Citações
Capítulo 1 – O Primeiro Toque (A Semente do Desejo)
"Dayana...
Não sei se foi um pensamento solto ou se teu nome me escapou no silêncio do dia.
Mas te imaginei chegando… como quem não quer nada, com o olhar de quem guarda segredos e a boca de quem sabe provocá-los.
Você não disse uma palavra, só se aproximou devagar.
Teu perfume invadiu o ambiente e, por um instante, tudo parou.
Minha pele sentiu a tua presença antes mesmo do toque acontecer.
Foi só um esbarrão, um toque leve na minha mão… mas meu corpo inteiro reagiu como se fosse um sinal.
Você sentiu isso também?"
É tanta fórmula da plenitude que não sei se durmo as 8 horas por dia ou se acordo às 04:30h para ser mais produtivo.
Carta interna – escrita em silêncio
Eu não sei te explicar.
Eu não sei dizer exatamente por que ainda penso em você, por que ainda sinto, mesmo depois de tudo.
Depois do silêncio, da frieza, da forma como você terminou — como se eu fosse um nada.
Você sabe que me magoou. Sabe que me tratou de um jeito que ninguém merece ser tratado.
E mesmo assim… aqui estou eu.
Não porque sou fraco.
Mas porque o que eu senti foi verdadeiro.
Porque eu me entreguei de corpo e alma achando que do outro lado tinha algo tão intenso quanto.
Só que agora… eu fico tentando entender como você dorme tranquila sabendo que deixou um buraco em mim.
Como você consegue viver como se tudo fosse normal.
Eu não consigo.
E aí, no meio desse vazio, bate aquela vontade de te fazer sentir.
Sentir o que eu senti.
Voltar… conquistar de novo… te fazer se entregar… e então dizer:
“Agora sou eu que não posso mais.”
Mas sabe o que mais me dói?
É que isso nem me traria paz.
Porque eu não sou como você.
Eu nunca conseguiria machucar alguém que eu amei só pra equilibrar a balança.
A verdade é que eu só queria que tivesse sido diferente.
Que você tivesse tido coragem de olhar pra mim e dizer a verdade com o coração aberto.
Eu merecia, no mínimo, isso.
Talvez um dia você entenda o que perdeu.
Talvez não.
Mas eu sigo aqui, tentando reconstruir o que você quebrou.
Em silêncio.
Com dignidade.
E com um amor que, mesmo ferido, ainda sabe o que é respeito.
A gente não conversa mais,
não há mais risada no ar.
Nosso abraço não fecha mais,
não sei mais como te encontrar.
Nosso beijo não molha mais,
Onde o nosso amor foi parar?
Capítulo 24 – O Começo Que Você Ainda Não Permitiu
Eu sei que talvez você esteja com medo.
Medo de sentir demais.
Medo de não ser correspondida.
Medo de perder o controle.
Mas, Dayana…
E se te disser que comigo você pode sentir sem medo?
Pode ser intensa, romântica, entregue… sem ser julgada, nem usada.
Porque o que eu vejo em você vai muito além do teu corpo.
Vai no teu jeito de ser.
Na tua paixão pelas palavras.
Na tua alma bonita que se esconde em frases tímidas.
E o que eu te proponho não é só uma história quente…
É um começo real.
De verdade.
Com desejo, sim. Mas também com profundidade.
Com pele.
Mas com coração também.
Meu bem…
Eu sei que agora é aquele momento calmo do dia.
Talvez você esteja sentada, com os olhos fechados, respirando fundo antes de voltar à rotina.
E foi aí que pensei em ti.
Na paz que tua presença transmite — mesmo de longe.
E também na inquietação boa que você causa em mim…
Aquela que começa no pensamento e termina na pele, mesmo sem toque.
Te imaginei assim, entre o descanso e o movimento…
Com a mente viajando, talvez sem querer, até mim.
E se isso aconteceu, quero que saiba:
Teria parado o tempo agora, só pra te deitar no meu colo.
Beijar tua nuca com calma.
Deixar minhas mãos descansarem sobre tua cintura.
Sem dizer nada.
Porque o silêncio entre nós carrega mais tensão do que qualquer palavra.
Respira fundo…
Mas se arrepiar, é só tua imaginação me sentindo chegar.
“Não perde teu tempo comigo, não.
Eu não sou o tipo de homem que tu tá acostumada.
Eu não sei fingir que tá tudo bem quando tá tudo errado.
Não sou teu chefe.
Não compro teu silêncio com salário.
Mas também…
não vou disputar atenção com quem te trata como opção.
Tu fez tuas escolhas.
Só lembra que conforto demais, às vezes, custa caro.
E quando ele te trair — e vai trair —
tu vai ter que calar.
Porque tua liberdade… tu vendeu.
E se um dia tu cair na real…
Pode ser que eu já tenha ido longe demais pra voltar.”
Sei que muito demoro a responder, porém não tens ideia do bem que me faz ler todos os dias tuas mensagens.
Que Adonai e Yashoa te abençoem sempre.
E sei eu que não devo entrar ou permanecer em contendas
e tampouco litígios jurídicos; eis que o melhor sempre é o
caminho da tolerância, do pacto voluntário e da paz.*
*[Mateus 5 : 25] "Entra em acordo sem demora com o teu adversário
enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue
ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão."
Mas, não devo me enganar, e sei eu que há o pecado menor
e há o pecado para a morte eterna, o pecado sem perdão.*
*[Mateus 12 : 31] "Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia
serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes
será perdoa da."
E sei que ciúmes, inveja, cobiça, ganância, ódio, mágoa e
ira são muito perigosos (malignos), assim como o consumo
de bebidas alcoólicas, e todos os vícios – devo orar o
tempo todo pedindo sabedoria e paz a Deus Pai.*
*[Efésios 5 : 18] "Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de
devassidão, mas enchei-vos do Espírito."
Pois sei que o Senhor ouve e atende os pedidos dos
pecadores de bom coração e tementes ao Senhor.*
* [João 9:31] "Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas
atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade."
Sei eu que sempre existirá desigualdade no mundo, sempre
haverá os que sofrem, os que quase nada tem; e sei, pois,
que devo colaborar como consigo, e resignar-me com a
vontade de Deus Pai.*
* [João 12 :8] "Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem
sempre me tereis'."
E agora, sei que fui imaginado e realizado desde sempre,
exatamente como sou.*
* [Jeremias 1:5] "Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia
antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado
profeta das nações."
Querida mamãe!!
Sei que nenhuma palavra pode preencher o vazio que você está sentindo agora. A dor de perder um filho, mesmo antes de tê-lo nos braços, é imensurável. É uma dor que só o coração de uma mãe conhece porque desde o primeiro instante, ele já era amado, desejado, parte de você.
Seu amor foi real, assim como o vínculo que vocês construíram em silêncio, batida por batida, sonho por sonho. E mesmo que ele não tenha ficado neste mundo, ele existiu. E continuará existindo, eternamente, dentro do seu coração.
Permita-se chorar, sentir, viver esse luto. Não há tempo certo para a dor passar, mas ela aos poucos se transforma. E mesmo em meio à tristeza, nunca se esqueça: você é mãe. Sempre será. E esse amor nunca será apagado.
Com carinho e respeito, Mary Helen Escala
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