Carta de Saudade

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"Soube que era saudade
quando houve perdão sem ocorrer pecado.
Quando notei que a lua não respeitou o dia.
Quando as asas antecederam o pássaro.
Quando o beijo chegou antes dos lábios.
Quando fiz duas porções para jantar só.
Quando houve dicotomia e minha alma se apresentou sem corpo.
Quando meu corpo sentiu o que meus olhos não enxergaram.
Quando fechei os olhos para enganar o meu cérebro.
Quando vi sua foto e a memória quis encarnar."

Dia da saudade


Lembro de quando era mais novo e nenhuma saudade morava em mim.


A saudade parece ser um diálogo silencioso entre quem ficou e quem segue.


Mia Couto a descreveu como uma tatuagem na alma, afirmando que só nos livraremos dela perdendo um pedaço de nós.


É a palavra que usamos para abraçar quem não está por perto.


Rubem Alves, ao nomeá-la, disse que a saudade é a nossa alma dizendo para onde quer voltar.


Acho que ela é o instante querendo reacontecer.

⁠Sinto saudade da pureza do ar,
Da pureza pela pureza.
Sem cliques.
Do canto despretensioso dos pássaros.
Do toado das crianças que brincam
Sem pretensão de culpa,
Com presunção de inocência.
Do verde dos bosques rutilantes.
Do azul do céu só pelo azul
E nada mais.
Sinto saudade de quem eu era
Antes de escalar o monte dos pensamentos
E ser condicionado a ser o que sou.
Sinto saudade de mim.

Saudade

A ausência —
essa forma delicada do abismo —
habita-me.
Faz falta o que fui
quando me reconhecia em teu corpo.

Nunca imaginei sobreviver ao sem,
mas o sem revelou-se lâmina:
rasgou-me no limite do grito,
no atrito exato do desespero.

Por quê?
Que gesto foi esse
contra um coração ainda intacto,
tão ingênuo quanto fiel,
que já te sabia amor
antes mesmo do início?

A tua falta ecoa.
Ecoa como febre.

Desespero.
Paixão.
Delírio contido.

Imobilizo-me
para não ir atrás de ti,
para não desfazer o pouco
que ainda me sustenta.
O que era tudo
aprendeu a chamar-se nada.

E no centro desse vazio
tento reaprender o hábito de existir,
entre ruínas silenciosas
e consequências que fogem.

Estou morta —
não por ausência de vida,
mas por excesso de perda.

Morta estou.
E não posso
ter-te de volta.

R.Cunha

Um rio...
E quando deixamos a saudade seguir sozinha, há sempre um novo caminho, um rio que leva a nossa imaginação para distâncias incalculáveis, sem medo, vamos virando na próxima curva, lá, as opções são infindáveis, há beiradas onde a sombra ameniza o calor, e a brisa, parece gostar da nossa companhia.
by/erotildes vittoria

BRASIL, ESSA É SUA CARA?
Que saudade daquela terra indígena, onde o maior crime era deixar estragar a proteína, onde os banquetes eram tantos e não se consumia, onde não se tinha rebeldia e nem covardia, não se conhecia letras, mas boas palavras eram seu guia, sem saber, agradeciam a luz do Sol, um Deus que temiam, mas não entendiam o que era a lua que aos poucos se enchia... que bailarina...
E foi em um dia feio, que os barcos desceram dos seus navios, atracaram pela terra com seu covil, ofereceram presentes, compraram aquela gente, na baixa de um rio, e quem sorriu? Pedro? Alvares? Animal? Sem sal o tal, com lanças e flechas matando mais que um _______, isso foi real, nada leal, onde só existia bondade se espalhar o mal no país do Real.
Assim se fez a mistura, de uma raça que se diz nobre, com a raça mais pura, que loucura; e surgiu o surgimento que conhecemos há tanto tempo, nesse pequeno grande país violento, sem sentimento, nem conhecimento, o que era barro e madeira se tornou cimento, com filhos ao relento, tanta abundância e falta alimento, é muita informação e continuará sendo, mas não me rendo para aqueles que não me entendem eu finjo, que até os compreendo, tendo que entender o que é o sofrimento, só lamento.
Brasil, essa é sua cara? Uma ferida que não sara? Internado na UTI, jogado dentro de uma vala?
O que não se resolve na conversa, a violência escala e come bala que nunca para;
Nas redes sociais se pegam muitos pois não se usa mais a vara que corrigia o filho dentro de casa, a rua se torna sua sala, passa tudo para cá, e sua boca cala como se não fosse nada, um país que vive bolado e na 2ª. é sua ressaca, muitos morrem por falta de dinheiro, pois por dinheiro se matam, e criam asa se consumindo em fogo que arde em brasas, não se esqueça que na subida e descida se usa a mesma escada, que palhaçada.
Brasil, vamos mudar de casa em que momento?
Pare de usar máscaras e maquiagem desde seu surgimento
É hora de realmente fazer o desenvolvimento, um país tão rico de conhecimentos, onde se aprende com uma mula e um jumento, que tudo é questão de cada um descobrir o seu talento, junto do próprio sustento, enquanto alguns param eu continuo em movimento, quero ver meu país gigante, crescendo, dividir tudo o que tenho mesmo não tendo, se luto, brigo, vou pra cima, é porque sou de carne e carne tem sentimento, não quero abaixar seu salário, mas quero um aumento, para que a fome não seja um tormento, para os que fingem não ver eu estar te vendo, se quiser me ouvir fique aí, vou continuar lendo, escrevendo, para os que creem em uma vida melhor, eu peço continuem crendo, vivendo, sendo, para mudar essa cara de um Brasil violento!

Tem pessoas que nem conhecemos pessoalmente e quando se vão deixam tanta SAUDADE!!!!!!! Não...não trata - se somente de idealização, simpatia...São pessoas que têm a alma no olhar...exposta, aquelas que mais parecem LUZ, ANJOS...e que de alguma forma gostaríamos de ter conosco ainda.

................................Flávia Abib

Meu guia





Metade de um todo é amor e a outra metade é saudade desse mesmo amor,

quebrado por dentro e raso demais por fora para entender os dias que ficam e os que vão,

qual a mágica para transformar uma dor no coração em sorrisos?

o pior foi receber o teu último beijo sem saber que era um adeus,

tenho a impressão que estou morando dentro de uma câmara fria e invisível,

o meu guia é a reciprocidade, um dia espero vencer esse oceano.

Puro encantamento






Pensar em você dói,


a saudade chega a causar desequilíbrio,


na consciência a conexão é presente e os sentidos se comportam de maneira extraordinária,


nas orações os motivos são meros detalhes, já os pedidos são muito sensíveis,


num instante uma pausa para o vazio, no momento seguinte uma ininterrupta viagem sobre nós,


entre sonhos e medos e entre planos e desejos, uma voz no ego é ouvida, logo um abraço protetor é sentido,


então, arrebatado pelos sentimentos anciões sou levado aos sorrisos e perfumes daquela encantadora borboleta rabo de dragão e ali me perco nos labirintos do seu doce encantamento.

Conexão que arde


Tentar esquecer uma conexão que arde é a mesma coisa que cutucar a saudade com a distância,


Um coração casca grossa é sensível a insistência do retorno, porque as ideias opostas não se separam com tanta facilidade,


Através do choro as noticias chegam sobre você e elas deixam marcas nas lembranças, então começo a montar o quebra-cabeça na linguagem do amor que apenas nós dois conhecemos,


E independente do que os meus olhos veem como arte o meu coração está preparando em silêncio na certeza do que nunca deveria ter acabado.

Saudade do que foi vivido


Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.

San Telmo


Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.

Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.

Conjugando-nos

Que a nossa amizade
Nunca seja pretérito
E que toda a saudade
Se dissipe com abraços.

Que a nossa verdade
Nunca seja única e absoluta
Que refletir e repensar as ações e as falas
Sejam os nossos verbos prediletos.

Que o verbo amar
Seja conjugado com reciprocidade
E que quando não estivermos mais aqui
Que a nossa poesia permaneça.

Edson Luiz ELO
Outubro de 2016

Lágrimas por Nós

Que saudade de tudo o que não fomos, pai…
É tão duro conviver sabendo que sou tão parecida com você,
e que nunca tive a chance de te conhecer.

Que saudade do amor que ficou apenas em silêncio,
da relação que jamais tivemos,
das conversas que nunca aconteceram,
dos abraços que jamais senti.

Quantas lágrimas caíram no chão,
e quantas ainda carregarei comigo,
por aquilo que poderia ter sido e nunca foi.

O PÊNDULO DA SAUDADE
De: Carlos Silva

Eu sinto o cheiro da saudade permear-me o juízo, sinto o toque da vontade pulsante em meu coração, mendigando um segundo do teu olhar, feito faíscas elevadas das brasas que estalam e aquecem o ar.
Lanço-me nas covas solitárias dos escombros mais remotos, para fugir do tanto que em te penso. Meu pensamento vaga feito pendulo de relógio de parede cuja função é ir e vir, ir e vir em ritmado e preguiçoso compasso que só serve para avançar o tempo que não mais terá tempo de voltar.
Preso estou na ampulheta do passado, escorregando para outro espaço até que possa completar o ciclo e ser retornado à posição repetitiva do marcar um precioso tempo. Passo e compasso, espera que se confunde com a demora e isso só aumenta a saudade imposta pelo sentir que pulsa do coração como se fosse o pêndulo do relógio que insiste em bater no ritmado de um saudoso coração.

sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar

quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava

por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar

que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar

Ano novo, vida nova…
mas, a saudade e a tristeza, continuam as mesmas.
O tempo muda o calendário, não o vazio que ficou.
Meu pai segue presente em cada lembrança,
em cada silêncio, que dói mais forte.
A vida até tenta recomeçar,
mas o coração aprende apenas a seguir,
carregando o amor e a saudade juntos.

Na Saudade 🥰🥰🥰
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides
Se a pena hesita, é porque a dor é vasta. Tia Ana, sinônimo de resistência.
A memória de Ana é como um sol que se esconde ao anoitecer, mas que nasce novamente ao amanhecer. E como uma folha que cai, sem dó, no outono, assim é a saudade de Ana. Assim a vida, sem aviso, a levou de mim.
Não busco o riso fácil nem a vã alegria, mas como dói a saudade de Ana! E a sombra serena que em ti repousava... ai, como dói a saudade de Ana.
Na teia do tempo, que tudo esfria, tua imagem, tia amada, ainda me abraça. Como dói a partida de Ana! Resta o silêncio onde a voz outrora soava e a certeza: por mais que o peito se consuma, como dói não ouvir tua voz, tia Ana.
A essência que em ti, querida, habitava, é luz que no meu peito ainda perfuma. Como dói não sentir mais a essência de Ana.

Hoje acordei com o coração mais sensível, envolto em uma doce nostalgia.


Senti saudade do tempo em que eu despertava cedo não por obrigação, mas por desejo — para relaxar, correr em direção ao mar ou à cachoeira e ser a primeira a chegar.


Saudade de tomar meu café ouvindo o som das águas, sentindo o vento tocar o rosto e deixando que a natureza me abraçasse em silêncio.


Saudade da companhia leve, das conversas soltas, dos risos fáceis…
Saudade de uma felicidade simples, inteira e verdadeira.