Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Tem gente chamando de amor o comodismo,mas é isso,um estado de sentir,e seguir sorrindo para o abismo.
O mercado está bem diverso,vendem-se dignidade,amor próprio,respeito,gramas de consciência,por qualquer tostão,e caraminguá.
O sexo e o amor são parecidos com uma briga de lobos,enquanto um vagueia na superfície da pele do outro,o outro crava as garras no coração desprevenido.
Duas pessoas podem escrever e assumir a autoria de uma história de amor,
mas um documentário anônimo entre dois,também tem o seu valor.
Esta geração de cristãos ignora um fato essencial: o verdadeiro amor se manifesta na coragem de dizer verdades difíceis. Enquanto isso, a marca do falso profeta é justamente o hábito de dizer apenas o que agrada aos ouvidos.
A beleza me atrai, o amor me faz querer ficar, mas a admiração e o respeito são os reais motivos de permanecer ou ir embora.
No amor não há medidas calculadas, nem divisões fracionadas, só há união dos cálculos com complementações de números inteiros.
Somos um triângulo amoroso entre o Universo, a Plenitude e o Amor. Cada qual com suas múltiplas sensibilidades.
