Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)

O comunismo matou em torno de 100-140 milhões de pessoas nos últimos cem anos - mais do que Hitler, mais do que duas guerras mundiais, mais do que pandemias em todo o mundo.

“De cada cem homens, um lerá a Bíblia, os outros noventa e nove lerão o cristão.”

Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.

Ficção é uma fuga da realidade, é uma forma de você viver cem vidas, ou mesmo mil.

Não tem idade para se apaixonar. Com doze, quinze, trinta ou cem anos. A paixão começa quando o coração está embriagado de alegria por desejar outro alguém.

Dizem que, se você conhece seus inimigos e se conhece, não ficará em perigo em cem batalhas.

O que está marcado em mim,cem mil homens juntos, não mudaria.
Cada vida à minha volta,não terá minha indiferença, mas o meu respeito,o qual deduzir é seu único engano.

Quando eu disse que existiam cem mil garotas iguais a você, não achei que seria tão difícil de encontrá-las.

⁠Cem homens são realmente apenas uma partícula no panorama geral. Mas uma partícula tem o seu tipo de força!
(Xin)

Os homens geralmente não chegam aos cem anos de idade, mas arranjam problemas para mil.

O Google pode te dar cem mil respostas, mas um bibliotecário pode te dar a resposta certa.

⁠Conheça seu inimigo e conheça a si mesmo, e em cem batalhas você nunca estará em apuros.

As vezes escolhemos cem vidas e não vivemos nem uma.

Viva intensamente como se fosse ultimo segundo...

A ultima batida de teu coração.

Pois não sabemos quando a vida que escolhemos terá um fim.

Cem mil, com quem quiser, eu aposto
Se ela bater o dedo, eu volto

Ela não vale um real
Mas eu adoro

Em rios correntes
uma pedra
leva quase cem anos
para ter murmúrios

Quando disse que existiam cem
mil garotas iguais a você,
não achei que seria tão difícil de encontrá-las

Almardente

Trinta cavalos a galopar,
quarenta colmeias a zumbinar.
Cem cães de caça a uivar,
cinquenta hienas a debochar.

“Como é o dia perfeito?”
Frívolo, furibundo, frio.
“Afinal, o que define algo bem-feito?”
Tudo aquilo que, em minh’alma, crio.

Duzentos violinos a orquestrar
este macambúzio imortal.
Ora, ora! Que abuso!
Tu só sairás quando eu mandar.

Tempestade, queime alegremente
tudo aquilo que era frio. Faça-o quente!
Dessa forma, em minha face surgirá sorriso demente
pois renascerá minh’almardente.

“Afinal, o que é uma alma?”
É tudo que compõe tua anticalma,
é sentimento alógico justaposto com adama.

Ensurdece-te com a frequência
alucinante que toca na minha cabeça.
Rasteje. Berre. Implore.
Trevo ser, suma! E, por mim, ore.

Cem anos não bastariam
Para traduzir em traços tudo o que vi,
Provar todos os sabores do mundo
Ou me arrepender por tudo o que não fiz

Cem anos não bastariam
Para recuperar o tempo perdido
Reclamar direitos roubados
Nos tornarmos heróis a transformar o mundo por completo

Cem anos não bastariam
Para sentir todas as frutas, todos os pecados...
Reviver todas as minhas primeiras vezes
Para que todas elas me soubessem por inteiro

Cem anos não bastariam
Para eu transformar sete notas em obras
Dar sete voltas ao mundo
Repintar o sete

Cem anos não bastariam
Para reencontrar aqueles que passaram
Reerguer o que canhões derrubaram
Tampouco reaver o sangue derramado

Não, jamais bastariam cem anos,
E ainda que cem anos bastassem, não os desejaria.
A mim só me resta e me basta esta vida.
E estou certo: “É com você que quero gastá-la!”.

O SOM DOS TAMBORES DE ALÊ ESPINOLA


Sem rotas,
sem mapas,
sem portas,
sem passes.
Cem passos
os gritos torpedos,
os sentimentos sem rumo,
as dores.
Com-passos,
o desespero,
os arranhões,
a vermelhidão.
os vergões nas frestas
das feridas abertas,
na alma rasgada.
Soluços de medo cortando a escuridão.
Anseios
Vertigens
Náuseas
Convulsões
Coragem em contrações parindo o urro
da mulher forte
gestados em interrogações

Cem anos e Cem dias.


É tempo de guerra,
E o mundo diz viver em paz.
Digo que os homens não serão conhecidos
Pelos seus órgãos genitais.
Os seus nomes serão escritos
Com letras formais.
Em seus nascimentos
Terão minutos para serem circuncidados.
Os machos não correm na corrida,
As fêmeas viverão como machos,
No cotidiano da vida.
Os dias não terão noites
Mas as noites serão dias.
A água não apagará o fogo,
E as fumaças não serão nuvens, enxofre.
Os filhos serão como os pais
E os pais viverão como filhos.
Na partida muitos irão se alegrar,
E na chegada todos irão chorar.
Os sonhos não são desejos
E o querer não é vontade.
Quando você acordar,
Diga que o amor de muitos,
Irá esfriar.
Que a leis
Não respeitarão os mandamentos.
Que os corpos
Não terão o espírito.
Que as cicatrizes,
Não serão das feridas.
Pois, por águas viverás em brigas.
E a terra esquentará.
Irmãos não serão amigos.
Famílias não viverão unidas.
Neste tempo.
Vestido de luz,
E acima de uma nuvem,
E como a um relâmpago
O filho do homem chegará.
Quem tem ouvidos ouça.
Quem tem olhos, leia.
Sem anos e sem dias.


Autor: Cássio Charles Borges