Cativar o Amor
Falta palavras, falta adjetivos... Sobra frio na espinha, sobra arrepios... O carinho é na medida, o amor é sem medida.
Além do Tempo
Te esperei na brisa leve,
No outono e no verão,
Nos dias frios de inverno,
Na florada do algodão.
Cada vento sussurrava
Que o tempo não voltaria,
Mas meu peito ainda guardava
Teu amor que não partia.
Os anos foram passando,
A lua sempre a brilhar,
Mesmo longe, em pensamento,
Te sentia a me abraçar.
Não importa o quanto doa,
Nem o quanto a vida insiste,
O amor que é verdadeiro
Nem o tempo o torna triste.
Pois se a guerra nos levou,
O destino nos separou,
O eterno há de unir
O que um dia começou.
E quando enfim meu corpo,
Ao pó retornar sorrindo,
No além te encontrarei,
E será como o princípio
Promessa Inquebrável
Sob o céu tingido em fogo,
Vi teus olhos a brilhar,
Tuas juras de amor eterno,
Um adeus sem desvendar.
A guerra da tua mente,
Em teu amor por mim,
Tentou apagar memórias,
Mas você sabe que o nosso amor não tem fim.
O tempo riu da minha espera,
Sussurrou que foste em vão,
Mas meu peito, em chama eterna,
Recusou tal traição.
Outonos viram meus cabelos
Se tingirem de neblina,
Mas meu amor seguiu intacto,
Como a lua, que ilumina.
Então veio a última carta,
Um diário esquecido e frio,
Teus versos presos no passado,
Como um barco à deriva no rio.
"Se o destino nos roubou,
Que a morte nos faça inteiros,
Pois te espero além do tempo,
Onde os dias são primeiros."
E ao cair da última folha,
Senti tua mão na minha,
Nosso amor é verdadeiro,
E você sabe que ele viverá para a eternidade.
A Mulher Perfeita.
Há uma mulher que o tempo não apaga,
Seu brilho transcende o véu da estrada.
No peito, um amor que não se desgasta,
Mesmo distante, sua alma é casta.
Seu caráter, mais puro que o cristal,
Firme e justo, eterno e leal.
Nas tempestades, seu porto é seguro,
Amor sincero que atravessa o futuro.
Fidelidade, sua mais alta bandeira,
Guarda promessas como quem se atrevera
A crer que o amor é mais que presença,
É laço eterno, sublime crença.
Mesmo que a vida imponha a distância,
Seu coração não conhece a instância
De se render ao vazio ou ao tempo,
Pois ama com toda a força do vento.
Não é o toque que define sua paixão,
Mas a verdade que mora em sua oração.
Ela é poesia escrita nas estrelas,
Um sonho real, impossível contê-la.
Mulher perfeita, amor sem medida,
Alma que guarda a essência da vida.
Mesmo distante, seu amor se reflete,
Como o luar, que nunca se esquece.
Se você terminou um relacionamento e o arrependimento bateu, não tenha medo de voltar atrás. Diga o que sente, envie uma mensagem, ligue, demonstre que ainda se importa. Quando o amor é verdadeiro, o maior temor não deve ser dar um passo para trás, mas sim perder para sempre quem você ama. O tempo passa, e com ele, o amor do outro também pode se esvair.
O Eterno Retorno
No pequeno vilarejo de Hanamura, no Japão, vivia Aiko, uma jovem de olhar sereno e coração cheio de esperança. Aos 19 anos, ela se apaixonou por Hiroshi, um jovem pescador que, apesar da vida simples, sonhava com um futuro melhor para os dois.
O amor entre eles floresceu como as cerejeiras na primavera. Juraram estar juntos para sempre, mas o destino tinha outros planos. O Japão entrava em guerra e Hiroshi foi convocado para lutar. Na despedida, sob a luz do entardecer, ele segurou as mãos dela e prometeu:
Espere por mim, Aiko. Voltarei para você, nem que leve uma vida inteira.
Os anos passaram. Cartas deixaram de chegar. Os vizinhos sussurravam que Hiroshi jamais voltaria, que Aiko deveria seguir em frente. Mas ela não desistiu. A cada primavera, sentava-se no mesmo banco onde ele se despediu e observava o horizonte, esperando seu amado.
Décadas se passaram, e Aiko envelheceu, mas seu coração permaneceu jovem no amor. Mesmo quando a guerra acabou e os anos trouxeram mudanças, ela nunca aceitou que Hiroshi estivesse perdido. Seu amor era eterno, algo que nem o tempo nem a distância poderiam apagar.
Foi apenas 54 anos depois, em um outono silencioso, que a verdade chegou. Um veterano de guerra trouxe-lhe um diário antigo, encontrado entre pertences abandonados em um hospital militar. Era de Hiroshi. As últimas palavras escritas eram para ela:
Aiko, meu coração sempre pertenceu a você. Se o destino não permitir nosso reencontro nesta vida, nos veremos na eternidade.
Aiko fechou os olhos e sorriu. Ela sempre soube. O amor verdadeiro nunca desaparece. Ele apenas espera, pacientemente, pelo seu reencontro.
E naquela mesma noite, enquanto as folhas caíam das árvores, o espírito de Aiko finalmente partiu, livre, para encontrar seu amado além do tempo.
Se Deus é nosso pai, por que ele nos deixa sofrer?
Essa pergunta é legítima. E talvez a primeira verdade dura seja esta: nós não somos filhos de Deus, somos criaturas. Segundo a própria Bíblia, o único filho de Deus aqui na terra foi Jesus. Nós fomos criados, não gerados por ele como filhos íntimos.
E sendo criaturas com livre arbítrio, colhemos as consequências das nossas próprias escolhas, e também das escolhas dos outros. Se Deus interviesse toda vez que o ser humano cometesse uma injustiça, o mundo seria feito de robôs, não de consciências livres.
Deus não é o pai humano idealizado que impede todo sofrimento. E talvez o silêncio dele seja exatamente o teste: ver o que fazemos com a liberdade que nos deu.
É duro aceitar, mas se existe um Deus, Ele nos criou, não para sermos mimados por sua proteção, mas para sermos responsáveis, até mesmo quando sofremos por erros que não cometemos
No crepúsculo suave, Victoria surge,
Entre estrelas douradas, seu nome se insurge.
Um sorriso que dança como raios de lua,
Seus olhos, faróis que minha alma flutua.
Victoria, a musa em noites de encanto,
Seu toque, poesia, como um doce canto.
No jardim do coração, suas pétalas florescem,
Um amor que no peito, eternamente enobrece.
Seus passos, suaves como brisas noturnas,
Despertam desejos, como canções taciturnas.
No palco do amor, Victoria é a estrela,
Cintilando na noite, como promessa bela.
Oh, Victoria, em teu nome a melodia se entrelaça,
Como uma canção de amor que o coração abraça.
Nas linhas deste poema, tua essência floresce,
Victoria, em meu ser, eternamente merece.
Eu fui ao canto mais fundo do meu coração, para tentar te tirar de lá.
Eu me afoguei no lugar mais obscuro e profundo, que eu não sabia que habitava em mim. Eu tentei te salvar de mim, e acabei morrendo por dentro.
Se tu vem a noite por exemplo
Então começarei a ser feliz desde o começo do dia
Porque tu é minha calma
E minha euforia
E eu te peço colo
Em minha alforria
E quando eu penso que já não consigo mais sorrir
Só basta te ver, para o meu verão florir
E o meu mundo se abrir
E quando eu penso em chorar
Você está lá pra me levantar
E não fazer fracassar
Eu te amo, minha flor
E eu amo te amar
Mas não avisa quando tu for
Porque se tu for pela manhã por exemplo
Então desde a madrugada eu começarei a chorar.
Eu a tirei do "mar"
E a dei meu coração
... Ela correu de volta pra maré
Disse que preferia morrer no mar
Do que se afogar nos meus sentimentos.
Hoje a minha consciência grita
Em gritos calados, hoje minha cabeça esquenta e na cabeça as lembranças frita;
Lembrei de seu cheiro, com o vento tocando meu nariz
Lembrei que tu me destruiu, e hoje me refiz;
Ela é minha amante perdida no tempo
Tempestades e vendaval, eu tô dentro
Sonhos e mentiras, é esse meu acalento
Eu tô amargurado, mano cê não tá vendo?
Me afogando no ego, eu tô morrendo
Acorrentado pelos meus medos, tô me perdendo
Feridas que não saram, ainda doendo
Pensamentos infames, me corroendo.
Flores de Van Gogh
O santo é forte
E a pancada foi mais ainda
Caí em tua vida
Mas foi a queda mais linda;
Beleza sutil,
Me faz alguém útil
Esqueço meus problemas
Perto de tu, eles ficaram tão fútil;
Mas se a cabeça pensa
E o coração acelera
(É ela)
Vai e não erra.
Carente do seu sorriso
Sonhando em teu toque
Beleza mais clássica
Que as flores de Van Gogh.
Minhas dores hoje viram poesias
Minha imaginação criam versos
E no meio da noite cria nós dois
Pela madrugada tu vem;
E pela manhã tu vai
Eu juro, são os sonhos mais reais
Eu fiz as minhas malas e decidi viajar.
Não pra fora, mas para dentro do meu coração
Lá eu vou te reencontrar feliz ao redor de uma fogueira
Numa simples noite de verão.
