Cartas de Amor para Amigo
Alma🍃
Cantei e encantei às sombras, versifiquei as lágrimas.
E por causa de um amor flori os acordes, sequei, não os lenços que levei, mas pétalas orvalhadas em teu jardim...vagabundeei pelas vielas do tempo a procurar rastros de mim, e foi no brilho da chuva, filtrado em meu corpo, que tua alma eu beijei...
A Mulher que Desistiu de Esperar
Não foi por falta de amor.
Foi por excesso dele.
Eu fiquei quando tudo em mim já gritava para partir.
Pedi perdão pelas minhas falhas.
Reconheci meus erros sem procurar desculpas.
Deixei o orgulho morrer para que nós pudéssemos viver.
Implorei por mais uma chance.
Acreditei que o amor ainda pudesse encontrar o caminho de volta.
Mas descobri que nenhuma mulher consegue reconstruir sozinha uma ponte que duas pessoas destruíram.
Cada silêncio seu arrancava um pedaço de mim.
Cada indiferença me ensinava que, por mais que eu lutasse, havia uma batalha que eu jamais venceria sozinha.
Você talvez nunca imagine quantas vezes chorei antes de dormir.
Quantas conversas tive com Deus pedindo apenas mais uma oportunidade para nós.
Quantas vezes imaginei seu abraço enquanto abraçava apenas a saudade.
Eu tentei.
Meu Deus... como eu tentei.
Mas existe um momento em que até o coração mais apaixonado entende que insistir também pode ser uma forma de se perder.
Então hoje eu vou.
Não porque deixei de amar.
Mas porque preciso voltar a me encontrar.
Quero lembrar da mulher que existia antes de transformar toda a minha felicidade na esperança de que você voltasse.
Se um dia você sentir minha ausência, não chore pelo tempo perdido.
Lembre apenas que houve alguém que fez do amor um abrigo para você.
Alguém que perdoou.
Esperou.
Acreditou.
E permaneceu quando qualquer outra pessoa já teria ido embora.
Eu fui essa mulher.
E talvez essa seja a única lembrança que eu queira deixar.
Agora sigo meu caminho.
Com o coração em pedaços, mas com a consciência tranquila.
Porque ninguém poderá dizer que eu desisti cedo demais.
Eu fui até onde o amor conseguiu me levar.
Daqui para frente...
É a vida quem escreverá o restante da nossa história.
Adeus.
Que você seja feliz.
E que, quando pensar em mim, lembre-se apenas de uma verdade:
Eu te amei com tudo o que eu tinha.
Mas aprendi, tarde demais, que amor também precisa ser escolhido.
Cyntia Karla De Liz
Autora
Escolhi a Mim
Eu tinha quinze, você dezesseis, e o amor parecia eterno de uma vez. Duas mãos, dois sonhos, um só coração, fazendo promessas sem saber a dimensão.
Crescemos juntos, lado a lado, a florir, acreditando que crescer era nunca partir. Mas o tempo mudou o que a gente sonhou, e o mesmo caminho, aos poucos, se afastou.
Você voltou dizendo: “Um dia vai dar.” Eu fiquei tentando esse dia encontrar. Você amava o instante; eu queria o amanhã. Você vivia o agora; eu sonhava o divã.
Enquanto eu construía, você deixava acontecer. Eu chamava de amor; você chamava de viver. E fui me perdendo em cada espera vazia, alimentando promessas que nunca tinham dia.
Até que perguntei, com a alma cansada: “Quanto de mim resta nessa estrada?” Eu tentei mil vezes, lutei sem recuar, mas amor sozinho não aprende a caminhar.
Sete dias antes dos meus dezenove chegarem, escrevi sem pedir que você fosse ficar. Não era despedida para te convencer; era a minha coragem voltando a nascer.
Você me chamou de egoísta, sem perceber que eu só queria parar de me esquecer. Eu não queria migalhas, nem dúvida, nem dor. Eu queria presença, certeza e amor.
Eu teria escolhido você outra vez. Teria recomeçado, como sempre, talvez. Mas ninguém sustenta um sonho por dois; quando um não escolhe, o outro vai depois.
Então fui embora, ainda sabendo amar, mas decidida demais para voltar. Porque perder você doeu, eu não nego, mas perder a mim seria um adeus cego.
Hoje entendo o presente que a vida me deu: o amor mais importante sempre foi o meu. Passei tanto tempo querendo ser escolhida…
Até descobrir que eu era a minha melhor escolha na vida.
Depois que minha filha nasceu já nos primeiros anos ela já demonstrou seu amor pelos animais, ela já com 5 aninhos arrumamos a Juli, uma cachorra mistura de pincher e chiuaua, coisinha mais boazinha, acompanhou toda sua infância e pré adolescência, morreu aos 13 anos.
Depois tivemos a Teka, uma Jack Russell, coisa mais linda, viveu 14 anos dando muitas alegrias para nós.
Logo depois compramos o Jack, outro Jack Russell, nunca vi cachorro tão bravo, territorial, levamos mordidas pra todo lado, mas mesmo assim nós o amamos até aos seus 16 anos, teve que fazer eutanasia, sofreu muito com câncer ósseo.
Esses foram nossos companheiros e amigos verdadeiros!!!
PS: Foram 43 anos com cachorros, nunca os levamos na rua para fazer suas necessidades, faziam no nosso quintal, temos nossa consciência tranquila sobre isso!!!
Pra você guardei
Pra você eu guardei
um amor inteiro,
dobrado entre silêncios,
como carta que o tempo
não conseguiu apagar.
E nem notei
que, enquanto eu procurava
respostas nas estrelas,
você florescia escondido
no jardim secreto do meu peito.
Não se preocupe com mais nada.
A tempestade já passou.
Levou as coisas ruins com ela,
varreu do caminho as dores,
os medos e as promessas quebradas.
Agora, o céu se abre devagar,
lavado de tristeza,
e a luz repousa mansa
sobre nossas mãos.
Tudo está novo para viver:
o primeiro abraço sem pressa,
o riso que nasce tímido,
a esperança aprendendo
a caminhar novamente.
Se ainda houver feridas,
deixe que o tempo as acalme.
Eu fico.
Fico para ouvir seu silêncio,
para proteger seus sonhos,
para amar sem exigir
que o amanhã seja perfeito.
Porque depois de tanta chuva,
há em nós uma primavera inteira—
e, desta vez,
eu não vou deixar
que o amor passe despercebido.
Fiz, em meu tempo, cartas de amor, declarações e presentes. Ofereci palavras, flores e pequenos gestos que, embora simples, carregavam consigo partes inteiras daquilo que eu era. Em contrapartida, pouco ou nada recebi de volta. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas limitações da vida, talvez até por questões financeiras. Ainda assim, confesso: o mais humilde dos presentes, o menor dos símbolos, teria sido suficiente para me encantar.
Não me arrependo do que fiz. Pelo contrário, há certo conforto em saber que o primeiro buquê de flores que alguém recebeu em sua vida foi entregue por minhas mãos. Algumas pessoas colecionam bens, outras colecionam lembranças; eu talvez tenha escolhido colecionar momentos que sobreviverão à própria memória.
Recordo-me da célebre frase que diz que todas as cartas de amor são ridículas. Talvez sejam. Mas arrisco uma pequena discordância literária: ridículas não são as cartas, nem as declarações. Ridículas são apenas as criaturas que amam profundamente e, ainda assim, jamais encontram coragem para transformar sentimento em palavra.
Porque amar em silêncio é humano; mas declarar o amor é um raro ato de bravura.
— Vitor Ferreira de Paula
Polímata e curioso diante do mundo, 2026.
5 Meses de Um Amor Inteiro.
São exatos cinco meses desde o instante em que meu coração se abriu por completo, descobrindo o abrigo mais sincero e profundo que já pôde habitar. Desde então, a vida ganhou um novo sentido, que celebro em cada detalhe da nossa rotina. É impossível não me perder de gratidão ao amanhecer e ser despertado pela melodia da sua voz doce, suave e mansa , sussurrando um "bom dia, meu amor" que já se tornou o meu som favorito. É o lembrete diário de que a minha felicidade tem nome, rosto e morada no seu abraço. E se o dia começa ao som da sua ternura, é nos seus braços que o mundo silencia para dar lugar à paz absoluta. Adormecer ali é um ato de entrega e certeza, a certeza serena de que o amanhã trará você de volta para mim, renovando o nosso ciclo, prolongando a nossa história e provando que o amor, quando é verdadeiro, não apenas habita os dias, mas é a própria razão pela qual vale a pena vivê-los.
_Enzo Ruchell_
Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.
Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.
Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.
Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.
Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.
(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).
Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.
No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.
Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.
Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.
Anunciada a estação
do amor profundo,
Estou rendida do modo
mais encantador,
Leva-me com o teu
passo de bailão
animado pelo salão.
Sou o amor surgindo
em tempos de floração
da Canela-preta,
a cada dia mais ausente,
suficiente, persistente,
sublime e intensamente.
Além das estações,
e deste outono discreto,
Um para o outro
se tornou o Universo,
Porque o mundo
e o agora nos pertence
sem mais nenhum adiamento,
e perpétuo há de ser
o mútuo encantamento.
A explicação que desafia,
e que só ao amor se aplica;
É primavera que não passa,
e não passará despercebida.
O desejo de trazer mais cor
à nossa vida, a aliança divina.
Unida com as auroras outonais
no meio do nada, e iluminada;
A Canela-amarela, a mente
e a alma em plena revoada.
O apego e amor ao chão,
o coração, a nossa paixão.
Sem dizer sequer uma palavra,
do teu coração feito para o meu,
Há estrelas em nosso céu,
e a inefável mútua devoção fiel.
Antes de chegar, quem somos,
nós dois bem sabemos;
Que não há nada capaz de fazer
com que nos distanciemos.
Somente a maravilha dos beijos,
é capaz de fazer com que calemos.
Não me interessa o que
acontece ao meu redor,
quero ser todo o seu amor,
Você é a festa inteira
que desejo intensamente viver.
O meu coração latino
já a celebra o doce sentir
enquanto minh'alma
espera com a sua se fundir,
sob a Tinguaba a florir.
Pelo seu poder de diversão,
deixo-me entreter,
porque pelo meu
tu haverá de se de derreter,
e inteiro se render.
Um mora na mente
e no coração do outro
sem um minuto sequer
da gente se perder,
O amor é o prêmio
que a vida irá nos conceder.
Vim pelos seus beijos de romã,
abandonei a rota vazia
E decidi estar sob o domínio
do seu amor,
Só uma vez na vida
Senti algo que ia além da poesia.
Para guardar os lábios caso eu volte? Não.
Não há necessidade de guardá-los,
pois ainda não cheguei na realidade
— prevejo anossa proximidade.
Quando vier, não voltarei,
e se eu tentar sair, você não vai me deixar.
Porque juntos caminharemos
em todas as estradas:
Nelas ensolaradas ou enluaradas,
descansaremos, desejaremos,
intensamente nos amaremos:
avassaladoramente.
Permitir ser a tua mulher
sem pressa de viver.
o vital compromisso
com o amor no destino.
Com toda calma atlântica
no lugar que elegeste,
Na tua mão a alma austral
aceite plena, fiel e perene.
Para que o amor respire
sem que nada o sufoque,
o florescer que existe,
e nem o céu não o limite.
Assim as mãos se enlacem
na primavera que acontece,
no romance que floresce
e nenhum mau tempo alcance.
Não importa o caos do mundo,
o que importa é o que podemos
fazer com muito amor por dentro.
O silêncio não é distanciamento
quando se carrega alguém
no coração e no pensamento.
Capinxigui florescido em maio,
do desejável embalo por nada
e nem por ninguém me distraio.
Neste tempo de florescimento
que cura e adoça com mel
não só o momento e o tormento.
A Ponte Hercílio Luz em centenário
ainda não sentiu os nossos passos,
prevejo caminhos sendo traçados.
Sob o Hemisfério Celestial Sul
entre sonhos e embalos cultivados,
coloco todos nas alturas confiados.
Meu amor, você sabe bem
que os pensamentos seus
tomaram conta dos meus,
sem nenhuma censura
e com infinita ternura.
É fato que não tenho
olhos para mais ninguém;
sorrio por sua causa,
sem tempo para trégua,
muito além de maio
e nem um pouco de soslaio.
Aguardo um sinal seu
como quem aguarda um milagre
dos céus em Santa Catarina;
a Alegria-dos-jardins cresceu
e floresceu repleta de poesia.
Não sei quanto tempo
levará para que você seja meu
e para que eu seja tua;
de todo o coração, tens habitado
até na minha prece noturna.
Há beijos...
Há beijos que pronunciam por si sós
a sentença de amor condenatória.
Principalmente aqueles beijos dados
em segredo no coração não têm volta.
Gabriela Mistral, Claudio Estrada,
Rufino Blanco Fombona,
Fortoul-Hurtado e o poeta anônimo
de um poema viral — meus advogados —,
trouxeram à luz que a tua existência é a prova. Venha, porque a hora de amar é agora!
Há beijos que se dão com o olhar,
tantos dei e ainda te dou sem que saibas.
Há beijos que se dão com a memória,
os nossos não acabarão em nada.
Haverão de ser os nossos beijos
o nosso estabelecimento da íntima pátria.
...
Nota: Este poema foi inspirado no famoso "Beijos", erroneamente atribuído a Gabriela Mistral. Invoco Mistral e outros autores como "meus advogados" para denunciar ironicamente essa falsa atribuição. Uma homenagem ao verso que se tornou uma expressão popular de amor.
Tua pele de sal, sol e amor
torna quente e polida,
a minha pele de mármore
na rota da seda para o frenesi.
Carícia que ao desatar
a alta sedução encontre
posição ao se encaixar.
Não, não vou passar,
porque campos em ti
fiz a jura de conquistar;
escalar já é a direção.
Por cada imagem de alta
voltagem sedutora,
sem culpa nenhuma,
manifesto ainda que
silenciosa que em você
fiz nascer a cultura.
Não, não vou parar,
porque tornei-me como
os quatro elementos;
e o impulso incontrolável.
Moram em mim todas
as mulheres brasileiras,
que o seu vício em seduzir
enxergava ser por
costume qualquer uma,
e agora não sabe o que
fazer com tanto amor.
Não, não vai dissipar,
porque em cada curva,
tu haverá de encontrar
o requinte floral de cada
ipê de junho a surpreender,
e selvagem, haverá de querer.
Nasci para ser o seu ponto fora da curva,
por isso elegi cultivar o amor e a delícia.
enquanto há quem opte pela queda livre;
Para preservar o elevado e a real direção,
para que nada distraia do que de fato importa.
Em preparação tenho afinado o coração
como um maestro afina um coral,
para receber com gala a sua existência,
para que haja o espaço para a melodia
da Via Láctea, e na garganta seja mantida.
Para o encontro das nossas polaridades
encontrem os encaixes sob os ipês floridos,
E nada seja maior do que nossas liberdades
com pertencimento, elegância e intensidade.
Da forma mais luxuosa e cheia de serenidade
para ser e desfrutar da tua entrega com os pés
descalços na beira de um rio permitindo sentir
a ternura a tocar até mergulhar e nos submergir.
Poesia precisa de chão
para nascer e crescer;
assim como o amor,
para a gente viver,
precisa da coragem
contida no seu peito.
Sim, eu vi a florada
do manacá entrelaçada
com o Ipê-amarelo,
que tem a sua florada
por mim esperada.
Ciente disso, percebi
que o inverno rigoroso,
aqui em Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí,
que seja deste jeito,
não detém a beleza
por causa do tempo.
Se for para florescer,
sobre nós que seja
o florescer dos manacás.
Que seja do jeito que estás,
com leitura prazerosa,
e doçura sem nenhuma aspas.
