Chamado
O JUIZ CHAMADO TEMPO
O tempo é um juiz silencioso, diante do qual ninguém permanece oculto para sempre. Não se apressa, não se atrasa, não se deixa enganar pelas aparências. Caminha em silêncio, atravessa os anos e, pouco a pouco, coloca cada verdade em seu devido lugar. O rei continua no trono enquanto sua coroa tem valor; o palhaço encontra seu lugar no circo; e aquele que semeia falsidade, muitas vezes, acaba colhendo a solidão que cultivou.
O tempo não se vinga. Não precisa levantar a voz, apontar culpados ou empunhar a espada da justiça. Ele simplesmente segue seu caminho, deixando que a vida revele os frutos de cada escolha. Porque tudo aquilo que espalhamos pelo mundo deixa sementes: algumas florescem em jardins, outras criam raízes entre espinhos. E, cedo ou tarde, somos convidados a caminhar pelo terreno que nossas próprias mãos plantaram.
Aprendi que o tempo fala sem pronunciar uma palavra. Ele revela o que os discursos escondem, desfaz os disfarces que a conveniência costurou e separa o amor verdadeiro das presenças interessadas. Mostra quem segurava nossa mão por carinho e quem apenas caminhava ao nosso lado enquanto havia vantagens. Há pessoas que o tempo nos traz como presentes e outras que ele leva como lições. E, às vezes, perder alguém é apenas a vida nos devolvendo a nós mesmos.
Não tente apressar o tempo. Há verdades que precisam amadurecer no silêncio, feridas que precisam atravessar as estações e respostas que só chegam quando deixamos de procurá-las desesperadamente. O tempo conhece o ritmo das despedidas, a delicadeza dos recomeços e a sabedoria das coisas que precisam partir para que outras possam florescer.
Ele ensina que a dor não é eterna, que a alegria também tem suas estações e que a vida é feita de ciclos: chegadas e partidas, encontros e desencontros, quedas e renascimentos. O que hoje parece o fim pode ser apenas o começo disfarçado de despedida. E aquilo que um dia nos fez chorar pode, mais tarde, tornar-se a razão pela qual aprendemos a enxergar a vida com outros olhos.
Por isso, valorize quem permaneceu quando o mundo se afastou, quem enxugou suas lágrimas sem perguntar o que receberia em troca, quem celebrou suas conquistas sem inveja e quem reconheceu sua humanidade mesmo quando você não tinha forças para demonstrar sua melhor versão. São essas presenças que dão sentido à caminhada e tornam o peso dos dias um pouco mais leve.
Porque, no fim, o tempo não está interessado nas máscaras que vestimos, nos títulos que carregamos ou nas histórias que contamos sobre nós mesmos. Ele revela aquilo que as atitudes escreveram em silêncio. E, quando todas as luzes se apagam, quando os aplausos cessam e as aparências perdem o brilho, resta apenas a verdade de quem fomos e o bem ou a dor que deixamos pelo caminho.
O tempo é o juiz que não precisa condenar, porque a própria vida testemunha. Não precisa se vingar, porque as escolhas já carregam suas consequências. E não precisa anunciar a verdade, porque um dia as máscaras caem, as ilusões se desfazem e cada história revela sua essência.
No tribunal da vida, você pode enganar pessoas por algum tempo, construir personagens para conquistar aplausos e esconder intenções atrás de belas palavras. Mas existe uma testemunha que nunca dorme: o tempo. E, quando ele finalmente encerra o julgamento, não é a imagem que você construiu que permanece — é a verdade de quem você foi quando acreditava que ninguém estava olhando.
tempo não precisa se vingar, apenas revelar. As máscaras caem, as ilusões passam e a verdade permanece. Porque, no tribunal da vida, não é o que aparentamos ser que nos define, mas aquilo que nossas atitudes deixam escrito na eternidade.
O chamado Divino não é sobre o que carregamos no bolso, mas o que carregamos no espírito. A coroa - a graça - aquela plenitude foi do agrado do Pai que N'Ele habitasse para ser impartida em nós. Por isso deixe as pessoas competirem com você - você não compita com elas.
O chamado Divino não é sobre o que carregamos no bolso, mas o que carregamos no espírito. A coroa - a graça - aquela plenitude foi do agrado do Pai que N'Ele habitasse para ser impartida em nós. Por isso deixe as pessoas competirem com você - você não entre em competição com elas. Elas estão perdendo tempo. Apenas conheça o teu horário da oração do dia e da madrugada - conheça apenas teu tempo de busca. Aqueles que buscam competição com você estão a perder seu Lembre-se sempre: quando você carrega a Graça não precisa entrar na disputa de coisa alguma. Não busque troféus nesta terra, nem valorização nesta terra. Graça é Graça. Se ninguém te reconhecer na sua própria terra, vão te reconhecer na Europa, na Ásia. Se teu chamado for para a América existe uma localização exata para o seu ministério.
Minha filosofia é um chamado ao despertar: sair da vida automática, abandonar as verdades herdadas sem reflexão e recuperar a coragem perdida de pensar, questionar e transformar a própria existência; porque o maior cárcere humano não é uma prisão sem grades, é uma consciência que nunca aprendeu a ser livre.
“Outubro Rosa é um chamado à conscientização: um lembrete de que cuidar de si também é um ato de amor.
A prevenção, a informação e o diagnóstico precoce podem fazer a diferença. Que o conhecimento alcance cada mulher e que o cuidado floresça em cada vida.”
Gil - a delicadeza de voltar a ser adolescente
Na minha adolescência, existia um lugar chamado Gil.
Era um muro, num trecho escuro, acima do mar. Um desses lugares que ganham vida própria na memória de um bairro porque, entre a escuridão da noite e o barulho das ondas, os casais de namorados se encontravam para namorar.
Eu nunca frequentei o Gil. Mas sabia da sua existência. Sabia que, por trás daquele muro, havia histórias de encontros, beijos escondidos e mãos que se procuravam longe dos olhos de quem pudesse interromper o encanto.
O tempo passou. A adolescência ficou para trás, como ficam tantas coisas que a gente imagina, mas nunca chega a viver.
Até hoje.
Hoje fui caminhar na praia com um amigo. Somos amigos há mais de quinze anos. Entre nós, sempre houve amizade, carinho e respeito. Uma história construída sem que nada além disso precisasse existir.
Mas há dias em que a vida nos surpreende sem fazer alarde.
Caminhamos de mãos dadas à beira-mar. E, em algum momento, entre o som das ondas e a quietude daquele encontro, nos beijamos no muro da escadaria que desce para o mar.
Foi quando me lembrei do Gil.
Contei a ele a história daquele lugar e disse que estava me sentindo uma adolescente.
E estava mesmo.
Não pela idade, que já não me permite enganar o calendário, mas pela leveza. Pela novidade de um gesto que, de tão simples, parecia extraordinário. Pelo frio na barriga, pela doçura dos beijos, pela mão que encontra outra mão sem precisar explicar muita coisa.
Foi um encontro gostoso. Leve. Como um abraço daqueles em que a gente não sente vontade de sair tão cedo.
Aliás, talvez essa seja a melhor maneira de explicar o que senti: vontade de morar naquele abraço.
Morar no aconchego, na delicadeza, no tempo que parecia ter desacelerado só para nos deixar ficar um pouco mais. Naquele lugar onde não era preciso pensar no depois, encontrar respostas ou dar nome às coisas.
Era só estar ali.
A possibilidade de viver um instante sem precisar transformá-lo em uma definição, sem exigir dele promessas ou explicações. Apenas sentir. Apenas desfrutar.
Pensei em quantas vezes a vida nos convence de que certas experiências pertencem a uma idade, a uma época, a uma versão de nós que já não existe. Como se, depois de tantos anos, não pudéssemos mais sentir o coração se alegrar com um beijo ou descobrir uma novidade nos braços de alguém que já conhecemos há tanto tempo.
Mas talvez a adolescência não seja apenas uma fase da vida. Talvez seja também essa capacidade de se surpreender, de sentir o inesperado e de descobrir que ainda há coisas bonitas esperando por nós.
E o Gil, que nunca fez parte das minhas aventuras adolescentes, acabou entrando na minha história de um jeito inesperado.
Hoje, não fui ao encontro de uma lembrança. Fui caminhar na praia com um amigo.
Mas voltei com a sensação de ter encontrado uma menina que ainda mora em mim.
Uma menina que, por algumas horas, caminhou de mãos dadas, beijou devagar, abraçou sem pressa e desejou morar ali.
Talvez a vida seja mesmo isso: a delicadeza de nos surpreender quando já não estamos esperando por nada extraordinário.
E, às vezes, tudo o que a gente precisa é de um mar, um muro, beijos doces e um abraço onde dê vontade de morar.
Quanto mais sinto, mais me perco nas garras deste chamado amor. Achado, busco cada vez mais motivos para dele falar, pois parece vamos ficando íntimos. Depois do possível, agora eu acredito que ele é algo que escolhemos usar. Feliz quem usa, mais ainda quem o recebe. Impossível medir, pois não há tamanho, cor ou idade. Ingastável e disponível para quem quiser usar, com quem quiser e em qualquer tempo.
Prefiro mil vezes ser chamado de louco por inventar uma ideia mirabolante do que pertencer a essa legião de pessoas falsas que fingem apoiar o progresso, mas nos bastidores torcem com toda a força para que os outros afundem na lama da mediocridade.
"O que hoje é chamado de 'loucura' por quem tem medo de arriscar, amanhã será chamado de 'gênio' por quem teve a coragem de fazer."
"Se eu e você somos um só corpo chamado sociedade, qualquer maldade que faço ao outro é um golpe contra mim mesmo."
Momento de retraimento/reclusão e euforia "agressiva" por vezes, no Autismo é chamado de: Shutdown e Meltdown.
Quem vive blindado pela própria arrogância jamais consegue ouvir o chamado silencioso de um coração aflito.
Nem toda sensação de urgência é um chamado para agir. Às vezes, é apenas o nosso medo de perder algo bonito. Quando aprendemos a respeitar o tempo, descobrimos que o que é verdadeiro não precisa ser apressado.
No silêncio da alma, um chamado a ressoar,
Chama Gêmea, caminho de amor a iluminar,
Entre mistérios e luz, vamos juntos explorar,
E na jornada do espírito, nosso destino encontrar.
Do profundo do coração, surge a conexão,
Transcendendo fronteiras, unindo a paixão,
E na busca eterna pela nossa evolução,
Descobrimos a essência, a pura vibração.
Este livro é convite, ponte de esperança,
Para despertar a consciência, ampliar a criança,
Heróis de si mesmos, com coragem e esperança,
Na dança do amor, a alma se lança.
Venha desvendar os segredos do coração,
Na magia do universo, na sagrada união,
Chama Gêmea nos guia na evolução,
Um caminho de amor, de pura emoção.
