Caos

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O caos dentro do outro não é teu inimigo — é o reflexo de uma luta que não te pertence.

Belíssimo é o caos, pois, sem ele, eu não haveria de saber o que é o clímax.

A esperança é a respiração da alma.
Mesmo no caos, ela acende pequenas luzes.
Não é ilusão — é direção.
A alma que espera, cria caminhos.
Desistir é morrer antes do tempo.
Persistir é florescer no impossível.

É do caos que saem as melhores combinações.

⁠Depois de tanto lutar, decidi abraçar o caos que há dentro de mim...A tempestade pode ser bela, se não tivermos medo dela.

O Odor do Caos

Era fim de tarde na rua Cecília.
Catorze homens jogavam futebol no campo de terra, rindo alto, enquanto a poeira dourada do sol cobria tudo.

De repente, um carro vermelho parou ao lado do campo.
Dele desceu uma moça de cabelos longos e olhos flamejantes.
Com voz calma, pediu ajuda para trocar o pneu furado.

Por um instante, o jogo cessou.
Os homens se entreolharam, silenciosos, mas quem se aproximou foi Jorge — um homem negro, alto, de cabelos compridos.

Quando ele a viu, algo dentro dele se rompeu.
Como se uma voz antiga, enterrada na carne, despertasse.
Um instinto primitivo, misto de medo e desejo, ascendeu nele como febre.
E então ele começou a falar — palavras duras, quase blasfemas —
profecias nascidas do fundo escuro de si mesmo.
Falava como se fosse um mensageiro de algo maior,
exigindo que ela se rendesse,
que aceitasse uma submissão absurda, quase sagrada.

A tensão cresceu no ar.
Os outros observavam, sem saber se assistiam à loucura ou à revelação.

Então, Mariana — amiga de Jorge, que estava próxima — decidiu agir.
Sem dizer uma palavra, correu até o cercado onde sete cachorros estavam presos e abriu o portão.
Os animais dispararam, excitados e famintos, e avançaram com fúria.
O caos começou.

Gritos se misturaram ao barulho do metal e ao som seco dos corpos caindo.
Os cães devoravam carne e poeira, enquanto um cheiro espesso se erguia no ar — o cheiro do sangue.

Era o odor do caos.
Algo antigo e primitivo havia despertado.
Um motim — uma fúria coletiva, selvagem — tomava conta de todos.

Ninguém compreendia o que estava acontecendo,
mas todos, de alguma forma,
queriam um pedaço.

A Casa de Jorge

Uma catarse bem feita era um caos anunciado,
na casa de Jorge, tudo era sagrado e profano, misturado.
Quando deixava a filha ir ao centro espírita, em paz,
perguntava-se em vão por que sua fé nunca mais.

Falava baixo, num tom de ironia e desvelo:
— Minhas crenças têm rosto, mas não têm espelho.
Covardes são deuses com forma e razão,
que pedem joelhos, mas negam o pão.

Virou-se à esposa e, num riso cansado,
disse: — Rosas e borboletas são belos pecados.
Mas de nada adianta beleza na pele,
se a fome é o que fere e o tempo repele.

A TV seguia o jornal — tragédia e ruído.
Jorge apenas via o mundo perdido.
Foi então que a filha, pela porta direita, entrou,
e o silêncio da casa, de leve, mudou.

Contou-lhe cinco amores, cinco quedas, cinco vias,
e cada história acendeu antigas nostalgias.
Por um instante, pai e filha se olharam contentes,
como se o tempo, cansado, parasse entre gentes.

Mas o tempo não cessa, é cruel e atento.
Trouxe com ele um último contratempo:
um estalo no gás, um sopro, um ardor,
e o fogo tomou o lugar do amor.

Explodiu o botijão, queimando os momentos,
os risos contidos, os sentimentos.
Restou o ar seco, o chão em ruína,
e a fé consumida na própria fuligem fina.

Assim, a catarse se fez, por inteiro,
limpando a dor, mas num fogo traiçoeiro.
E na casa de Jorge, entre cinza e verdade,
ardeu o milagre da humanidade.

Luccas Perottoni

Você percebe que está mudando quando a vida está um caos e você junta seus cacos e vai dormir pensando: Amanhã é um novo dia.

Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
Faz uma loucura por mim.
Decifra-me, me lê nas entrelinhas,
descobre o que me acende,
decora meus silêncios e meus gestos,
e depois — me surpreende.
Não quero promessas, quero arrepio.
Não quero certezas, quero desejo.
Sou o mistério que te desafia,
a calmaria antes do incêndio.
Se tiver coragem… me desvenda.

Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
e se quiser me alcançar,
faz uma loucura por mim.

Vinte de agosto, em meio aos tantos desgostos literais do caos monetário que sofremos nós, adulterados/adultizados.

GRANDES TRANSFORMAÇÕES EMERGEM DO CAOS


"É no caos que as sementes da mudança germinam. Toda grande transformação começa quando a antiga ordem já não faz sentido, e o novo ainda não tem forma"

O número Pi mostra o caos e a beleza do número de Fibonacci numa sequência de números.

Às vezes, é no silêncio do caos que uma nova versão de nós desperta. Não é que você tenha mudado você finalmente se encontrou. Uma nova personalidade não nasce para agradar, mas pra libertar⁠

Oceano de Fúria

Vastidão dos Mares
Caos de Maresias
Fúrias dos Oceanos
Ventos do Norte
Pulsar ardente
Navegar da sensações
Aventuras das Profundezas dos Continentes.

Devemos dominar o caos de trilhões de sinopses para alcançar a lógica e o arco dramático de uma história.

⁠É no caos que encontramos tantas saudades dessas coisas que acontecem por causas vencidas.
Um jardim sem flores é inverno, porém necessário vivê-lo em silêncio ou não.
- cvsmailart.'. -

Ainda que o caos se espalhe e milhares caiam ao meu redor, eu permaneço de pé, guardado pelas mãos invisíveis do Todo-Poderoso.

Quando o passado se apaga e o presente te recebe, o que resta é o vazio moldado pelo caos, e um destino que se oculta em seus próprios enigmas.
O passado, que se curvou ao tempo e era presente, cheio de idas e vindas, esvaiu-se como cinzas. E as cinzas voaram, encontrando o vento, que naquele momento era um futuro sussurrante, sem saber se traria palavras de verdades carrascas, cruéis e indecifráveis, ou presentes e bênçãos do imperador imprevisível, ditador e amargo: o tempo.
Ellen De 🌷

Um imenso caos me habita,

a inquietação devora,

quer destruir tudo,

rasgar os alicerces,

na esperança cega

de encontrar um amanhã melhor.



Mas como colher o novo,

se nem o presente sei tocar?

Se nem o que tenho

consigo verdadeiramente habitar?



Sou ruína e busca,

sou fome e vazio,

sou o impulso de quebrar o mundo

sem saber como reconstruí-lo