Caminhos
Conduze-me pelos Teus caminhos, pois são perfeitos.
Leva-me às Tuas moradas, pois são perfeitas.
Usa-me, Senhor, como instrumento em Tuas mãos.
Dá-me o sentido que busco para a minha vida.
Que haja nobreza em meus planos,
que eu prospere para então servir.
Aba, Pai! Eis-me aqui.
O amor existe e nascemos com ele, mas no meio dos caminhos da vida, alguns aprisionam-o em seu peito. Lembrem sempre que tudo que é bom, é para estar livre.
Todas as coisas nos fazem criar caminhos mentais intermináveis que não contribuem em nada para nossa vida.
Espinhos do caminho
Ao passar pelos meus caminhos
Haviam muitos espinhos
Machucavam, arranhavam os espinhos de meus caminhos.
Prossegui firme e forte transpondo as dificuldades ao longo dos meus caminhos.
E tanto lutei pra atravessar os espinhos.
Que a mais linda rosa surgiu após os espinhos.
R.Guilherme
Antes de criticar
Pise no mesmo chão,
Sinta os seus espinhos
Percorra os caminhos
Retire as pedras
E viva os desatinos.
“Antes que o tempo nos leve” - De João Moura Júnior (2023)
O tempo passa, apaga caminhos,
deixa histórias, e homens sozinhos.
Alguns se vão sem um último abraço,
outros resistem, são fortes, são laços.
Se a saudade pudesse falar,
gritaria o que eu quis calar.
Eu queria ter dito, queria ter sido,
palavras que o vento levou pro mar
Antes que o tempo nos leve, me escute, me veja,
se existe amor, que ele, então seja.
Não deixe pra depois, não espere o final,
pois tarde demais é sempre fatal.
Tia Bia, vida que brilha em tom de sabedoria,
um olhar puro e doce, uma belezinha.
Tem tanto a viver, tem tanto a ensinar,
Com um coração que só sabe amar.
Se eu pudesse voltar o tempo, diria sem medo:
“Pai, mãe, vocês foram o meu enredo”.
Mas a vida não volta, só segue pra frente,
E quem fica pra trás vira um eco ausente.
Antes que o tempo nos leve, me escute, me veja,
se existe amor, que ele, então seja.
Não deixe pra depois, não espere o final,
pois tarde demais é sempre fatal.
Hoje eu vivo sem esperar o tempo passar,
mas se há um amor, que elesaibaficar.
Se o futuro é o presente que ainda não veio,
o que resta do seu tempo eu me presenteio.
Entre Duas Marés
Há caminhos que se fecham
muito depois de termos partido.
Ficam a respirar atrás de nós,
como portas que não sabem aceitar o silêncio.
Tu voltaste quando eu já era
memória dobrada dentro de mim,
um eco que a vida tentou apagar
mas que insistia em pulsar
como uma luz antiga de farol
a procurar um barco que já não volta.
E eu, que tantas vezes te esperei,
aprendi a caminhar com os pés feridos,
aprendi a ser terra firme
depois de ser tempestade.
Mas quando disseste “volta”,
o tempo abriu-se como um rio dividido.
Toquei-te ainda, como quem toca
uma fotografia viva,
mas o meu destino já tinha nome,
e a minha palavra já tinha dono.
Ainda assim, há noites
em que o teu nome sobe à superfície,
como uma ilha perdida
que o mar insiste em mostrar.
Não é arrependimento.
É apenas o coração a lembrar
que algumas histórias,
mesmo quando acabam,
continuam a respirar dentro de nós
como marés que não sabem
deixar de voltar.
Portas que fecharam,
Deus me fez passar
Caminhos desertos,
Deus fez flores brotar
Quando eu pensei que ia desmoronar
Sua mão firme veio me segurar
Nos caminhos incertos, Tu és minha bússola,
Na escuridão, Tu és minha luz.
Cada passo que dou,
É porque confio em Tua direção.
Não preciso temer o desconhecido,
Pois Tu já estás lá, à minha frente.
Porque Tu me guias,
Eu nunca estou perdido.
(Livro 33 Razões para Te Amar DEUS)
Dúvidas, perguntas e possibilidades ecoam na mente.
Entre tantas opções e caminhos, vivemos apenas um: a realidade.
Por mais aterrorizante que seja, não há como fugir dela.
Um turbilhão de sentimentos e sensações me atravessa,
o pior não aconteceu, mas o melhor também não.
Resta-me orar:
pelo jovem,
pelos que foram insensíveis,
pelos que presenciaram,
e por quem, um dia, possa ser capaz de perceber, agir e evitar antes que seja tarde.
O Furacão e o Ipê
Há momentos em que tudo parece sair do lugar.
Os caminhos se confundem, os ruídos aumentam
e a vida, por instantes, parece um cenário de fios caídos —
um emaranhado difícil de desfazer.
As estruturas balançam, as certezas se partem,
e o que era firme se vê abalado.
Mas no quintal da existência, sempre há um ipê.
Firme, silencioso, guardando suas raízes
no chão da alma.
Mesmo com cabos pendendo sobre ele,
mesmo com o peso das tensões,
ele continua ali — sereno, de pé,
esperando o vento passar.
Porque tudo passa.
Os fios se religam, o caminho se refaz,
a ordem retorna.
E o ipê, símbolo da força que habita dentro de nós,
permanece — lembrando que a ventania
pode até desarrumar o mundo,
mas nunca destrói quem tem raiz verdadeira.
Nereu Alves
Os caminhos errados não nos definem; define-nos a direção que escolhemos corrigir. Por isso digo que o erro é um evento e a direção corrigida é a nossa identidade.
Sejamos fortes. Seja forte.
©10 ago.1996 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Há caminhos que pertencem apenas a nós. Não adianta explicar, nem tentar ser compreendido. Algumas dores podemos compartilhar, mas nunca dividir. É nesse território íntimo que habita a solidão — não a que isola, mas a que revela. Onde o peso da missão, às vezes, fala mais alto do que o sentido que a sustenta. Mas ainda assim, pode ser um lugar fértil: em que solidão vira solidez e transforma a ótica pela qual atravessamos a vida.
