Casa sem Teto

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Loucuras Incabíveis
O início da loucura...
Pessoas unidas numa casa,
Amigos, conhecidos, desconhecidos
Uma dupla, um trio, um quarteto...
alguém só...
mas todos juntos...
Líquidos unem pessoas.
Vontades soltas e contidas ...
definem a consequência dos fatos...
ir ou não ir?!
eis a questão imposta...
Ficando ou não
os líquidos permanecem a unir pessoas....
apenas o círculo aumenta...
cresce e se amplia para a cidade.
Mas junto com este crescimento do espaço unido,
as vontades aumentam...
sem saber alguns que este é apenas um prólogo...
O que esta por vir,
nem os líquidos de uma louca noite anterior conseguiram impedir.
Uma loucura desmedida..
que a aparência do ânimo tentava criar a ilusão...
mostrando um desanimo que não existia.
Segue-se caminho rumo a liberações e desprendimentos de vontades,
vontades imersas em líquidos abundantes...
vai, não entra, volta...
são as convenções...
ninguém quer ser o primeiro a adentrar o cenário,
volta, liquido e vai
agora já esta liberado o cenário...
e tudo começa a acontecer....
o ar começa a incomodar...
o corpo a se movimentar
e a multidão se une...
são tantas loucuras sem cabimento...
sou incapaz de descrevê-las
pois assim me contradiria,
se realmente coubessem aqui...
O tempo começa a enlouquecer ...
começa a correr como um insano...
se esquece das vontades...
das chaves perdidas...
chaves que abrirão e permitirão o abandono do cenário...
Mas há ainda no cenário uma louca perdida...
Líquidos nas mãos em vidro.
A chave faz cessar o choro,
numa casa vizinha...
porque o cenário deixou de existir...
Entram duas....
estranhamente entram dois...
Conhece-se um ...
desconhece-se outro...
mas nada impede a vontade até então...
Liquido, fumaça, corpo, fogo, pensamento...
são os simples elementos que compõem
aquele universo...
Mãos perdidas, dentes soltos....
um problema...
uma explosão...
o sol cega, esquenta e já não dá para ficar parado...
o toque do compromisso mais uma vez adiado insiste em incomodar...
Dois expulsos....
Largados e abandonados ...
Em plena cidade acordada...
um modo de comunicação entregue...
vai e volta ...
e já não mais dois
já não há mais liquido...
só resta a insonia e as lembranças...
loucuras contidas...
e a tentativa de compreender algo que não pode ser compreendido...
só restava saber algo...
que a louca perdida na festa estava agora amarrada...
numa cama de hospital...
sem lenço, sem documento....
sem sapatos
e que um desconhecido...
descia do ônibus,
para um encontro com céu e mar...

Não é que eu não esteja bem, mas é que voltar pra casa todo dia sozinha cansa!

Um homem em casa vale dois na rua.

Mae West
Belle of the Nineties

PRECE PARA UMA GESTANTE

Senhor Deus,
Que o ventre desta gestação, seja a casa abençoada que o Senhor escolheu,
Senhor Pai, escolheste, a mãe certa, dedicada, carinhosa e amantíssima,
Ela será com toda a certeza, Senhor, o templo santo que escolheste, para a germinação dessa semente escolhida por Vós.
Senhor, que esta gestação transcorra com toda a paz do vosso amor.
Embora, seja eu um leigo e pecador, gostaria de merecer a graça deste meu pedido.
Pai, se preciso for, ofereço a minha própria vida, para que esta nova vida floresça chegue ao nosso convívio com muita, saúde, paz e Felicidade.
Senhor, Vós que sois Pai bom e misericordioso, escutai esta minha prece.
Amém.

⁠Haverá dias em que você vai acordar muito animada dançando enquanto arruma a casa, e terão dias em que você não vai querer nem levantar da cama... uns dias serão bons, outros não. Isso não te mas sempre haverá algo para agradecer.

Então passa lá em casa, tô fazendo vários nadas
Traz o isopor porque hoje à tarde vai dar praia
Presta atenção, que hoje a missão
É ficar suave, numa boa, tranquilão

Vou fugir de casa e montar uma cabana qualquer. Vou levar umas mentiras na bolsa, porque estou fugindo de explicações.

Hoje eu estou triste, mas só um pouco,
Passam da meia noite, todos na casa já adormeceram.
Estou sozinha de novo.
Meus pensamentos são aleatórios.
Sinto tanto, sinto muito, não sinto por não ter tido, sinto por não sentir nada mais.
É confuso eu sei, como sempre ...
Os anos passam, e o vazio não some.
Não é fome, não é por falta de amor.
Falta entusiamo, falta cumprir tudo aquilo que prometo dentro da minha cabeça na noite anterior.
Mas amanheceu, e ele apareceu de novo, me agarrou pelas pernas que a fizeram pesar, apertou minha cabeça que a fizeram doer, desânimo, vá embora!
Não gostaria que fosse diferente, mas também não quero que seja igual.
Meu mundo não é ruim, minha vida também não, eu sou a confusão.
Esta tudo "muito" aqui dentro.
É isso.

Sou mulher para sair, para ficar em casa, para namorar, para ser solteira, para rebolar, para gritar, para calar, para lutar. Aliás, eu sou o que eu quiser!

7 de abril

A casa cheirava a amor, os moveis transpiraram amor, o tempo parado amando, os lençóis que não cobriam mais nada suspirando. Tudo era amor, menos as palavras que pediam despedidas, coisa impossível quando se tem amor. Um nível infinitamente único, um grau dimensional e súbito. - De amor. Por que quando os corpos querem fazer amor, e o próprio amor os proíbe, mostrando a diferença das vidas antes e depois daquele amor, daquele dia. Vendo que tudo poderia ser vencido inclusive eles, mais aquele amor não, aquele 7 de abril, dia do casamento, dia em que dois seres sentiram mais amor, sentimento, virtude, cumplicidade, e ciúme, que bodas de ouro de muitos casais e em outras vidas em outros costumes. Aprendi que quem gasta no amor uma vida, menos amou na alegria do que quem ama um só dia como aquele jeito.

Para Franz Kafka

Fui destinado à solidão
A vagar sozinho pela casa
Às vezes, no meio da noite,
Procuro respostas para a metafísica do absurdo.

"Vá para casa, tome conta do negócio de seu pai, cuide de seus pais na velhice deles. Case com a moça que está à sua espera, seja leal, seja simples, seja humilde. Esconda sua virtude, viva em silêncio."

⁠Lá está ele, em uma casa solitária, com luzes acesas. Na estante, fotografias antigas, pessoas importantes, momentos que o fazem lembrar do que passou e se perguntando onde estão aquelas pessoas. Não há ninguém ao seu lado, com exceção de seu fiel animal que o olhava, deitado naquele chão, ele sempre ficava naquele canto da sala quando chegavam, ficava lá até o cair da noite, o qual acontecia minutos depois da chegada deles. Não vejo ninguém ir lá há tempos. Não consigo ver com nitidez o que ele está fazendo por conta da janela embaçada, devido aos pingos de chuva, a tarde estava escura, diferente de seus cabelos. Mas parece que estava sentado, na velha poltrona, de olhos fechados, com seu amigo, o qual recebia carinho. Com a outra mão segurava aquele retrato, como sempre fizera. Depois de alguns instantes, um barulho, seguido de um latido, semelhante a um uivo. -Finalmente as luzes foram apagadas. -

Depois de ter dado sete voltas pela casa eu continuo achando que você é o melhor que tem aqui. Quer ir ou não?
- Assim?
- Você quer que eu diga que te amo?

Bom dia!
Que o seu domingo seja aconchegante e tranquilo. Que a paz e o amor predominem em sua casa e em sua família. E que Deus cubra o seu dia de bençãos infinitas!

Fico de pé no estacionamento, me dando conta de que nunca estive tão longe de casa, e aqui está a menina que amo, mas que não posso seguir. Espero que seja esta a provação do herói, porque não ir atrás dela é a coisa mais difícil que já tive que fazer.

(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)

John Green
Cidades de Papel

Eu quero mesmo é ficar em casa
No aconchego das curvas de teu violão
Beijando essa boca fresca de hortelã
Quarando a madrugada pra te consumir.

Minha mãe me ensinou a ter paciência. Ela sempre dizia: "espera teu pai chegar em casa e você vai ver só".

Ontem desenhei teu rosto nas paredes da minha casa. Esbocei minuciosamente no espelho do meu quarto, teus traços e teu jeito de me fazer bem. Tudo que vi ficou demais exato por ter sido criado por mim, que mal sei desenhar os meus próprios caminhos. Usei meus sonhos como tintas coloridas e enchi de encanto a tela vazia da minha solidão.

Rabisquei teu sorriso olhando crianças brincando nas ruas de terra batida e fiquei feliz com o que vi. Imaginei teus cabelos como se fossem cachos de acácias amarelas balançando ao vento de um outono de cores gris. Teus braços são ramos que perfumam as minhas mãos frias e aflitas de tanto desejo. Busquei o brilho dos teus olhos na luz de um dia de sol constante, que nunca chegamos a viver. A cor da tua pele roubei de uma nuvem branca que passou ligeira pelo céu dos meus pensamentos e desapareceu no horizonte do tempo, onde tudo tem hora certa pra acabar.

Ah! Como você é linda e passageira! Mesmo assim, você me inspira a fazer até o que eu nem sei, inclusive amar com toda verdade! Tudo que desenhei em torno de mim ficou tão perfeito que eu jamais acreditei ser você ali, estampada nos meus braços, refletida nos meus gestos e se escondendo nas sombras do anoitecer. Mas uma ventania inesperada soprou forte e borrou meus olhos que transbordavam as lágrimas da minha vontade. Permutamos esperanças pelo medo escancarado de um futuro escrito sem nós.

Derramaram-se tintas nos meus planos perfeitos de ser feliz contigo. Cores vivas se espalharam pelo chão empoeirado da minha tristeza e escorreram até o final de mim. Naquela tela, antes branca e pura, agora pulsam velhas lembranças de tudo aquilo que jamais seremos outra vez.

Apesar de não ter tido a chance de amar com a medida e a urgência que eu tanto quis para nós dois, desenhei com inspiração e dor a tua vida no vazio da minha vida. Delineei teus traços na escuridão dos meus dias com primor, exatidão e formas das quais jamais ouviremos falar em outra ventania. A minha saudade é um retrato borrado pelas cores da desilusão.

O homem tolo

A mulher sábia edifica a sua casa: a tola destrói. Porém, só é edificada a casa, a vida, a relação pessoal, casual, profissional e financeira, quando o homem não é um “tolo” e aceita ser auxiliado pela mulher "sábia" que tanto queres o seu bem, os dois crescem juntos em todos os sentidos...Contudo, o homem “tolo” não consegue enxergar os bons requisitos de uma mulher “sábia”, até que um dia, ele deixa a "sábia" ir, encontra uma "tola", e fará por esta, tudo que a “sábia” fez, e faria por ele.