Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Tem sempre aquele momento que o seu amor próprio grita e diz,eu sou maior que essa migalha que estão te oferecendo.
Tem algumas peças na vitrine brilhando, etiquetadas com o nome amor, você pode adquirir no valor de liquidação, o preço real paga-se depois.
O amor é como um café, não deixe esfriar, se requentar perde o verdadeiro sabor, melhor jogar fora e fazer outro.
O amor virou adereços, até alegorias,e tudo isso me deixa indisposto, desconfiado de tanto exposto.
Parece que eu mudei, mas continuo o mesmo,mudei algumas prioridades de lugar, amor próprio primeiro.
Sou intenso e profundo,transbordo amor,se você tem medo,providencie um bote salva vidas,ou se afogue só.
Até pensei que fosse amor, mas era uma cópia de um rascunho mal feito,uma piada sem graça,uma intimidade não autorizada,um esculacho no coração,uma esculhambação não interpretada.
Tem gente chamando de amor o comodismo,mas é isso,um estado de sentir,e seguir sorrindo para o abismo.
O mercado está bem diverso,vendem-se dignidade,amor próprio,respeito,gramas de consciência,por qualquer tostão,e caraminguá.
