Caminhada com meu Pai
a caminhada é longa a vida é curta tenho que correr para salvar meu tempo ,minha alma e minhas conquistas.
Dê um passo inteligente para sua libertação espiritual e celebre feliz a sua caminhada em Cristo Jesus.
Na caminhada
O rio e o sol se pondo de um lado,
do outro lado a cidade e a lua cheia com todo sua beleza,
no meio a estrada, os caminhos a seguir, um horizonte a desbravar.
A vista...
Fui fazer uma caminhada e me deparei com o sol se pondo a minha frente com seus tons alaranjados e avermelhados semelhantes a pinturas feitas pelo pincel,
De um lado vi a cidade silenciosa e ao mesmo tempo viva,
Do outro lado vi o rio e as montanhas ao fundo formando aquele cenário de paz,
Com todas essas paisagens reunidas, pensamentos bons fluíram, lembranças boas afloraram, passos sobre o futuro próximo nasceram, enfim algumas reflexões profundas foram se identificando naturalmente e então me dei conta que ali é o melhor lugar para eu caminhar, pois une paisagismo, envolve o passado, o presente e os planos futuros.
Haruto, o Peregrino de 93 Anos*
No vigésimo dia da minha caminhada pelo Caminho Francês, no sentido contrário a Santiago de Compostela, em direção a Saint-Jean-Pied-de-Port, avistei ao longe um peregrino caminhando em minha direção.
À medida que nos aproximávamos, percebi, pelos seus passos, que se tratava de um homem bastante idoso. Quando nos encontramos, fiquei impressionado. Com a coluna levemente curvada, apoiando-se em apenas um bastão, usando botas, um chapéu de estilo japonês e uma mochila com um saco de dormir preso a ela, transmitia serenidade e determinação.
Estávamos próximos ao topo dos Pireneus. Eram cerca de onze horas da manhã de um dia muito frio. Eu seguia para Logroño, enquanto ele caminhava em direção a Nájera, em uma etapa de aproximadamente 30 quilômetros.
Com a ajuda de um aplicativo tradutor, perguntei-lhe se era do Japão. Sorrindo, confirmou com a cabeça. Apresentei-me como português, residente no Brasil havia quase cinquenta anos, e perguntei seu nome.
— Haruto.
Perguntei de onde era.
— Osaka.
Em seguida, quis saber sua idade.
— Ontem completei 93 anos.
Fiquei sem palavras.
Então ele explicou:
— Quando meus filhos começaram a me dar pequenas tarefas para ocupar um idoso, eu lhes disse: "Enquanto eu tiver pernas, vou caminhar para não dar trabalho a vocês." Já faz cerca de vinte anos que não paro de caminhar.
Perguntei se os filhos não se preocupavam com ele.
Ele respondeu com sabedoria:
— Eles é que deveriam se preocupar consigo mesmos. A vida nas grandes cidades, longe da natureza, tira das pessoas a alegria de viver.
Também contou que já havia caminhado por todos os continentes, exceto a África, por causa do calor intenso e da pouca infraestrutura.
Conversamos por cerca de quinze minutos. Ao nos despedirmos, desejei-lhe uma boa caminhada e alertei sobre as longas e perigosas descidas que enfrentaria.
Sorrindo, ele respondeu com um antigo provérbio japonês:
"Caia sete vezes. Levante-se oito."
Ele fez uma reverência com a cabeça. Eu ergui a mão e disse:
— Que Santiago nos proteja.
Naquele instante compreendi que a verdadeira juventude não está na idade, mas na vontade de continuar caminhando.
O senhor Haruto, aos 93 anos, tornou-se um dos maiores incentivos da minha vida para jamais desistir dos meus próprios caminhos.
Peregrino Nino Carneiro
Essa frase transmite uma ideia de gratidão e reconhecimento pela caminhada até conquistar algo desejado.
"Tudo que você pediu chorando, agradeça sorrindo."
O sentido é que, mesmo nos momentos de dor, dificuldade ou desespero, você fez pedidos, teve esperança e continuou seguindo em frente. Quando essas conquistas finalmente chegam, vale a pena olhar para trás e agradecer com alegria, lembrando de onde você veio e de tudo o que superou.
Ela também serve como um lembrete para não esquecer das lutas depois que a fase difícil passa. A dor pode ter marcado o caminho, mas a gratidão dá significado à vitória.
Quem coloca Deus á frente u caminhada descobrer que nenhum sonho é grande demais e nenhuma é forte o suficiente para impedir a vitória
A Coragem da Mudança e os Rumos da Alma
Existe um momento sagrado na nossa caminhada em que a alma desperta e percebe que já não cabe mais no lugar onde está. É o chamado silencioso para a mudança. Tomar a decisão de transformar a própria vida exige uma coragem imensa, pois todo recomeço traz consigo o peso das consequências. Mudar significa deixar para trás velhos hábitos, antigos caminhos e, às vezes, pessoas que já não sintonizam mais com a nossa nova busca.
Essa transição pode trazer momentos de recolhimento e a tristeza natural das despedidas, mas também abre as portas para as maiores alegrias e conquistas do nosso espírito. Cada escolha redesenhar o nosso destino. Não tenha medo das tempestades que a mudança possa causar no início; elas servem apenas para limpar o terreno. Confie no fluxo da vida e abrace a renovação, pois evoluir é o único caminho para fazer brilhar a nossa verdadeira luz.
A Consciência e o Nosso Verdadeiro Valor.
O que define a nossa caminhada e a nossa verdadeira identidade não é o que os outros pensam ao nosso respeito, mas sim o que escolhemos edificar dentro de nós. Muitas vezes, estacionamos a nossa evolução porque nos deixamos prender pelas opiniões e julgamentos do mundo.
A verdade é que cada alma enxerga o outro de acordo com a sua própria janela interna, e o ruído da incompreensão humana faz parte dos testes do nosso aprendizado. No entanto, viemos a este mundo com um roteiro próprio de crescimento, onde a única prestação de contas será com a nossa própria consciência.
O que os outros dizem pertence ao aprendizado deles; o que escolhemos ser diante das ofensas é o que determina a nossa luz. Não entregue a paz da sua alma nas mãos de ninguém. Lembre-se de que você é o único responsável por cultivar o bem e fazer brilhar a centelha divina que traz na sua bagagem eterna.
Caminhada
O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.
Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.
A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.
Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.
Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.
Pastor, em certo momento da caminhada, o Senhor te chama a subir ao púlpito e proclamar uma palavra tão afiada e verdadeira que ela pode custar-te o próprio lugar. Porque o Evangelho nunca foi seguro para quem o prega com integridade.
Muitos se frustram na caminhada porque absolutizam a instituição e relativizam o Messias, esperando da engrenagem religiosa o que só Deus pode dar.
Em cada instante da tua caminhada de fé, a mão do Artífice Supremo deseja moldar o teu barro. Não retires a tua alma desse santo mistério.
Caminhada
Caminhar, caminhar. Como é bom caminhar. Os pés se ajustando ao chão, se distendendo ao abranger a zona de equilíbrio do corpo. Era assim que eu pensava ao caminhar em círculos pelo meu quarto. O quarto não é grande mas tem uma saída, a janela. Lá enxergo os pombos asejando de topo a topo dos prédios. Logo ali as caturritas fizeram um ninho na parte alta do pinheiro. Ficam na altura da janela. Levam galhos para a rústica construção. São como eu, voltam para casa o quanto podem e se abrigam das feras. As feras estão em toda parte, menos no meu ninho. Há uma porta, um computador, um rádio, uma janela e um telefone. São canais que me ligam ao exterior. Eu vejo as feras no computador. É quando aparecem mais assustadoras, se pavoneando, mostrando os dentes e tentando ser sedutoras. Eu nunca me manifesto: que não saibam que eu existo. À noite tomo um chá. Queima a boca, eu gosto. Ontem o telefone tocou e eu estava tomando um chá. Respondi com uma voz fumegante. Fiquei com medo que não ligassem mais. Não tenho amigos, mas aí a ter inimigos, não dá! Eu não tomo remédios, mas alguém me indicou o Oxalato de Escitalopram. Mas para comprar só com receita. Então fui ao médico. O homem me examinou, mediu, dissecou. Descobri que eu era um doente, crônico, um neurastênico, quase oligofrênico. E com pressão alta. Observei as pombas da janela do médico e perguntei-lhe se ele gostava de caminhar. Ele me olhou desconfiado e eu imaginei as neuroses que ele estava descobrindo dentro do meu cérebro inocente. Fui saindo de mansinho enquanto ele escrevia alguma coisa. Deveria ser uma sentença. Um diagnóstico. Um epitáfio. Cheguei à farmácia com a receita. Os nomes dos remédios pareciam fórmulas químicas e eu, assustado, não comprei nada. Voltei para o meu quarto e fui ouvir uns discos. Essas coisas modernas não têm cheiro, nem vida. A música do vinil fluía junto com o som da agulha correndo pelos sulcos. Havia ruídos, estalos e uma sonoridade sofisticada e quente. A Wanda Landowska e o chá de capim cidró, isso combinava, mas queimei a boca de novo. O toca-discos era um mecanismo, mas não era uma criação que produzisse um som fantasmagórico como o do CD. Manifestação dos elétrons do micromundo. Já sonhei com os espíritos e mesmo já os ouvi. Ficam sob a minha janela cantando para mim para que eu fique louco. Serei um louco que acha que é médium, ou um médium que ouve espíritos loucos? Uma vez eu comprei uma tartaruga chinesa de pelúcia e dei de presente. Não gostaram. Então eu pedi de volta e nas noites quentes sonho em nadar nos trópicos com a tartaruga em evoluções fantásticas à luz da lua cheia. E também com as minhas bonecas espanholas ao som da salsa e do merengue. Ontem me lembrei de um tio, já morto. Já foi tarde. Como é bom envelhecer e ir ficando livre das malas. Haverá um dia, depois da guerra, da peste e da fome, em que eu estarei sozinho. Tão só que eu não vou ter mais motivo para não me conhecer profundamente. Depois de muitas décadas não haverá gente no caminho e eu vou poder me encontrar comigo. Vou estar em cada esquina, em cada bueiro, em cada ninho de pomba. Vou me enxergar como eu sou, não como agora em que deixo partes invisíveis. Vou me desejar sem a interferência de toda essa poluição humana.
As Rédeas da Própria Caminhada
É muito confortável para o nosso ego culpar as pedras do caminho, o tempo, a falta de sorte ou a atitude dos outros pelas nossas próprias desistências. Mas a verdade libertadora é que ninguém tem o poder de paralisar a nossa evolução, a menos que nós mesmos entreguemos as rédeas do nosso destino. Se o topo da escada parece distante hoje, a responsabilidade de continuar subindo é estritamente nossa. Assumir os próprios erros e escolhas com humildade é o primeiro e mais bonito passo para transformar qualquer queda em um grande recomeço.
Nem todos que nos dão as mãos , que apertam as nossas mãos durante uma caminhada , quer dizer que gostam da gente de verdade , muitas vezes é conveniência , é questão de tática , só quererem aprender com aquilo que eles mesmo na verdade admiram e querem avançar . 🤔
Tenha força e fé na caminhada
A nossa vida é uma caminhada constante. Uma luta incessante.
E sempre haverá algum obstáculo pelo caminho. Quem disse que seria fácil, mentiu.
Sempre surgirá uma nova montanha. E nem sempre será possível removê-la. Teremos que escalar.
Vozes nos dirão que nunca vamos conseguir, que somos pequenos e que os sonhos que estamos sonhando são grandes demais e não vamos alcançá-los.
As lutas nos abatem.
Às vezes, perdemos o ânimo e a nossa fé fica abalada.
Talvez nos sintamos perdidos e sem direção.
Então, o que fazer?
Não desista.
Continue em frente.
Continue tentando. Cabeça erguida.
Tenha fé novamente.
Veja aquela luz que brilha, que lhe mostra o caminho.
Siga a luz de Cristo.
Com Ele, você chegará lá.
"Quanto mais nos aproximamos do ocaso da caminhada, mais aprendemos a apreciar as pequenas coisas da vida. Um abraço demorado, uma conversa sincera, o sorriso de uma criança, o silêncio da manhã, um pôr do sol, o brilho da lua, a delicadeza de uma flor passam a ter um valor que dificilmente é percebido na juventude."
Sentir a dor dos outros, o olhar para os outrosSentir o Próximo
A nossa caminhada espiritual ganha um sentido muito mais profundo quando aprendemos a desviar o olhar do próprio umbigo para enxergar o companheiro de jornada. Sentir a dor dos outros não é carregar o sofrimento deles, mas sim ativar a nossa capacidade de empatia e compaixão. Quando olhamos para o próximo com um sentimento puro, despido de críticas e julgamentos, compreendemos que cada alma carrega lutas silenciosas e pesadas. Esse olhar acolhedor é o que nos humaniza e nos lembra de que somos todos irmãos, necessitados do mesmo afeto e da mesma tolerância.
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