Frases sobre educação escolar que despertam o prazer de aprender
"Existem dois tipos de pessoas: aquelas que sabem tudo e as que estão sempre aprendendo. Amanhã eu tenho uma prova".
Às vezes, uma pessoa demora mais para aprender, precisa ouvir uma explicação de outro jeito, precisa de mais tempo para compreender. Isso não significa que ela tenha menos capacidade ou menos valor.
“Há mestres que nos ensinam o caminho; médicos que tratam nossas feridas; pessoas que nos socorrem quando já não conseguimos mais prosseguir. A fé cristã reúne todas essas experiências numa só presença: Cristo ensina, cura, salva e caminha conosco.”
DO BOM PORTEIRO.
O BOM PORTEIRO
ALÉM DE EDUCADO
PRECISA SER AMIGO.
POIS SEM A AMIZADE
O PORTEIRO É VAZIO.
A Voz que Restou
Aprendi a não temer
as palavras que o mundo lança sobre mim;
há feridas que o tempo leva
antes mesmo que encontrem morada.
Mas você sempre foi diferente.
Há algo em sua voz
que atravessa minhas defesas
sem sequer pedir passagem.
Talvez porque amar seja isso:
entregar a alguém
a única parte de nós
que ainda pode ser ferida.
E você feriu.
Não pela distância,
nem pelo silêncio que ficou,
mas por aquelas palavras
que continuam em mim
muito depois de terem deixado seus lábios.
Eu poderia esquecer
quase tudo o que o mundo me disse,
mas não consigo esquecer
aquilo que ouvi de você:
que já não havia em seu coração
senão desprezo por mim.
Chácara grande. Um quarto com banheiro e banheira só meu. Escola boa. Um pastor-alemão e um pelo curto brasileiro felino desde filhotes sob meus cuidados e afeto. Livros; vários e variados livros. Uma sala repleta de livros. Lareira. Minha mãe e irmãos…
Um amigo. Mora perto. Nos conhecemos na escola. 1ª semana de carro. Minha mãe ou irmã mais velha dirigiam. Após alguns olhares cruzados no caminho escola-casa, passamos a ir e voltar juntos. Às vezes a pé. Às vezes de bike.
Brincamos juntos. Fazemos tarefas da escola juntos. Tanto na escola, quando em dupla, quanto deveres para casa — quando “separados”. Às vezes ele em minha casa. Às vezes eu na casa dele.
Gostamos um do outro…
[...]
Terminei meus exercícios de matemática. Deitei. Deixei a persiana levantada. Dormi admirando as estrelas. Acordei com os primeiros raios de sol. Cheirinho de cookies no forno. Céu em transição de cores. Um espetáculo comum. Um extraordinário ordinário. “Extraordinário” porque contemplava sereno e “satisfeito”. “Ordinário” porque felizmente normal. Era sábado.
Ele me chamou pra brincar.
[...]
—Falei com minha mãe e ela…
—O quê?
—Ela…
—Fala logo!
—Ela não deixou eu ir.
[Silêncio]
—Por quê?
—Ela disse que já passamos muito tempo juntos.
[Silêncio]
—Bom… então tá. Vou voltar pra minha casa. Tchau!
—Espera!
[Olhares fixos]
—É brincadeira!
—Aff! (Fez que não com a cabeça desviando o olhar pro lado)
Caminhando juntos em direção à casa na árvore, perguntei:
—Então, o que vamos fazer hoje?
—Ué! Não é óbvio? Beijar!
—Hã?!
—Quero dizer, brincar! Desculpe.
Ri, pensativo…
Depois do pique-pega, cabo de guerra, esconde-esconde e de competirmos para ver quem aguentava pular corda mais vezes; deitamos, exaustos, na grama fofa. Um ao lado do outro, olhando pro céu, debaixo da melhor sombra da melhor árvore dali.
[Silêncio]
Viramos o rosto um pro outro. Nos olhamos…
—Vou pegar uma água na casa!
Ele me pegou de leve pelo braço antes que eu levantasse totalmente minhas costas do chão.
[Silêncio]
Depois de um tempinho de introspecção, perguntei:
—O que foi?
"Do nada" ele me perguntou:
—Você já beijou alguém, Guilherme?
Estranho, porque todo mundo me chama de João, exceto minha mãe quando me chama pra comer.
—Não. E você?
Ele virou o rosto para o alto. Fez que não com a cabeça. Perguntei:
—Por quê?
—Minha mãe falou que eu não preciso namorar, me casar, ter filhos e constituir uma família se eu não quiser.
—A minha também. (Continuei)
—Ela falou que talvez eu fosse gostar de meninas… ou de meninos… ou de ambos.
—É… a minha também. Mas ela me disse que existem pessoas que não são "exatamente" ou meninos ou meninas...
—Aí ela me perguntou se eu já gostei ou gostava de alguém…
Ele virou o rosto pra mim. Eu estava olhando pras folhas cujo vento fazia tremeluzir a luz que chegava até nós em círculos. Pressenti algo diferente, mas não dei muita bola. Ele aguardava, pacientemente. Após um “passeio no mundo da Lua”, perguntei virando o rosto a ele:
—E aí, o que você falou?
—”Sim”.
—E ela? Ou melhor, de quem é?! (Inquiri ansioso)
—Você.
My Old Dream
O que você mudaria em seu passado, se pudesse?
Certamente,
o empenho ao estudar para aprender,
o estudo com método (testarie vários),
rotina de produção textual diversificada...
[...]
Entretanto, isso só seria possível,
ou melhor: viável,
apenas,
se
houvesse um bom orientador.
[...]
Não houve.
Resultado?
Agora, sou meu mestre e pupilo.
Não porque não seria se fosse bem direcionado.
Mas porque tive que formar meu próprio professor...
enquanto formava meu próprio aluno.
Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.
Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.
Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.
Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.
A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.
Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.
Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.
A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.
Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.
As leis são necessárias, mas educar afetivamente homens e mulheres para a convivência não violenta é a urgência da Nação. Para melhorar a convivência é preciso mudar a cultura, e isso começa pelo pensamento!
A máxima 'Sagrada é a hora de parar' deveria ser ensinada a homens e mulheres. Se um não para, o outro deve parar, para não haver agressão. A mídia, a cultura e a educação têm o poder de influenciar, se quiserem.
Ninguém perguntou, mas eu resolvi falar. Ninguém ensina se uma das partes do casal está exaltada o melhor que se tem a fazer é se afastar. Melhor manter o casamento do que perder a razão. Se um dia perder a razão acabou o casamento.
Dinheiro não pode comprar esse luxo que vem da alma: gente afetivamente educada traz um império em si.
Tudo ao seu redor te ensinou
a ser forte, não nego,
O que vi me fez enamorada,
aprecio e presto reverência
à cada nuance moldada
que há de me fazer abrigada.
Cada demonstração sua,
há de ser recompensada
com a minha vulnerabilidade,
O meu nome há de ser
trocado facilmente pelo seu
- e nos reconheceremos
totalmente liberdade,
nos queremos de verdade.
A potente sedução retomou
a ordem natural das polaridades,
Não nos rendemos ao comum,
somos o que somos:
amor, corpos e sonhos.
Transmutar-se para a cena
de cristais derretidos na caverna
rendidos à êxtase e aos delíquios
têm sido repassados na cabeça
como um roteiro de cinema,
desde a primeira vez que te vi
não consegui mais ser a mesma.
O está escrito o descanso jubiloso
na fortaleza do seu forte peito,
ser a tua fome e forma reino,
não nego que tem sido o meu desejo,
é algo que toda hora prevejo.
Em nós existe o encontro
do nossos hemisférios
além do inverno que se aproxima,
Como lianas, cipós e trepadeiras
em agarramento nos dosséis
das florestas da América do Sul,
com apetite de feras não há mais
nada na vida que nos renda, e preencha.
Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.
Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.
Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.
Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.
Cultivar com constância romântica
tudo o que une e é de elegância;
aprender a lidar, lado a lado,
com as senhas da pele e do charme;
ser laço e nó que ninguém desate.
Nas tuas mãos ser fogo para brincar,
aquecer o chá de mulungu
e o necessário o tempo nunca apagar;
nas tuas mãos entregar o poder
e deste gesto profundo me orgulhar.
Possuir a tua existência por dentro,
ser a existência cativa sem regresso
e sem pressa por reconhecimento,
do sussurro à mútua leitura ótica,
como falantes do idioma do encantamento.
Sem hora para começar e sem pensar,
todo o lugar será sempre o lugar,
porque pertencer foi escolhido como lar,
e nele encontrar razões para voar,
pousar, descansar e jamais pensar dele ir.
Existem coisa que escrevo que são para educar as minhas buscas que tentam fazer da minha poesia feminina uma poesia do gênero neutro, e tentam me enquadrar puramente como uma poetisa regional, eu escrevo poesia regional também.
Só que a minha poesia não é exclusivamente regional, é uma poesia popular, nacionalista romântica e latino-americana. As buscas precisam aprender e reconhecer a minha identidade como poetisa.
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