Caminhos
Diante dos olhos apenas buscamos a feição perfeita, diante dos olhos apenas escolhemos caminhos floridos para caminhar, e assim diante dos olhos não enxergarmos beleza superior a que os olhos não pode enxergar, escrito por Armando Nascimento
Sempre procurei um lugar seguro. Mais todos os caminhos foram cinuosos. Sempre busquei num infinito o que meus pensamento quisesse. Mais nunca encontrei nada. Mais segui meu caminho traçados com muitas linhas tortas. E na escuridão das sombras nada hoje vivi meu martirio. E nas sombras do meu passado me deixo eu ser levado. Sei que meus pensamentos requer algo de mim. E ao longo da estrada quem sabe encontro um amor
Por mais que sobreviva um amor pelos caminhos por ele traçado. Sempre haverá decepções amorosa. O amor é acontece por acaso de um simples caso. E o tempo irás ao pouco moldando a sua maneira. E conforme o adubo que vai aos poucos recebendo. No amor todo mundo quer ter um amoroso relacionamento. Mais o amor e feito de sentimentos livres que não se apega a ninguém. Apenas a quem o amor sabe tratar bem.
Jose A Nascimento
Os caminhos da vida são perfeitos, reais e bem delineados, em contrapartida, a visão que temos deles é imperfeita, fantasiosa, turva e fragmentada.(Walter Sasso)
A direção dos caminhos que tomamos às vezes vai dar medo, vai dar aquele frio na barriga, mas é isso que vai determinar se a sua vida vai valer a pena ou não.
planejo o futuro:
as férias de verão –
traço rotas para caminhos por essa terra de meu Deus.
cálculo minuciosamente os próximos gastos,
aguardo promessas;
o amanhã grita
e eu não sou surda
e ali sussurrarei todo o meu hoje passado.
(sem título, só enredo)
Quando as pessoas se desassociam por opção de caminhos mas, até o epílogo, era um reino do sentimento, do apreço, da consideração e do respeito, escrito ficará no diário de bordo das suas vidas e, assim, jamais será deletado ou esquecido.
Quando na última etapa da existência, constatamos ausentes sonhos, caminhos e soluções, crer na reencarnação é o grande estímulo.
Seus passos deixam rastros. Escolha os caminhos porque alguém poderá seguir aquilo que você deixou .
O universo, em sua sabedoria infinita, cruza os caminhos, atraem as energias e ensina por meio dos encontros.
"Percorrer caminhos sejam eles mansos ou tortuosos é sempre uma maneira de você chegar no objetivo, foco e fé sempre"
Depois de tantos caminhos e vivências pelos labirintos do fazer cultural, já posso arriscar a minha máxima: Quase nada é tão superficial quanto a crítica especializada, nos casos em que apenas pretende abonar e desabonar publicamente as artes, a literatura e seus fazedores. No meu conceito nenhum ator, músico, artista plástico, escritor, bailarino ou fotógrafo é menos ou mais talentoso porque alguém o rotulou e ao seu produto. O termômetro que determina o sucesso e a eficiência de uma apresentação, mostra ou lançamento é a do público ou clientela, seja por consumo, aplauso, visitação, acesso (...).
O que tenho a dizer de relevante a todo fazedor cultural que sofre com as perseguições renitentes da crítica, não obstante o alcance de seus feitos e o reconhecimento popular, é algo bem simples. Tão simples quanto notório, contundente ou redundante: Se o seu fazer é consciente, não fere a cidadania nem o direito alheio, continue se apresentando para expectadores; cantando para ouvintes; escrevendo para leitores; expondo para visitantes reais, que sabem sentir com os olhos e analisar com o coração.
Quanto a crítica tendenciosa, deixe-a de lado. Sequer critique os críticos, pois no fim das contas, eles têm alguma utilidade: São figuras essenciais para os indivídos que precisam de quem goste ou desgoste por eles.
AMIGO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Um amigo enriquece os caminhos do mundo;
ameniza os espinhos impostos aos passos,
tem os braços abertos pra nos libertar
entre abraços, palavras, às vezes silêncios...
Ter amigos completa quem somos em parte;
os amigos nos catam e colam de novo
quando a vida nos quebra, nos deixa no chão
ou nos rasga e semeia nos rodamoinhos...
Amizade sincera jamais evapora,
não há tempo e distância que a façam ruir
e seu tempo é agora, pouco importa o tempo...
O amigo nos guarda no dom de quem é;
sua graça nos basta com força de lei
onde a fé no destino quase crava os pés...
CAMINHOS DO AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Uma troca de opostos e recusas
que se aceitam no vão das oponências,
desafiam dormências e silêncios
latejantes na sombra do querer...
O amor das impossibilidades,
dos carinhos com farpas e faíscas,
com verdades que tentam se ferir
em um ringue de abraços disfarçados...
Eis o ponto em que nossas diferenças
podem ter semelhanças decisivas,
fontes vivas de sonhos em comum...
Descaminhos se cruzam no vazio
e vazios preenchem um ao outro,
sobre o fio que logo será ponte...
CAMINHOS DE SONHAR
Demétrio Sena - Magé
Sou avesso às linguagens do chicote;
a minh'alma não cabe numa cela;
será trote a notícia da prisão
dos meus olhos, desejos e procuras...
Já no ventre os meus voos eram livres,
não nasci pra reinados e doutrinas,
minhas crinas rejeitam as tesouras
ou as teses; as falas imutáveis...
Dou adeus a princípios que me castrem,
não se alastrem por todas as vertentes
ou não possam voltar até do fim...
O meu ser saiba estar, desconstruir,
sem ruir os caminhos de sonhar
que a verdade não tem que ter padrão...
... ... ...
Respeite autorias. Isso é lei
Louvado seja aquele que nos oportuniza novas trilhas, novos caminhos, neste novo amanhecer de possibilidades...Devemos acrescentar novos projetos àqueles que já existem, considerando a necessidade de potencializarmos a grande obra iniciada...Ontem preparamos o "arado" e a "sementeira", hoje precisamos regar a "planta" crescida, mas que ainda carece de cuidados, no que cabe a representação singela de cada um dos seus "cuidadores"... O "oxigênio" puro, meus amados, é um elemento da natureza, ofertado à todos, sem predileções, pois Deus é onipresente, e habita em todos os corações, na maestria do amor que lhe define...Somos uma energia coletiva, composta de milhões de energias individuais, cada uma à seu turno, construindo conforme os seus dons e os seus créditos. Saibamos diferenciar o que é mecânico, através das leis da física convencional, do que é intangível, e imperceptível para alguns...A Arte deve prevalecer, do espírito para o próprio espírito, em caminho e verdade, a qualquer tempo, templo, crença ou cidade....Que possamos, absorver dessas singelas palavras, meus amados, a nossa súplica: Não deixemos a beleza evadir-se de suas "cores", a musicalidade, perder-se na "sombra" de "notas" vazias, e a Arte, que aflora no berço do Espiritismo, definhe, como folha seca e solitária, sujeita ao vento intempestivo, das nossas frágeis "opiniões"...
Na longa estrada da vida, por vezes, sobre áridos caminhos, precisamos remover "pedras" e confrontar "espinhos"...Mas são das pedras brutas que extraímos as mais belas "jóias" do ser, e por trás de duras e pontiagudas "excrescências", é que descobrimos a razão representada, na real beleza que nos cerca... Deixemos então, que a construção aconteça, sob os olhos do amor e da nobreza, pois todos temos uma linda representação "acesa", no espetáculo da vida, que infinitamente reina...
A "vida" tarda para descobrir as razões do "tempo", mas os "caminhos" se renovam, num simples piscar de olhos, a todo momento...
O MENINO DO CÉREBRO EXPOSTO
O menino do cérebro exposto nunca teve caminhos prontos.
Cada manhã era um recomeço.
Andava como quem não deixa pegadas no chão,
como quem sabe que o destino não pertence a ninguém.
Dentro de sua cabeça latejavam memórias indesejadas,
toques que não deveriam ter existido,
palavras que nunca deveriam ter sido ditas.
Era chuva demais para tão pouca infância.
E, ainda assim, ele sonhava com o sol.
Um corpo que pudesse brilhar,
uma mente que pudesse incendiar de luz —
mas a tempestade parecia não cessar.
Os primeiros erros, ele carregava como feridas.
Não eram seus, mas o peso recaía sobre ele.
Chovia e chovia,
e o menino aprendia a sorrir sem vontade,
a se calar quando tudo gritava por dentro.
No silêncio, nascia a resistência.
No papel, surgia um idioma secreto,
em traços e cores que buscavam curar o que o mundo insistia em ferir.
Hoje, já homem em travessia para a terceira idade,
ele olha para trás e percebe:
se pudesse ver seu passado inteiro,
talvez fizesse parar de chover.
Talvez resgatasse a infância roubada.
Mas é exatamente na chuva que floresceu.
Cada gota se fez semente.
Cada sombra, terreno fértil para a imaginação.
O menino do cérebro exposto não é só dor.
É coragem.
É poesia insurgente contra o silêncio.
É música que se recusa a calar,
mesmo quando o mundo só oferece tempestade.
Eis o recado:
o sol ainda vive nele.
A chuva o formou, mas não o venceu.
Agora, literatura e música se entrelaçam para dizer sua verdade:
a mente que foi ferida é a mesma que cria,
o coração que foi exposto é o mesmo que pulsa,
e o homem que nasce dessa travessia é, ao mesmo tempo,
chuva e sol.
