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É os brasileiros são muito espertos...
Até que apareça uma urna de votos.

A esperança não foi perdida hoje. Foi achada.

O que me nutre é a esperança
(mesmo minúscula)




Há dias em que a mente para e o corpo permanece aceso — aceso de impossibilidade.
Penso com precisão cirúrgica, mas não atravesso o quarto.
O chuveiro vira montanha, o cabelo vira florestas que não domino,
a pia é um mapa de guerras que não escolhi lutar.
Abro a geladeira e nada combina com nada;
as panelas, como constelações desconhecidas, me olham de volta.


Eu sei o que fazer.
Eu só não consigo começar.


De fora, pedem senha: “Fala. Pede ajuda. Sorri.”
Quando falo, dizem que me exponho; quando calo, dizem que me escondo.
Se aceito convite, tenho medo de ser peso; se recuso, pareço descaso.
Não é orgulho. Não é ingratidão.
É que o corpo virou freio de mão num carro em descida.
E eu, para não atropelar ninguém, puxo mais forte — e paro.


Meu avô sussurra de um lugar antigo:
“Veja onde deposita a confiança.
O melhor amigo do seu melhor amigo… não é você.”
Aprendi a guardar as palavras para que não me devolvam em lâminas.
Mas guardar também dói — o silêncio incha, aperta, afoga.


Dentro, uma assembleia: anjos e demônios.
Os anjos falam baixo: “Respira. Existe um depois.”
Os demônios gritam com provas: a bagunça, o atraso, a lista de não feitos.
E eu, no meio, tentando não me perder dos dois.
Não são eles que me nutrem; se algo me sustenta, é outra coisa —
um fio de luz quase microscópico,
uma esperança que cabe entre a unha e a pele,
mas que ainda assim puxa o meu nome de volta para mim.


Às vezes olho para frente e só vejo um eco.
Não me reconheço no futuro que inventaram para eu caber.
A estrada é reta, sem desvios: seguir — arrastando ou não.
E, na beira da estrada, um abismo bonito demais.
O desejo de pular tem cores. A vista é linda.
Eu sei. Eu vejo.
Mas fico.
Fico pelo quase, pelo mínimo, pelo que ainda pode nascer do pó.


Há também a casa — esse espelho ampliado.
O acúmulo desenha no chão a cartografia da minha exaustão.
Cada objeto fora do lugar me aponta que falhei em existir.
E, ainda assim, entre a louça e o cansaço, às vezes encontro um gesto respirável:
um copo lavado.
Um fio de cabelo preso.
Uma toalha estendida como bandeira branca.
São pequenos tratados de paz com o dia.


Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.


Escrevo para não me perder de mim.
Se um dia eu cair, que esta página seja pista: lutei mais do que pude.
Se eu ficar, que estas linhas sejam prova: a esperança, mesmo minúscula, ainda alimenta.
E se amanhã for só um pouquinho mais macio do que hoje,
já terá sido milagre suficiente.


Não prometo grandiosidades.
Prometo o próximo gesto possível:
abrir a janela;
encostar a testa no azulejo frio;
deixar a água tocar a nuca como quem batiza;
pentear um nó;
lavar um prato;
responder “talvez” a um convite;
aceitar um abraço que não pergunta nada.


Eu caminho dentro de uma fé tímida — às vezes vacilo, às vezes desacredito.
Olho para o céu e digo: “Se houver um Deus, que me veja quando eu não consigo.”
E quando não sinto nada, ainda assim repito — por teimosia, por pequena ousadia.


Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Se eu chegar, celebra comigo esse quase invisível triunfo:
o fio de vida que atravessa a noite e acende um ponto no escuro.


No fim, é simples e é imenso:
o que me nutre é a esperança.
Por mais minúscula que seja.






Jorgeane Borges
06 de Setembro 2025

A esperança não grita, mas permanece — serena, viva, insistente.

O Equívoco das Aparências

Por que as pessoas acreditam que nossas incapacidades — sejam físicas, emocionais ou mentais — são sinônimo de falta de talento, de inteligência, de perspectiva, de fé ou de coragem?
Por que reduzem nossas pausas à preguiça, nossos silêncios à fraqueza, nossas ausências à desistência?

Vivemos em uma sociedade que só reconhece o que é visível.
Mas o que dói em nós não se mostra em fotos.
E o que lutamos para suportar não se mede em produtividade.

Às vezes estamos apenas temporariamente em órbita de nós mesmos, tentando nos reencontrar, tentando sobreviver à própria mente.
Por fora, parece distância.
Por dentro, há excesso.
Um turbilhão de presenças, lembranças, vozes, dores, pensamentos — tudo pulsando ao mesmo tempo.
É exaustivo existir assim.

Mas o mundo julga pela aparência.
Se você está bonito, é porque está bem.
Se sorri, é porque superou.
Se se cala, é porque não quer ajuda.

Ninguém imagina o peso que é segurar um sorriso para não preocupar, ou o cansaço de parecer forte quando mal se consegue levantar.

O que muitos chamam de fraqueza é, na verdade, resistência.
E o que chamam de afastamento, é apenas o corpo pedindo descanso — a alma implorando por silêncio.

Nem tudo o que parece ausência é vazio.
Há quem esteja quieto demais por sentir tudo ao mesmo tempo.

Pensam que sou louca, mas loucura mesmo é acreditar que o certo é viver calada, engolindo o que dói, fingindo o que não sou. Minha lucidez está em me permitir sentir — e isso, poucos entendem.

⁠Moça: Inteira em Tudo que Sente

Moça que não sabe ser metade, que não aceita meio-termo.
Que ama com força, mas sem se perder.
Que insiste até ter certeza, mas parte sem olhar para trás quando entende que já não há caminho.
Que não se prende onde o coração não responde, nem aceita um amor que não consegue devolver.
Que retribui na mesma medida—se recebe tudo, entrega tudo; se sente pouco, recolhe-se sem desafeto.

Moça de alma grande, que não quer ser segurada, quer ser escolhida.

Consciência coletiva é o conjunto de características e conhecimentos comuns de uma sociedade, que faz com que os indivíduos pensem e ajam de forma minimamente semelhante.

Você é salvo quando acredita em Jesus, mas você é transformado quando percebe que Ele acredita em você.

DESEJO

A primeira vez que te vi, senti como se já te conhecesse de longas datas.
Porém era a primeira vez que nos víamos.
Eu te achei lindo e no fundo da minha alma, desejei que fosse meu.
Naquela época ficou assim, pois esse desejo era proibido.
O tempo passou e já não era mais proibido lhe desejar.
Mas nada aconteceu e o tempo passou.
Depois de muitos anos nos reencontramos.
Meu coração não podia se conter...
Tanto desejo reprimido, tantos sonhos e planos não realizados.
Seria fruto da minha imaginação, desejar tanto assim?
Que alegria descobrir que você também me desejava.
Não era um simples sonho que sonhei sozinha.
Era realidade e o desejo era recíproco.
Que bom podermos nos entregar a esse desejo.
Sem culpa, sem medo, pois nada é proibido, somos livres.
Agora eu desejo mais que apenas te encontrar e descobrir.
Continuo com o desejo de sermos somente eu e você.
Desejo que você também deseje o mesmo!

Não é a força da sua fé, mas aquilo em que você acredita que realmente te salva.

Maison Lockwood: Eu te conheço. Te elogiaram muito.
Damon: Sério? Que estranho. Eu não presto.

Suponho que o casamento sempre tenha sido uma proposta econômica, mesmo na ficção.

Todo mundo é estranho, quer eles aceitem isso, ou nõ.

Após ter te conhecido, minha vida mudou, tudo ficou mais alegre, os meus dias tristes se tornaram felizes, graças a você, minha amiga. Hoje minha vida sem você não tem sentido, você é aquela amiga de todas as horas, tá sempre comigo. Hoje eu posso dizer que você é a minha vida, porque sem você eu não vivo.
É muito fácil relembrar momentos felizes que passei com você, pois foram tantos... e todos muito especiais para mim. Não passa um dia que eu não me lembre de você, passo o meu dia inteiro pensando em você.
Você é muito mais do que minha amiga, é minha irmã. Eu te amo demais, para sempre, mesmo que o sempre não exista. Você sempre estará no meu coração.

Neste momento parei tudo que estava fazendo porque pensei em você.
Lembrei do quanto você me faz sorrir e ser feliz.
Isso aconteceu no ano passado, mês retrasado, há quinze dias,
esta semana, anteontem, ontem...
Nossa! Você notou que está sempre me fazendo sorrir?
Que sua palavra amiga sempre chega na hora certa?
Que quando mais preciso de incentivo,
e penso em desistir de tudo,
é você que me dá forças para continuar essa batalha?
Pois é...
Por tudo isso estou sempre pensando em você.
Então resolvi enviar este cartão para agradecer seu carinho,
sua amizade, sua presença na minha vida.
E para dizer que...
você mora no meu coração.

Esses poemas são para a minha eterna melhor amiga e irmã, Amanda. Eu te amo muito!

Se você está focado na competição, você terá que esperar até que um competidor faça algo. Se você está focado nos clientes, poderá ser pioneiro.

Ninguém conhece um homem por suas características, mas sim pelo seu caráter e sua humildade.

No mundo todos somos iguais pela raça, e a sabedoria não se conquista, ama a quem conheças.

Acredito que o grande vilão seja o vento , porque se tudo que nos resta é o pó ele ainda vem e nos assopra ...

Não posso prever o futuro, mas conheço a lei eterna de que todas as coisas mudam.

Vincent van Gogh
The Letters of Vincent Van Gogh (1998).

Nota: Carta de julho de 1885 endereçada ao irmão Theo.

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