Cecilia Meireles Criancas
Cadeados fechados em pontes, muros revestidos com arame, até em cercas...
Sonhos guardados como tesouros... Esses sonhos que tenham se perpetuado e sejam sempre lembrados com fervor.
Sonhos enriquecem a nossa caminhada e tornam-na mais leve...
Vens a mim sem delongas...
Dizes o que pensas que quero ouvir,
achas que me bajulas com essa conversa e esse olhar amistoso...
Mas, eu vejo nas entrelinhas a tua falsa fachada e eu sorrio...
Queres me convencer, mas tu és uma mancha de algo chamada de falsidade...
Eu mantenho-me distante dessa impureza...
Esta semana ainda de Outono, já com a magia do Natal, te traga momentos de beleza, momentos de alegria...
Momentos de reflexão com sabedoria para auxiliares quem mais precisa...
Equilíbrio para as tuas decisões e muita leveza para a tua alma.
Pensar em ti?
Não! Agora não!
És um capítulo encerrado numa página da minha história....
Já me encontro noutra linha a ser escrita...
Não te martirizes com as pessoas do teu passado...
Existe uma razão pela qual, elas não se encontram no teu presente e outra pela qual, não chegam ao teu futuro.
Só por isso, não te preocupes.
Mais uma semana que começa...
Que nos traga alegria, serenidade e que seja pincelada de cores alegres...
Que o teu acordar seja de determinação para poderes usufruir de novas oportunidades...
Por isso uma noite descansada e um feliz acordar...
Tu és cor...
Tu és de uma beleza ímpar...
Provocas riso fácil...
Simplesmente... És um atentado à minha sanidade mental...
Obrigada por todos os momentos...
Por todos os sorrisos, pelos afectos...
Obrigada por estarem presentes... Pela simpatia, pelos gestos afáveis...
Obrigada por existirem e fazerem parte da minha história.
Obrigada a todos vocês.
Eu sei que não sou perfeita.
Tenho os meus defeitos, muitas manias e sou muito teimosa.
Sou arrumada e perfeccionista. A desordem tira-me do sério.
Não sei fazer de faz de conta e não forço simpatia.
Dizem que sou agressiva, porque abuso da sinceridade, mas quem disse que eu ligo para isso?
Sei que não sou nenhum bom exemplo de boa moça, eu nem sei costurar e nem tricotar.
Mas eu posso te garantir, que sou bem melhor do que falam por aí e se tu me quiseres conhecer melhor, basta olhares nos meus olhos e conseguires ler-me...
Sou simplesmente eu. Respeita isso.
Eu vou tentando a cada dia melhorar o meu lado menos bom.
Mas, se algum dia eu mudar, não te iludas...
Porque a minha essência é sempre a mesma.
No silêncio da noite, busco a serenidade que tempera a minha irreverência...
Me fortaleço e me acalmo...
Começando um outro dia, com muita garra e alegria...
Eu tento fazer um esforço, mas por vezes é tão difícil!.
Tento trabalhar a minha tolerância...
Batalhando e limando as minhas imperfeitas arestas...
Vem.
Vem até mim. Eu não te vou fazer mal...
Quero dar-te um abraço... Muito apertado...
Não custa nada.
Basta deixares, eu dar-te esse abraço.
Faz tão bem...
Vem. Chega-te a mim. Olha para mim.
É só um abraço e vou tentar ser delicada.
Vem. É somente um abraço. Só um...
Vem. Não tenhas medo!
Vais gostar! E vais querer ficar nele...
Estou à tua espera...
Amor? Amor é como um dia de agosto em que o vento quase frio assoviou nos galhos de uma cerejeira em flor.
Poesia é o atestado da fragilidade das palavras. Trata-se de dependência... Palavras que subsistem até que alguém as leiam nas entrelinhas da vida e as escrevam nas linhas da história e recitem com vozes de sussurros e temores de preces.
Nos desfiladeiros intermináveis da minha mente,
percorro sinuosos e perigosos trilhos
onde busco nos suaves vales, a sanidade para a calmaria da minha loucura...
