Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)

Pacto eterno de Amor


Te vejo...
E o meu coração
Acelera no peito.


Me perco em teus olhos
E, mais uma vez,
Insisto em te conquistar.


Esqueço quem sou
E o que significamos
Um para o outro.


Por centelhas de segundos,
Esqueço
Que você nasceu para me amar.


Nesse instante,
Somos apenas eu e você,
Aqui, agora.


Não me lembro
Das outras vidas,
Através do tempo.


Das noites quentes de amor,
Dos nossos casamentos,
Das vezes que me deixou.


Não me lembro
Do pacto que fizemos
De nos encontrarmos em todas as vidas.


Sou só eu e você,
Aqui, não em outros tempos.
Não por maldade —
Apenas não me lembro.


Que existe algo mágico,
Que nosso vínculo é infinito,
Que o nosso amor
É eterno e espiritual.


Esqueço
Que sinto o que você sente:
As lágrimas caindo
Do seu rosto,


O coração acelerado
— não é só o meu —
A raiva e a alegria
Que não são minhas.


Essa telepatia
Que não se explica,
Mas que está presente
No nosso dia a dia.


Mas por horas
Sou só eu,
Tentando ser vista,
Mostrando que existo.


Fico tentando chamar
Sua atenção.
Quero que me veja,
E que me ame de uma vez.


Esquecendo que você
Não vai se apaixonar por mim —
Vai se lembrar.
Lembrar quem eu sou.


Lembrar do contrato
Que fizemos:
De nos encontrarmos
E sermos felizes no final
Do nosso pacto eterno de amor.

Amor!


Amor não é algo que se dá, é
algo que se exala.
Já existe dentro de você — e não se limita a um relacionamento amoroso.
Cabe em qualquer situação.


Existem momentos na vida em que ninguém deveria se sentir só,
e nessas horas, não importa de quem venha o abraço de conforto.


Mas depois, você reflete e percebe:
talvez esteja no lugar errado, com a pessoa errada.
Porque, se quem deveria te abraçar, enxugar as lágrimas
e tentar te fazer sorrir não teve essa sensibilidade —
aquela que muitos teriam até com um estranho —
então algo precisa ser revisto.

O amor...


Na vida, precisamos nos encontrar primeiro, para que, quando surgir o amor verdadeiro, não nos percamos no outro. O amor deve vir como complemento, porque você, por si só, já é uma pessoa inteira.

Louca por você!


Os sentimentos se sentem,
não se explicam.
O amor não é um problema,
é caminho.


Por você, desprezei meus preconceitos,
lancei ao ar a minha sensatez,
esqueci velhos defeitos
e renasci outra vez.


Te amo não pelo que você faz,
mas pelo que acontece em mim
quando te vejo.


E o que eu sinto eu não consigo explicar.


Só sei que um calor sobe pelo meu corpo
e me deixa louca.


Louca por você!

A verdade do amor

Um dia pensei que poderia amar a todos.
Mesmo os que erram,
os que machucam,
os que me fizeram chorar.

Não por obrigação,
mas porque não sei guardar rancor.

Hoje não sinto raiva.
Sinto medo.

Algumas pessoas assustam
não pelo que fizeram,
mas pelo que ainda são capazes de fazer.

Minha capacidade de amar é imensa,
mas o instinto de sobreviver fala mais alto.

Amar à distância
é a forma que encontrei
de me proteger
sem perder quem eu sou.

E seguir inteira,
sem me dissolver
no ódio
nem na hipocrisia do mundo.

Sem amor nada faz sentido


Me sufoca o ar raro efeito.
Não consigo respirar.
Aqui é frio.
Onde posso me esconder?


O poder do amor soterra,
maltrata o amante,
mata quem é amado.
O que me faz amar, além da morte?


O meu corpo não pensa.
Meu destino é segredo.
No incêndio da mente,
o poder é destrutivo.


Ruas destruídas,
estradas sem saídas,
queimadas por todos os lados.
Falta água.


Nos últimos dias,
tudo se dispersou,
se alinhou
e seguiu.


Vejo o amor despido,
enlouquecido,
nos seus delírios,
se entregando.


Carlos de Campos

Quando o grave bate, sente o calor
É sorriso, é dança, é amor
Quando o grave bate, não tem fim
Baile vive dentro de mim
– musica Quando o grave bate do dj gato amarelo

As tuas linhas magnéticas
Me capturam a todo instante.
O teu abraço, de amor imantado,
Atrai todo o ferro de meu sangue,
Todo o sangue de meu corpo,
E todo o corpo do meu ser.

Que amor, meu amor!


Que amor é esse que se proclama sentimento, mas se recusa a ser atitude? Que diz habitar o peito, mas corre para a porta no primeiro sinal de aperto? Não se constrói castelo em areia movediça, e não se chama de amor aquilo que, em cada discussão, ensaia o adeus como se o tempo juntos não passasse de um rascunho descartável.
É um amor estranho, esse que assiste ao pôr do sol e, em vez de gratidão, escolhe a dúvida. Que questiona a lealdade das últimas doze horas e apaga, num sopro de insegurança, o valor dos anos que se foram. É exaustivo viver sob o tribunal de quem nunca está satisfeito com o que já foi provado.
Dizem que sentem na pele, que o ar preenche os pulmões até o limite... mas, na hora da verdade, a voz não sai. É um amor mudo, um amor de esconderijo, que tem medo da luz e pavor do compromisso público. Se o peito está cheio, por que o mundo continua sem ouvir o grito de quem ama?
No fim, a conta é simples, mas amarga: amor que se esconde, que desiste e que ameaça, perde a substância. De tanto ser incerto, ele deixa de ser abrigo. E quando o respeito e a segurança se esgotam, sobra apenas o vazio de algo que já não tem mais espaço — nem direito — de ser chamado de meu amor.

Feliz Dia das Crianças!
Feliz dia a todas as crianças!
Seres de amor, seres iluminados e de alma pura que Deus nos concede a concebê-los!
Que Deus onipotente proteja a todas e que não permita que pessoas ruins as machuquem.
Feliz Dia das Crianças para nós, que temos a permissão de instruir, orientar e saborear a alegria desses seres de luz em nosso planeta!
Feliz Dia das Crianças a todos os seres humanos, até porque cada um de nós temos uma criança em nossas almas.
Devemos preservá-las e mantê-las sempre vivas dentro de nós.

Feliz Dia das Crianças a todos nós!

⁠Mas tudo isso pode ser amor,
ou apenas um sal sem sabor.
Estamos em caminhos dos quais não podemos voltar, mas apertar o play é tão excitante!

O amor migra no tempo
Quando amamos, tudo é real. Mas, quando esse amor migra para o passado, os anos vão passando e nós seguimos aqui. Até o tempo se dilui, a ponto de quase não restarem lembranças. Nada resiste ao tempo, principalmente quando o coração se perde no espaço, na dimensão da eternidade.
Autor: Yonne Moreno

O amor está no ar

Eu não estou só — e vocês não entendem.
O ar está mudando, está leve.
É engraçado: eu sinto seu cheiro chegando com a brisa.
É amor.

Há uma resistência quanto à minha versão desse amor.
Seu aroma, minha vida!

Meu coração é um olho com sentidos — sente o seu cheiro.
Tem braços e mãos invisíveis para te abraçar,
acariciar,
e meu olhar mira apenas na sua direção.

Caio em queda livre.
O amor está no ar,
onde não há desamor.

Fique longe da tristeza.
Só o amor está no ar.

À noite, vou esperar a tempestade passar.
Você está pronto?

Agora, ao anoitecer,
posso fazer juras de amor.
Meus hormônios suplicam por você.

O amor está no ar,
onde não há desamor.
Fique longe da tristeza.
Só o amor está no ar.

Amor é luz!

Nem sei como começar, mas vamos lá.
Nem sempre vejo seus olhos abertos; é que, quando eles se fecham, uma história surge — e nela a divindade te acompanha para me conhecer. Não se preocupe, o pior já passou.

Lembro do ontem.
Ontem você estava descalço, e isso me deixava triste, até porque milhares de calçados já eram seus. Foi uma covardia a punição do mestre!
Não importa, sei que você esqueceu tudo isso.

Quanto a mim,
me sinto um gatinho à procura do seu dono, perdido em um mundo de luzes douradas que brilham intensamente, mesclando o ar.

No agora, não dá mais para ocultar: você é um ser de luz.

Olhando novamente para o ontem, pensamentos surgem. Sei que você deve estar em algum lugar e vai aparecer como uma luz intensa — e talvez não vá mais me reconhecer. Mas acredito que, no seu mundo atual, a sensação do amor é diferente: maior, mais profunda, mais intensa.
Eu sinto tudo; isso está no meu ar.

Amor cura
Florestas são pintadas em meus pulmões.
Relevo.

Na doença do amor, a cura é um milagre — eu creio.
Não estou doente,
apenas me perdi entre os arbustos da vida
e já não consigo ver as estrelas.

A lua não vem,
e a brisa passa leve,
para não me machucar ainda mais.

Na verdade, estreei tarde em sua vida.

Gritar não adianta.
A vida é uma estância,
mas poeiras e tempestades causam tristeza,
e memórias se dissolvem ao vento,
lembrando que remendos nunca são inteiros.

Fecho os olhos,
e meu coração derrete
como fogo em plástico,
nas chamas altas e líquidas
diante de meus olhos —
e se desfaz.

O meu eu revolto

Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo.

Para ficar junto,
para beijar na boca,
para correr juntos e abraçar gostoso,
para acariciar intimamente
e dar gargalhadas sincronizadas.

Sempre juntos.

Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo!

Quanto tempo é preciso
para entender o óbvio?

O amor também pode ser o pedreiro da vida.
Ele constrói barreiras para proteger ou barreiras para afastar — e, assim, transforma vidas.

Para muitos, essa frase pode soar como um clichê.
Mas feche os olhos e sinta o ar entrando em seus pulmões. Ouça a respiração do ser amado em você. A transformação no ar é evidente.

Amo o som das letras dessa frase: elas dançam, espalhando cores que não consigo reconhecer, imagens e sons que me fascinam. O amor transforma rostos feridos em sorrisos brilhantes e os conduz a um simples, porém poderoso:
“Por que não?”

A desordem dos sentimentos

A paixão deixa a alma bagunçada, o amor agitado e o corpo em ebulição.
Dá vontade de pegar toda essa comoção, embrulhar e dar de presente.
Mas… para quem?

Para os ignorantes, incrédulos, mal-amados e infelizes.
Para provar que os sentimentos mudam a estrutura física e biológica do ser humano.

Então penso: e o controle?
Na verdade, até existe um controle, mas, na maioria das vezes, ele é desgovernado — sem rumo, perdido por aí.

O sopro
Eu escrevo para mim, não para ti.
Recomponha-se. O sopro da verdade e do amor reacendeu meu coração, e, desde então, eu sigo feliz.

O peso e a beleza de amar
Acredito tanto no amor que acho que ele virou convicção, mas nunca obsessão.
Ou será que isso mostra que vivo uma espécie de escravidão?

Há horas em que o amor nos faz recuar, porque sentimos medo de amar novamente.
O amor é algo que, por mais que tentemos explicar, nada consegue definir por completo.
Até porque, no amor, a gente pensa, sente falta e sente medo de perder.