Carta de Deus
Só os tolos acreditam sentir a presença de Deus nas orações contaminadas pelo Discurso de Ódio.
Há orações que sobem como súplica, e há discursos que apenas ecoam ressentimento.
Quando a palavra se veste de fé, mas carrega ódio no tom, ela deixa de ser ponte e vira muro.
Deus não habita a violência disfarçada de devoção, nem se manifesta onde a dignidade do outro é negada em nome de uma verdade supostamente sagrada.
Porque a verdadeira oração não nasce da garganta — nasce do coração.
E um coração mal-acostumado a odiar, perde, pouco a pouco, a capacidade de reconhecer o Sagrado.
Os tolos acreditam sentir a presença de Deus em orações contaminadas pelo discurso de ódio, porque confundem barulho com transcendência e fervor com virtude.
A fé que agride não ora: acusa.
Não intercede: sentencia.
E não busca comunhão: exige submissão.
Não adianta fechar os olhos para rezar, mas permanecer de olhos bem abertos para ferir.
Nem juntar as mãos para orar, mas usá-las para apontar, excluir e atacar.
E, ainda assim, acreditam que Deus habita nessas palavras envenenadas, como se o Altíssimo fosse cúmplice das baixarias humanas.
Usam a mesma boca para abençoar e amaldiçoar, e mesmo assim esperam ser ouvidos.
Mas não é Deus quem os escuta — é apenas o eco da própria intolerância, devolvendo-lhes a agridoce ilusão de santidade.
A oração que não transforma o coração de quem a faz, dificilmente tocará o céu.
Pois onde Deus se faz presente, há silêncio que educa, compaixão que desarma e uma inquietação ética que impede o ódio de se ajoelhar como se fosse fé.
Porque onde o ódio se instala, a presença divina se ausenta.
E onde a oração é usada como arma, o céu não responde — se cala.
Ai dos que se atrevem a usar o Soberano nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover.
Pedirão e não receberão, buscarão e não encontrarão, pois dos céus nenhum sinal lhes será dado.
Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.
Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.
Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.
Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.
Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.
Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.
A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.
Ainda assim, ninguém é privado da voz.
Não como punição, não como castigo…
A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.
Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.
O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.
Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.
Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.
A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.
E onde há dúvida, ainda há humanidade.
No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.
Os que usam o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover, fatalmente atiram para todos os lados.
Assim abraçam as almas carentes — Católicas e Evangélicas — numa braçada só.
Os que usam o nome de Deus como escudo e vitrine ao mesmo tempo, muito raramente, suportam o silêncio da própria consciência.
Escondem-se atrás do sagrado para não serem questionados, e se promovem com o que deveria ser íntimo, reverente e transformador.
Atiram para todos os lados, porque o alvo nunca é a verdade — é a visibilidade.
E, nessa chuva de palavras “ungidas”, acabam abraçando numa única braçada as almas carentes, sejam católicas ou evangélicas, não para acolhê-las, mas para capitalizar suas dores, medos e esperanças.
A fé, que deveria ser caminho de libertação, vira instrumento de influência.
O púlpito se confunde com palanque.
O testemunho vira marketing.
E o nome de Deus, que deveria ser pronunciado com temor e responsabilidade, passa a ser usado como selo de autoridade incontestável.
Almas carentes não precisam de donos espirituais; precisam de cuidado verdadeiro.
Não precisam de quem grite mais alto em nome do céu, mas de quem viva o que prega na terra.
Porque Deus não precisa de assessores de imprensa, nem de promotores apaixonados — precisa de corações íntegros.
Quando o sagrado vira estratégia, perde-se a essência.
E quem transforma fé em ferramenta de autopromoção talvez conquiste seguidores apaixonados, mas dificilmente constrói discípulos.
Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.
Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.
Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.
Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.
Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.
O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.
Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.
E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.
O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.
Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.
Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.
Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…
Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.
Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.
Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.
No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.
Se Deus abominasse os Pecadores e não o Pecado, certamente não haveria Arrependimento passível de Perdão.
Pode parecer uma inversão sutil, mas profunda o bastante para revelar o quanto a esperança humana estaria condenada desde o princípio.
Se o erro definisse o ser, e não apenas o seu agir, então cada falha seria uma sentença definitiva, cada queda um veredito irreversível.
Não haveria espaço para recomeços, nem sentido em reconhecer a própria culpa, pois o arrependimento não encontraria eco — apenas rejeição.
Mas há algo de profundamente restaurador na ideia de que o pecado é reprovado, não o pecador.
Isso separa o erro da essência, a falha da identidade.
Permite que o ser humano, mesmo em sua imperfeição, não seja reduzido ao pior de si.
É essa distinção que sustenta a possibilidade de transformação — não como um apagamento do passado, mas como um ressignificar do presente.
Arrepender-se, então, deixa de ser um ato de desespero e passa a ser um movimento de retorno.
Um reconhecimento de que, apesar das escolhas equivocadas, ainda há um caminho de volta.
E que — o Céu é uma escolha possível!
E o perdão, longe de ser uma absolvição barata, torna-se um convite à mudança genuína, à reconstrução interior.
Talvez o maior perigo esteja justamente em fazer o oposto: quando nós, humanos, passamos a condenar, a desumanizar pessoas em vez de atitudes.
Quando rotulamos, descartamos e definimos o outro por seus erros, nos colocamos na contramão daquilo que dizemos acreditar.
Criamos um mundo onde ninguém pode mudar, porque ninguém é visto além da própria falha.
No fim, a possibilidade do Perdão não revela apenas algo sobre o Divino, mas expõe também um desafio profundamente humano: aprender a olhar para si e para o outro com a mesma medida de Misericórdia que tanto desejamos receber.
Depois que meus pais se foram, já aconteceu tanta coisa que me oportunizou louvar a Deus pela partida deles…
O mundo se abarrotar de santos se apoderando da verdade é uma delas.
Gente que não viveu o silêncio das perdas profundas, mas que fala como se tivesse atravessado todos os desertos da alma.
Há uma pressa em se declarar dono da razão, como se a dor não ensinasse justamente o contrário: que quase nada nos pertence, nem mesmo nossas certezas.
Quando meus pais partiram, eu imaginei que o vazio seria definitivo.
Que a ausência deles abriria um buraco impossível de contornar.
Mas o tempo — esse mestre paciente e muitas vezes incompreendido — começou a revelar algo incômodo e, ao mesmo tempo, libertador: a vida não pede permissão para seguir.
Ela continua, com ou sem a nossa concordância.
E é nesse seguir que a gente aprende.
Aprende que o amor não termina com a morte, apenas muda de forma.
Aprende que a saudade não é um peso a ser descartado, mas uma presença que nos molda.
Aprende, sobretudo, que a verdade não grita — ela sussurra, quase sempre nos momentos em que estamos mais vulneráveis.
Talvez por isso me cause estranheza ver tantas vozes cheias de convicção, tão seguras de si, tão rápidas em julgar, tão prontas para ensinar.
Porque quem já perdeu muito sabe: a vida não é um palco para certezas absolutas, mas um caminho de constantes revisões.
Hoje, ao olhar para trás, eu percebo que a partida dos meus pais me arrancou ilusões que talvez eu nunca tivesse coragem de abandonar sozinho.
E, paradoxalmente, foi nesse arrancar que encontrei uma forma mais honesta de fé — menos barulhenta, menos exibida, mais íntima.
Louvar a Deus, então, deixou de ser apenas agradecer pelo que eu compreendo.
Passou a ser também confiar no que eu jamais entenderei por completo.
E talvez seja isso que falte a esse mundo cheio de “donos da verdade”: a experiência de reconhecer que há perdas que não se explicam, apenas se atravessam — e que, ao atravessá-las, a gente não sai maior nem menor, sai mais humano.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus — invocá-Lo publicamente, em breve, causará mais Dúvida que Devoção.
Quando o Sagrado vira instrumento, ele deixa de elevar e passa a encobrir.
Palavras que deveriam consolar, orientar e transformar, tornam-se escudos retóricos, usados para blindar interesses ocultos, justificar excessos e maquiar as más intenções.
Não é a fé que se esvazia por si só — é o uso indevido dela que corrói sua credibilidade diante dos olhos atentos e, sobretudo, dos decepcionados.
A repetição desse gesto — invocar Deus em vão, em discursos vazios de prática — cria um ruído muito perigoso: quanto mais se fala em nome d’Ele, menos se percebe Sua presença nas atitudes.
E então nasce a dúvida…
Não a dúvida honesta, que busca compreender, mas a desconfiança cansada, aquela que já não acredita.
A fé, que deveria ser ponte, passa a parecer palco.
E quem assiste, pouco a pouco, se afasta.
E se continuarmos dando palco aos que usam o nome d’Ele e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados por um fenômeno ainda mais grave: transformar o Livro mais lido e menos vivido no mais evitado do mundo.
Porque não há nada mais contraditório do que uma mensagem de amor sendo transmitida por atitudes de vaidade, exclusão ou manipulação.
A incoerência não apenas enfraquece o discurso — ela o invalida.
E quando isso se repete o suficiente, o problema deixa de ser quem distorce e passa a ser também quem assiste, aplaude ou silencia.
Talvez o maior risco não seja a perda da fé, mas a banalização dela.
Quando tudo se diz em nome de Deus, nada mais parece vir verdadeiramente d’Ele.
E nesse excesso de vozes, a essência — silenciosa, exigente, transformadora — vai sendo soterrada.
Resgatar o sentido do sagrado talvez exija menos declarações públicas e mais coerência privada.
Menos exposição, mais vivência.
Porque a fé que resiste não é a que se impõe em vozes estridentes, mas a que se revela, discretamente, naquilo que se faz quando ninguém está olhando.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus para se esconder, aparecer e promover, muito em breve os Religiosos e Cidadãos de bem nos cobrarão muito mais cuidado do que os Criminosos Assumidos.
Porque o criminoso assumido, ao menos, costuma carregar consigo a honestidade brutal da própria escolha.
Não tenta se vestir de virtude enquanto negocia a dignidade alheia.
Nem sobe em púlpitos para transformar crueldade em moralidade, nem tampouco usa discursos de fé para anestesiar consciências e justificar violências.
O problema mais perigoso da hipocrisia nunca foi apenas mentir.
Foi transformar a mentira em instrumento de autoridade.
Quando alguém usa o nome de Deus para lucrar, manipular, perseguir, humilhar ou destruir reputações, não está apenas cometendo um erro individual.
Está contaminando símbolos coletivos de confiança.
Está fazendo com que pessoas honestas passem a ser recebidas com desconfiança antes mesmo de abrirem a boca.
E esse talvez seja um dos danos mais profundos da má-fé travestida de moralidade: ela sequestra a credibilidade de quem vive sua fé de forma sincera, silenciosa e ética.
A sociedade aprendeu a identificar muitos criminosos pelos seus atos.
O desafio contemporâneo é perceber aqueles que aprenderam a performar bondade enquanto praticam violência social, emocional, política ou até espiritual.
Porque existe algo particularmente muito perigoso em quem faz o mal convencido — ou tentando convencer — de que está defendendo o bem.
E então nasce um paradoxo duro demais: pessoas comuns começam a baixar a guarda diante de criminosos assumidos, mas elevam suas defesas diante daqueles que se apresentam como “cidadãos de bem”.
Não porque a Fé, a Religião ou os Valores Morais sejam problemas, mas porque parte dos que os utilizam transformou essas bandeiras em esconderijos convenientes para interesses pessoais.
No fim, talvez a crise não seja de religião, nem de moralidade.
Talvez seja de coerência.
Porque o mundo nunca precisou de gente perfeita pregando superioridade.
Precisou — e ainda precisa — de pessoas decentes o suficiente para não usar Deus como álibi para aquilo que jamais teriam coragem de assumir sem Ele.
No meio polarizado quem se enverniza de moral para usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover consegue vender até a chave do céu.
Em tempos de paixões acirradas, a aparência de virtude muitas vezes vale mais do que a própria virtude.
Não são poucos os que descobriram que vestir a linguagem da fé, da moralidade e das boas intenções pode ser uma estratégia poderosa para conquistar seguidores, blindar críticas e ampliar influência.
Quando a polarização domina o ambiente, o julgamento sereno costuma ser substituído pela identificação emocional.
Nesse cenário pervertido, basta que alguém se apresente como defensor dos “bons” contra os “maus” para que muitos deixem de avaliar suas ações e passem a consumir fervorosamente suas narrativas.
A coerência perde espaço para o espetáculo, e a devoção à verdade é frequentemente trocada pela devoção à personalidade.
O problema não está na fé, nem na espiritualidade, muito menos em Deus.
O problema surge quando o sagrado é transformado em ferramenta de marketing pessoal, escudo contra questionamentos ou palanque para ambições humanas.
Afinal, quem utiliza o nome de Deus para servir ao próprio ego não está elevando a fé; está instrumentalizando aquilo que deveria inspirar humildade.
A história repetidamente nos mostra que os maiores abusos raramente se apresentam como abusos.
Eles costumam chegar embalados em discursos nobres, promessas redentoras e certezas absolutas.
Por isso, a prudência recomenda observar menos os slogans e mais os comportamentos; menos as declarações de pureza e mais os frutos produzidos.
Talvez uma das formas mais maduras de preservar a própria consciência seja desconfiar daqueles que fazem questão de anunciar constantemente a sua superioridade moral.
A verdadeira integridade não precisa de holofotes permanentes, nem de certificados públicos de santidade.
Ela se revela silenciosamente na coerência entre palavras e atitudes.
No fim, quem aprende a distinguir fé de propaganda, convicção de fanatismo e espiritualidade de autopromoção torna-se menos vulnerável aos vendedores de certezas.
Porque, no mercado das paixões humanas, sempre haverá alguém tentando vender até a chave do céu.
Mas a sabedoria começa quando percebemos que aquilo que tem valor espiritual genuíno jamais pode ser transformado em mercadoria.
Se continuarmos dando palco aos que usam o nome de Deus e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados pelo livro mais lido e menos vivido se tornar o mais evitado no mundo.
A Bíblia nunca precisou de marketing para ser relevante.
Ela sempre precisou de pessoas dispostas a vivê-la.
O problema não está na Palavra, mas na incoerência de quem a utiliza como escudo para os próprios interesses.
Quando a fé vira espetáculo, o púlpito vira palco.
Quando o Evangelho é usado para alimentar egos, conquistar seguidores ou proteger reputações, Cristo deixa de ser o centro e passa a ser apenas um pretexto.
E cada escândalo, cada manipulação e cada demonstração de religiosidade vazia afastam pessoas que, muitas vezes, nunca rejeitaram Jesus — apenas se decepcionaram com aqueles que diziam representá-Lo.
O maior testemunho da Igreja nunca foi sua influência, seu tamanho ou seu poder, mas sua capacidade de amar, servir e viver aquilo que anuncia.
O mundo não precisa de mais discursos inflamados; precisa de vidas que reflitam o caráter de Cristo.
Talvez seja hora de pararmos de aplaudir personalidades e voltarmos a seguir o Mestre.
Deixarmos de defender homens e começarmos a defender a verdade.
De entendermos que o Reino de Deus não cresce pela fama de seus pregadores, mas pela fidelidade de seus discípulos.
Que a nossa preocupação não seja preservar imagens, mas preservar o Evangelho.
Porque a Palavra de Deus continuará sendo perfeita.
A pergunta é: quando as pessoas olharem para nós, elas terão vontade de conhecê-la ou motivos para evitá-la?
Só
se acostuma com o Deserto
quem não tem sede de Deus.
Há Desertos que não foram feitos para nos destruir, mas para nos revelar…
Lugares de silêncio, de espera, de ausência de respostas, onde tudo aquilo que antes parecia suficiente perde o sentido.
No Deserto, descobrimos que não é a falta de coisas que mais dói — é a falta de Direção, de Esperança, de Presença.
E, pasmem, talvez seja justamente por isso que algumas pessoas se acostumam com o Deserto.
Acostumam-se com a aridez da alma, com a distância de Deus, com orações que deixaram de ser sinceras e com uma fé que se tornou apenas hábito.
Aprendem a sobreviver onde deveriam estar clamando por água.
Adaptam-se à ausência quando deveriam sentir saudade da Presença.
Só se acostuma com o Deserto os que não têm sede de Deus.
Quem tem sede não consegue fazer morada na escassez.
Quem ainda deseja Deus não se conforma com uma vida espiritualmente seca.
Pode até cansar, pode até chorar, pode até atravessar noites longas sem compreender os caminhos do Senhor, mas continua buscando.
Porque quem tem sede de Deus não procura apenas o fim do Deserto — procura a Fonte.
Talvez o seu Deserto não seja um castigo.
Talvez seja o lugar onde Deus está arrancando de você a dependência de tudo aquilo que não pode saciar sua alma.
Talvez o silêncio esteja ensinando você a ouvir.
Talvez a espera esteja fortalecendo sua confiança.
Talvez a escassez esteja mostrando que algumas coisas que você chamava de necessidade eram apenas distrações.
O perigo não está apenas em passar pelo deserto.
O verdadeiro perigo é perder a sede enquanto ainda estamos nele.
Que Deus nos livre do conformismo de chegar ao ponto de chamar de normal aquilo que um dia nos fez clamar por socorro.
Que Ele preserve em nós uma sede santa, uma inquietação que não permita que nos acomodemos longe da Sua presença.
Porque o coração que ainda tem sede continua procurando.
E quem continua procurando Deus pode até atravessar o Deserto, mas não permanecerá nele para sempre.
A sede pode ser muito dolorosa, mas também é prova de que a alma ainda sabe onde está a Fonte.
No topo de sua torre de ilusão,o soberbo dita a sua lei: A Deus pertence todo o perdão.Dos homens nada esperarei.
Isola a graça num altar distante, para esquecer o chão que pisa,
E segue nos degraus da arrogância, rumo a perdição, sem ver a dor que o munda avisa, mas no vale onde a vida brota pura, o humilde dobra o seu joelho ao chão.
O humilde sabe que Deus e a criatura se encontram de mãos dadas diante do perdão. Não há caminho que ao céu conduza se o laço com o irmão está rompido; A alma que ao abraço se recusa não acha o rumo do amor divino.
A salvação não vive no isolamento,
Nem em palavras de um trono vão.
Ela é o fruto e o complemento de quem acolhe e estende a mão.
Perdão do Alto, perdão da terra, unidos num só ato de amor:
Só quando a alma desfaz a guerra, se cura o homem e se alegra o Criador.
Que, a cada dia permitido por Deus, possamos ser pessoas melhores, evoluídas e dispostas a fazer valer a pena a nossa estadia na terra.
É tolice viver de intrigas, confusões, disputas negativas, guerra de quem está "certo" ou de quem está "errado". Vamos emanar coisas boas, promover a paz e aprender a viver sem perder tempo.
Salmo da Libertação e da Luz Divina
Senhor, meu Deus e Pai celestial,
No silêncio da minha alma, ergo a Ti a minha voz e entrego o meu ser por inteiro.
Quando me ponho em Tua presença com fé inabalável, sinto o Teu poder agir no mais profundo do meu corpo e do meu espírito.
Senhor, cada respiração profunda, cada sopro e cada bocejo que me acomete enquanto oro,
São testemunhos vivos do Teu amor que limpa, da Tua luz que purifica e da Tua mão que desfaz todo o fardo pesado.
É a Tua energia divina transmutando o cansaço em força, as sombras em luz e a tensão na mais pura paz.
Tu és a minha fortaleza e a minha rocha.
Quando a minha fé vibra alto em Teu nome, o Teu Espírito Santo circula em mim,
Desbloqueando todo o meu ser, renovando as minhas energias e abrindo os meus caminhos.
Sinto as cargas densas se esvaírem e o meu espírito se elevar para mais perto de Ti.
Eu Te agradeço, Pai, pela graça da Tua presença refrescante e libertadora.
Agradeço por ouvir a minha prece, por renovar o meu vigor e por guiar cada um dos meus passos com proteção e vitória.
A Ti dedico toda a minha devoção, toda a minha convicção e o meu louvor, hoje e para sempre.
Amém!
▪︎ Salmo da minha semente.
Contra atitudes MALDOSAS OCULTAS, a pessoa pode não ver/perceber mas Deus sim!
" Pois dá ao seu companheiro vinho misturado com Drogas! Ele fica bêbado, tira a roupa, e todos o vêem nu. E você que vai perder a sua honra e ficar coberto de vergonha. Pois o SENHOR vai fazer você beber do copo da sua IRA, e você TAMBÉM ficará bêbado. Em vez de receber homenagens, você SERÁ humilhado." Habacuque 2:15,16.
* Bêbado=Enganado
Ensinamentos do livro de Habacuque:
Eles não adoram outro deus, senão a sua própria força. 1:11
Senhor, como podes tolerar esses traidores, essa gente má? Esses malvados matam pessoas que são MELHORES que eles?
Ainda não chegou o tempo certo, porém ela se cumprirá sem falta, espere, ainda que demore, pois a visão virá no momento exato. 1:11,13.
Eles vinham orgulhosos, querendo nos destruir como quem mata um pobre em segredo. Vou esperar tranquilo, o dia em que Deus castigará aqueles que nos atacam. 2:3.
Contra atitudes MALDOSAS OCULTAS,.Deus vê.
Pois dá ao seu companheiro vinho misturado com Drogas, ele fica bêbado, tira a roupa e todos o vêem nu. É você que vai perder a sua honra e ficar coberto de vergonha. Pois o senhor vai fazer você beber do copo de sua IRA e você também ficará bêbado. Em vez de receber homenagens, você será HUMILHADO *bêbado=enganado
2:15,16.
Aí de vocês que ficam ricos pegando coisas que não lhes pertencem. Aí de você que encheu a sua casa com o que roubou dos outros. Construiu sobre um alicerce de crimes e injustiças. Todo o trabalho forçado que você conquistou não adiantará nada, tudo será destruído pelo fogo. Foi o Senhor todo-poderoso quem fez isso. 2:6,9,12,13.
Você destruiu as árvores e agora será destruído; você matou os animais e agora vai ficar com medo deles. Isso acontecerá por causa dos crimes, violências que você cometeu. 2:17.
Às vezes acontecem umas coisas que é impossível falar que Deus não existe... Ouvir de uma pessoa: É sorte!
Só me faz entender que o coração de quem falou está duro e fechado. Onde o orgulho reina Deus não entra.
Nesse fato acontecido minutos atrás posso afirmar que Não foi sorte nem coincidência, algumas coisas são impossíveis de acontecer no momento solicitado e como prova faz acontecer. Não para provar nada, pois nem precisa, mas pq É.
Deus.nos surpreendi.
Deixe o orgulho e obedeça.
Que coisa ... Em devocional com Deus você reclama de algo e Ele do nada fala: ✨Vai e faz isso!
Aí vc fala: Senhor, não tem lógica, qual o sentido disso?
Ele somente fala: ✨Vai e faz!
Eu querendo uma resposta "satisfatória" explicativa...
Deus não precisa explicar absolutamente nada, só Dele falar/responder já temos que O Agradecer E muito, simples assim.
Ok Amém, Senhor.
22.05.2026
"Se você acreditar eu vou lá e faço." (Deus)
Sinais...Eu já entendi.
A frase "aleatória" além de ser uma resposta Dele é para ser colocada em um lugar específico e assim eu o farei.
O pedido de todos os dias deve ser: Me dê Sabedoria e Entendimento, me dê o dom da interpretação.
*Devocional 25/05/2026*
🌿 *Nem toda demora significa que Deus disse “não”*
Às vezes a espera faz a gente pensar que Deus esqueceu das promessas ou ignorou nossas orações. Mas muitas vezes o atraso não é rejeição — é preparação.
Deus conhece o tempo certo das coisas. Existem bênçãos que precisam chegar quando seu coração estiver preparado para viver aquilo sem se perder no caminho.
📖 *Versículo*:
“Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)
📝 *Atividade prática*:
Pense em algo que você tem esperado há muito tempo. Ao invés de perguntar “quando?”, pergunte:
“O que Deus quer trabalhar em mim durante essa espera?” by jardim secreto
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