Citações
Ainda não fomos
no Parcel do Esteves,
Só sei que teus flertes
provocam e pescam.
Do teu mar, sou a sereia.
Não sei se já existiu alguma forma de governo não idiocrática, pois a ideia de governar o mundo é por si só uma empreitada tão idiota quanto, aparentemente, perpétua.
Em meio a tristeza, deixo sorrisos por onde eu passei, pois sei que as lembranças são as coisas mais importantes que temos, e delas foram momentos que nunca mais voltaram, então seja feliz .
“Eu não busco na bebida a solução, mas sei que preciso encontrar coragem para enfrentar minha verdade.”
"...não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que
é sede; e também eu, não me perdi, experimentei a perdição."
Clarice Lispector
Trecho da Crônica "Mineirinho"
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.
A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.
É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.
Mas a Eternidade…
Ah!?!
A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.
Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.
É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.
Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.
Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.
Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.
Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.
Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.
Ele transforma a oração individual em intercessão.
Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.
Eu sei que a decisão é sua…
E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…
Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…
Mas por amor.
Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.
Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.
Te amo!
Sei que está em tudo o que eu viver, em tudo o que eu sonhar. E essa ferida é profunda demais pra fechar. Meu coração não consegue mais amar. Você o prendeu e não deixou mais voar.
Quando cantar, cante com verdade e coração. Eu sei que dói. Às vezes rasga e destrói. Mas jogue a dor para fora, mesmo que tenha que fazer isso pelo resto da vida, e nunca passe.
Componha verdades. Conte teus sentimentos e histórias. Abra a ferida, mas seja de verdade! Não há nada mais tocante, profundo, e verdadeiramente artístico, do que a arte feita de um sentimento sincero, ao invés de uma história criada, inventada, vendida por dinheiro.
É difícil ser vulnerável. Mostrar tuas fraquezas, aquilo que mais te afeta. Por vezes, parecem facadas no peito falar do que te fez sorrir, quando já só te faz chorar, naquelas canções onde a dor era recompensada, sentia ter valor, superando toda angústia e frustração de uma história do século XXI, ou nas que revelam o quanto algo te machucou, após o fim.
Mas a dor destrói de qualquer jeito, e antes jogar para fora, do que deixar tudo preso no peito. Deixe que o mundo ouça. Abra um pouco desse coração trancado pelos muros que a vida criou ao seu redor. Mostre a verdade, doa a quem doer, inclusive a você.
Às vezes sinto que você não se importa
Às vezes sinto que sou um nada
Mas eu sei que você se importa
E que o medo é o que te consome
Como eu queria que pudesse vencer
Que não me deixasse mais assim tão sozinha
Como eu queria que pudéssemos viver
O final feliz, longe da tragédia continua
Mas estarei aqui, até onde puder ir
Sempre sonhando em te encontrar
E dizer aquilo que jamais disse
E viver o meu maior sonho
Que acima de qualquer coisa
É, sempre foi e sempre será
Você.
Não Há Ninguém
Eu sei que sou como o pó levantado na calçada de uma rua qualquer, esquecida em um beco sem saída. Sei que caminho em passos tortos, de uma espécie de rascunho mal feito e mal passado. Sei que minhas sombras me engolem nas noites em que o coração se parte.
Busco aquilo que talvez não haja, no labirinto estreito de memorias perdidas. Tantas perdas sentenciaram o peito pelo nó de uma corda amarrada em espinhos. Ao afundar, não tive ninguém. Quando me afogar, não haverá ninguém.
- Marcela Lobato
A verdade é que, eu não quero que isso mude. Eu não sei o que do passado ficou, ou o que em outra vida acessei, mas sei que mesmo que eu sofra pra sempre e morra sozinha, não quero te esquecer. Não quero deixar de sentir, de te amar.
Ainda que seja em vão, que isso me dilacere dia e noite. Ainda que sinta sua falta para sempre, e que você nunca se lembre, eu não vou te deixar partir, não de dentro de mim. Te liberto, mas em mim sempre haverá essa chama, de algo que não compreendo, que me destroça, mas que também é a minha única força.
- Marcela Lobato
Sei que não vai me salvar
Sei que não vai me impedir de afundar
Sei que não vai nem notar
Nunca vai saber
E o caos em mim
É como o medo em você
Nunca vai ligar
E eu vou partir
Sumir disso aqui
Enquanto mil demônios me rasgam
E o vazio devora a minha alma
Deixo o abismo me engolir.
- Marcela Lobato
Ser bom não me torna mais feliz, é na verdade a única maneira que vivo, existo e sei viver. Acontece automaticamente como na própria troca de ar quando eu respiro, inspiro o ar e retenho o oxigênio e expiro o gás carbônico, tal como o sopro da vida que vem de Deus, onde o bem e o bom são partes invisíveis e indivisíveis mas em essência, constitutiva dele.
A mim por saberes ancestrais coletados, sei que é inevitável para nosso futuro próximo, o encontro com muito antigas tecnologias lendárias, mas que foram realidade em milhões de anos atrás com as mais novas tecnologias redescobertas na contemporaneidade mas apagadas, escondidas e desconhecidas do atual universo cientifico. As duas grandes fontes, de certo são parte da Grande Biblioteca de Alexandria, por exemplares subtraídos antes do incêndio criminoso contra a humanidade e em segundo lugar os Códigos de Registros Akáshicos da cultura pré védica da cultura hindu.
