Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Acho que a razão de toda essa nossa jornada ter sido tão linda é que você foi parte dela.
Há tantas línguas quanto há pessoas no mundo. Cada pessoa fala a própria língua. Por isso há tanto desentendimento, má interpretação e ofensa entre as pessoas.
Você foi o príncipe encantado que eu via nos meus sonhos, você foi uma fuga da realidade.
Se eu não lutar pelas coisas que eu quero muito, tudo o que eu vou ter será raiva e arrependimento.
Com o passar do tempo, as memórias de todo mundo começam a sumir. Porém, o que continua no coração nunca vai mudar.
Muitas pessoas confiam em você agora. Você também devia confiar em si mesma.
Pode parecer estranho, mas você acredita em destino? Se acredita em destino, por que não nos encontramos aqui amanhã de novo?
Esperança pode nos ajudar a começar, mas não se responsabiliza pelo resultado.
Nem mesmo os ventos do inverno podem impedir a brisa de primavera. Não pode impedir que as coisas aconteçam, não importa o quanto tente.
Dispenso a pena e o papel que uso para compor meus poemas quando posso escrevê-los em sua pele com os toques de minhas mãos e os beijos de minha boca em seu corpo, fazendo de seu gemido a melodia certa para cada acorde extraído de você em sintonia perfeita com as rimas de prazer que te dou... que me dás....
Eu poderia te dizer mil palavras, mas nenhuma delas expressaria o amor que eu sinto por você, é recíprocoeverdadeiro.
Dançarei com as palavras que você não quer ouvir, lançando-as ao vento, pois sei que meus lamentos jamais alcançarão o abismo do seu coração partido, que insiste em culpar-me por males que não semeei e se iludir com a ideia de que me esquecer algum dia te trará a paz.
Aí eu tomo um banho bem quente, pra te espantar da minha pele. E canto bem alto, pra te espantar da minha alma. E escovo minha língua bem forte, pra separar seu gosto do meu. E quase vomito, pra parir você do meu fígado. E tento ser prática e parar de suspirar. E tento abrir a geladeira sem me perguntar o que eu poderia comprar pra te agradar. E tento me vestir sem carregar a esperança de esbarrar com você por aí. E tento ouvir uma música sem lembrar que você gosta de se esfregar de lado em mim. E tento colocar uma simples calcinha e não uma bala perdida pronta pra acertar você. E tento ser só eu, simplesmente eu, novamente, sem esse morador pentelho que resolveu acampar em mim. E nada disso adianta. E o esforço pra não fazer nada disso já é fazer tudo isso.
Nos dias seguintes ao dia em que estivera deitada no ombro dele tão proximamente nu também, no fundo de um sonho, conseguia reencontrá-lo. Pois havia outros detalhes, semanas depois ainda tentava lembrar. Havia um cheiro, por exemplo. Tênue, quase perverso. Intimidade úmida, limpa, nas dobras da carne suada, preservada na própria pele.
