu ser; o baile está triste com você longe de mim; então levanto minha bandeira, que já foi branca e agora está amarelada pelas lágrimas de saudade que chorei, não posso mais, vou gritar bem alto, mais alto que as marchinhas que estão tocando: “Volta pra mim, meu amor”!

“Vida, tantas vidas, lutas eternas que se acabam, tempo que voa sem se ver, amores que passam, pessoas que vão e vem, uma vida, muitas existências, de um indivíduo, de vários seres, que se cruzam, no mundo que gira, somos carne, somos luz, somos terra...somos vida!”

OUÇA MINHA HISTÓRIA *

Ouça minha história,
Como se ela fosse importante,
Ofereço-lhe minha memória,
A alma temerosa, relutante...

Ouça minha história,
Vou lhe falar do quanto já sofri,
Dos amores que amei,
Das vezes em que quase morri,
Das lágrimas que chorei;
E de como enfim, sobrevivi.

Ouça minha história,
Tantos erros cometidos,
Numa luta inglória,
Palavras ditas em vão, momentos perdidos,
Em tão curta trajetória...

Ouça minha história,
Onde a felicidade também teve lugar,
Verões luminosos, inesquecíveis,
Beijos cálidos á luz do luar,
Risos francos, audíveis,
Muitos sonhos para sonhar...

Ouça minha história,
Sei que não ouvirá nada de novo,
Falo de uma vida de derrota e vitória,
A vida simples de alguém do povo.


*Poema participante do Coletivo Declame Para Drummond 2012

Silêncio

Silêncio...
que retumba em cada poro,
em cada gesto, em cada olhar,
que fere e pode matar,
que diz muito sem nada falar...

Silêncio...
eterno, que faz a alma penar,
que mente sem pensar,
insano, sempre a gritar...

Silêncio...
que cala, a esperar,
perseguindo, sem parar,
capturando, para aprisionar...

Silêncio...
que acompanha quem deixou de amar...
e ouve o coração chorar,
que lamenta, sem perdoar...
a oprimir, a torturar, a castigar...

Silêncio...

Rendição

Queria que você me olhasse,
E se esforçasse para me ver como eu sou;
Esqueça o que dizem, perdoe o que julgar imperdoável,
Olhe em meus olhos, não veja cores, estigmas, intrigas,
Dê-me uma chance, se dê uma chance,
De nos tornarmos almas amigas...

Não lute contra o que você não entende,
Não lute para tentar entender,
Aceite o que te ofereço de coração aberto,
Veja que não somos assim tão diferentes;
O mesmo amor se espalha em nosso ser,
Só você não compreende,
Ou não quer compreender.

Nossos caminhos se encontraram por um motivo,
Lutaremos injustamente, friamente, eternamente,
Numa batalha que nunca terá fim;
Pelo que não pertence a você, e nem a mim...

Entregue suas armas, lhe ofereço as minhas,
Renda-se, aceite minha rendição,
Não há vencidos, nem vencedores,
Numa guerra que nunca existiu...

Reconheça que a vida nos uniu,
Para semearmos a paz que tanto buscamos,
Pois nossas diferenças nos fazem iguais,
E é na fraqueza, que nos pune, nos levando a lutar,
Que reside à força para se render, e perdoar.

A única herança que devemos guardar são as boas lembranças.

Um dia bem vivido vale por anos de desenganos

Você vai se decepcionar, se iludir, se machucar e afundar. Não importa o quanto você lute, isso vai consumir 90% de suas forças, e o que sobra, você gasta chorando por ter sido consumido. Não existe aquilo de muitos amigos. Ou você tem poucos e bons, ou muitos e falsos. Aliás, quem muito quer, tudo perde. Hoje, conto em cinco dedos, quantas pessoas ainda arrisco confiar.

Meu cabelo não é o mais perfeito. Eu não sou a mais linda. Minha maquiagem nunca fica perfeita. Minhas unhas não são grandes. Meu corpo não é o mais lindo. Meu sorriso não é certinho. Eu não sou a mais gostosa. Não sou a mais popular da escola nem da internet. Não vou ao salão a cada 15 dias. Não tenho mil seguidores no twitter. Não uso roupa de griffe. Não vou no shopping e saio cheia de sacolas. Mas eu sou legal, sei fazer miojo e brigadeiro.