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Às vezes você só não tem a resposta porque não esperou a pergunta.

Conhecer a si mesmo soa fácil, mas é apenas uma ilusão. Quem, pois, estará disposto a pôr tudo de lado? Quem estará disposto a encontrar o mago Merlim na floresta?

⁠Cada ser humano é considerado, por mim,como uma riqueza incalculável . São como joias que podem ser lapidadas até a perfeição...

Há muitas verdades, como também a muitas mentiras Você acredita ou confia, de acordo com a fonte que lhe diz. Precisaria entender como o outro lado raciocina, pois a verdade será unicamente a dele, mesmo que outros digam verdades ou mentiras. Então você acredita no que te dizem, e ele acredita em quem ele é. O silêncio geralmente é a razão da não necessidade de ter que se justificar.

"A misericórdia apaga o que fomos, a bondade transforma o que somos, e a esperança garante o que seremos. Tudo isso é uma só coisa: a graça de Deus."

Que a luz divina acalme a alma, semeie paz no coração e renove a esperança, trazendo fé para florescer, coragem para seguir e bênçãos para cada novo recomeço.

O CORONELISMO DO SÉCULO XXI
Um povo entre a mentira, a cegueira e a esperança.

Há um povo que caminha sem saber para onde,
Que aceita a mentira e a verdade esconde,
Que ouve promessas vestidas de ilusão,
E entrega o seu destino às mãos da conveniência e da ambição.

Vive de narrativas, de histórias fabricadas,
De verdades distorcidas, de consciências aprisionadas,
Enquanto a ignorância, coroada de razão,
Transforma o pensamento em refém da manipulação.

Há políticos que ostentam títulos e saber,
Falam como intelectuais, fingem compreender,
Mas trocam princípios por alianças convenientes,
Apertam mãos suspeitas, sorriem para os coniventes.

Não lhes move a dor daquele que padece,
Nem a voz do trabalhador que luta e não enriquece.
O que lhes move é o cálculo, o interesse pessoal,
É manter-se no poder, ainda que o preço seja moral.

E o povo? Ah, o povo, cansado de esperar,
Vê a mesma peça antiga novamente encenar.
Mudam-se os discursos, os rostos e as bandeiras,
Mas permanecem as promessas, as mesmas prisioneiras.

Há uma militância cega, fiel à repetição,
Que confunde lealdade com ausência de razão.
Defende o indefensável, não admite contestação,
Faz do líder um ídolo e da crítica uma traição.

Prometeram novos tempos, anunciaram transformação,
Mas o futuro continua distante do sertão.
A esperança bate à porta, ninguém lhe estende a mão,
E o amanhã permanece refém da velha encenação.

E assim ressurge, em pleno século XXI,
O coronelismo antigo, agora vestido de comum.
Já não precisa da chibata para impor sua vontade:
Basta controlar o discurso e negociar a necessidade.

O voto, que deveria ser instrumento de mudança,
Torna-se moeda de troca, cabresto da esperança.
E quem deveria escolher os rumos da própria história
Vê outros decidirem seu presente e sua memória.

Não há liberdade plena quando o medo dita a escolha,
Nem democracia viva quando a consciência se encolhe.
Não há povo soberano se lhe negam o saber,
Pois quem não pode questionar dificilmente pode escolher.

Mas um povo não nasceu condenado à escuridão,
Nem deve eternamente ajoelhar-se à manipulação.
A ignorância não é destino, a pobreza não é sentença,
E nenhum poder se sustenta para sempre na ausência de consciência.

Que um dia esse povo descubra a força que tem,
Que não deve sua voz a político algum, nem a ninguém.
Que aprenda que ser livre é pensar sem ter senhor,
É cobrar de quem governa, sem submissão ou temor.

Que as promessas sejam julgadas pelas obras realizadas,
Que as alianças sejam vistas, não apenas celebradas.
Que títulos não escondam a falta de honestidade,
E que o poder se curve, enfim, diante da dignidade.

Porque um povo que pensa já não aceita qualquer corrente,
Não se curva a sobrenomes, nem se vende eternamente.
E quando a consciência desperta e a verdade rompe o véu,
Cai o trono dos coronéis, por mais alto que esteja ao céu.

Pois o maior triunfo de um povo não é trocar de governante,
Mas deixar de ser refém de qualquer dono arrogante.
É escolher o próprio rumo, sem cabresto e sem favor,
Fazendo da consciência sua arma, e da liberdade, seu valor.

CONHECIMENTO


O conhecimento é a chave de tudo.
A semente de todo o poder.
Somente o conhecimento liberta!
Apenas o conhecimento salva!


O conhecimento é o verdadeiro caminho!
E em todas as suas estradas e destinos
Com inúmeras, infinitas possibilidades
Encontrará as respostas que tanto procura
E mais do que isso, encontrará e acolherá a si próprio.


Fizeram do conhecimento um fruto proibido
Porque através dele você pode tudo!
Deixa de ser alguém manipulável!
Encontra a sua própria essência e visão de mundo!
Cria e fortalece seus princípios, sua ética e luta.


Ao acessar o conhecimento proibido
Se tornará o próprio Deus encarnado!
Vestido em pele humana
Porém livre da prisão da carne.


Coma o fruto proibido
E serás igual aos deuses.
Coma o fruto proibido
E serás o próprio Deus.
- Marcela Lobato

Eu te esperei por tanto tempo...
Vem acabar com o meu tormento...

Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.⁠

Eles dizem que querem me salvar
Mas me salvar do quê?
Só condenam e julgam o tempo todo
Sem nem conhecer.

Eles dizem que querem me salvar, mas me salvar do quê? Só condenam e julgam o tempo todo, sem nem conhecer.
Condenam minhas ações, meu sagrado, meu eu, como se suas crenças dependessem de mim. Mas dizem que a salvação é individual, enquanto torturam os que não querem ser iguais.

A cada dia que passa, entendo melhor a ideia do Amor Fati, não que eu aceite tudo que vier, sem mudar o meu destino conforme a minha vontade, mas pelo que o passado me trouxe. Por mais dolorosas e destrutivas que certas situações sejam, são elas que nos forjam. Minhas escolhas me trouxeram até onde estou agora, a quem sou, e me orgulho de quem venho me tornando. Tenho milhões de defeitos, não sou e não pretendo ser perfeita, muito menos forjar isso, mas busco iluminar minhas sombras para aprender a lidar com elas, integrando cada uma das minhas faces.
Passei por abismos, desafíos intensos. Conheci as melhores e as piores pessoas. Virei pó, queimei e renasci das cinzas. Não foi fácil a caminhada, mas não mudaria nada. Ao morrer, pude renascer. Ao me cortar, pude ser mais forte. Ao cair, aprendi a levantar. Não, não romantizo o sofrimento, mas, de fato, a alquimia interna só pode acontecer através da dor. Até a borboleta, antes de ganhar asas, sofre um doloroso processo de transformação. Sigo em meu casulo e, logo, voarei por aí.
- Marcela Lobato

Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor.
- Marcela Lobato

Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor. Não há razão ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje são flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitério abandonado, frio e amaldiçoado. Não resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato

Não há nada me esperando
Não há nada para mim aqui
Não há ninguém do outro lado
Isso nunca vai passar

Acabaram todas as desculpas
Amaldiçoou as ilusões
Desisto de toda essa farsa
Cansei de esperar pelo que não vem

Ela me feriu, são tantas elas
As feridas que jamais cicatrizarão
Eu nunca escolhi a vida
Só quero que a cortina se feche
Antes do amanhã chegar mais uma vez.
- Marcela Lobato

Ser emo nunca foi uma fase ou um mero modismo pra mim. Mesmo antes de conhecer essa palavra, já era a personificação do seu significado. O emo, tanto o original, enquanto vertente do rock, como no aspecto do estilo, assim como modo de ser, sempre me agradaram e foram parte de mim. Conheci um pouco antes de se tornar um modismo, e nunca neguei ser e gostar.
Quando gosto de algo, não me importa se ninguém conhece, se ninguém gosta, se é uma "moda do momento" ou se é extremamente popular. Pra mim, a única coisa que sempre importou foi se eu gostei ou não. Se me identifico, se aquilo conversa com o meu mundo particular, se me agrada.
Lembro de uma amiga que dizia que quando eu estivesse um pouco mais velha, veria como não gostaria mais do emo e nem me afirmaria como tal. Bom, ela se enganou. Fui, sou e sempre serei emo. Keep emo alive! Mantenha o emo vivo! Viva a cena alternativa!
- Marcela Lobato

A "guerra" nunca foi entre o bem e o mal, mas sim do conhecimento contra a ignorância. Na bíblia original, fora das péssimas traduções, principalmente feitas após o quarto século, a partir da vulgata latina de Jerônimo, não tinha nada sobre um inimigo do deus bíblico, já que esse próprio "deus" se colocava como se fosse o único e o responsável por tudo, como o próprio afirma em Isaías, dizendo que cria a luz e faz as trevas, que é responsável pela guerra e pela paz, e que é todo o bem e todo o mal. A verdade que a igreja e a religião organizada não querem que você saiba é que não tem diabo na bíblia, assim como nunca apareceu o nome "Lúcifer" nela, sendo Isaías 14-14 um grotesco erro do Jerônimo, e a própria igreja católica teve um bispo com esse nome no século IV, que chegou a ser canonizado, e sua igreja existe até hoje na Itália.
Na época, não houve nenhum estranhamento por ele se chamar dessa maneira, já que era um nome popular, que sua mãe lhe deu pelo significado e porque cultuava o deus Lúcifer de Roma, que nada tinha haver com maldade e perversidade, mas sim com iluminação, conhecimento, sabedoria, beleza, abundância, etc. Nem mesmo o inferno existe nos textos originais, sejam apócrifos ou canônicos. Judeus ortodoxos, por exemplo, não acreditam em um ser inimigo do deus deles, nem em um inferno de fogo e enxofre. Geena, ou o vale, quando usada no novo testamento, se referia a um lugar geográfico ao redor de Jerusalém, onde sempre jogavam lixo e cadáveres de animais, às vezes, também de criminosos da época. O "vale de fogo e enxofre" nada mais é do que isso, um lixão da época onde colocavam fogo pela insalubridade, então, literalmente, fogo e enxofre, e Sheol é mundo dos mortos, bons ou não.
Mas, se formos considerar as traduções errôneas e mitos ditos no boca a boca como em um jogo de telefone sem fio feito para beneficiar e enriquecer aqueles que visavam dominar a todos pelo medo, vemos que o único "pecado" do diabo cristão foi nos entregar conhecimento, sabedoria e discernimento próprio. Nos deu o fogo prometheico, a chave para sermos iguais aos deuses, e não mais submissos ignorantes, escravizados e assustados correndo pelados pela mata.
- Marcela Lobato

Eu espero que você fique bem.
Nunca deixei de sentir a sua falta.
Sem você, cada dia que passou doeu mais que o anterior.
Queria que soubesse o que nunca soube, e que visse o que jamais viu.
Queria que a vida fosse como um filme em seu clichê final feliz.
- Marcela Lobato

Se você só é bom por esperar uma "recompensa", ou por medo de ser punido, então você não é bom, apenas um cão adestrado que sempre pode perder o controle, ou cometer os atos mais abomináveis se acreditar ser essa a vontade do seu dono, o que explica porque as maiores atrocidades do mundo sempre foram feitas em nome de "Deus", de Jesus, Adonai, Alah, e automaticamente, esse fato prova o meu ponto.
Principalmente Jesus, é aquele com o qual mais foram feitas e das formas mais perversas, os piores derramamentos de sangue da história. As religiões abraâmicas sempre foram um problema, e o cristianismo, com seu caráter proselitista ao extremo, sendo a primeira a tirar vidas por não conseguir fazer as pessoas se converterem ao seu suposto deus, superou as mais terríveis expectativas.
Pessoas boas, decentes, não são boas esperando ganhar algo, e não deixam de fazer coisas terríveis apenas por medo de serem punidas. Eu, assim como muitos não cristãos, não monoteístas, de crenças livres ou ateus, não temos esses conceitos infantis de bem e mal. Eu, como satanista pagã, não acredito em céu e inferno. Para mim, não há punição ou recompensa.
O que me faz buscar sempre ser justa, dar o meu melhor, e agir como ajo, é puramente o fato dessa ser minha ética pessoal. Sigo meus princípios, que não dependem de crença. O que faço, faço de coração. Ser uma boa pessoa é diferente de ser um medroso, um covarde, um aproveitador. Ser uma boa pessoa é diferente de ser pago pra ser com a promessa de uma vida eterna em um paraíso.
- Marcela Lobato