Camelos e Beija Flores Rubem Alves
Que o meu DNA nunca seja alterado pelo DNA social do sistema, vinganças bobas não fazem parte do meu pacote.
O acaso nunca fabricou nenhum alfinete, nunca conquistou o pódio e nem fez uma pós-graduação. Um agente sempre estará presente nas realizações da vida. A ação gera o produto.
Lembre-se de que aquilo que faz você chorar, faz com que você seja tão especial quanto o que lhe faz rir. Perceber isto constitui uma libertação em si mesmo. Cubra a sua essência, não permita que as circunstâncias a despedacem, proteja-se do frio.
O amigo digno não é o que diz estar conosco para o que der e vier, mas aquele que nos ajuda a dar os passos acertados.
PINTE SUA ARTE NA TELA DA VIDA
Deixe nascer nova pintura na tela da vida.
Seu pano de fundo, a fundo, não tem rota definida.
A resposta na tela concentra sua energia na ida.
À sua disposição estão tons e cores.
É sua escolha pintar armas ou flores!
E cultivarás alegrias ou dores.
Pinte sua arte na tela da vida.
Sem medo de errar na cor escolhida.
O que mais dá volta no mundo, é a vida.
Esqueça o que foi e não se preocupe com o que virá.
Concentre-se no agora e sua felicidade em ti estará.
Lembre-se mais de agradecer do que reclamar.
Assim a gratidão te suplantará!
Evangelho é o mistério de Deus anunciado na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, que por um ato de graça, nos torna justos perante Deus pelo sacrifício de Cristo na Cruz, gerando em nós arrependimento pelo nossos pecados e fé em nossos corações pela palavra ouvida e pela ação do Espírito Santo. São portanto as boas notícias de uma nova vida para nós que estávamos mortos.
Animal Doméstico
Quando às vezes me recordo admirado
Do deleite dos encontros casuais
Ponderava uma vida despojado
Dos amores e paixões de calmaria
Em meu âmago de afetos ilibados
Renegados em meus dias perspicaz
Postergava apegos inacabados
Passeando entre o lirismo e a boemia
Do encanto dos casais desavisados
À ironia do entendimento tão fugaz
Desguardei o sentimento resguardado
Mais que insulto ao amor, eu proferia!
Sem notar que já tinhas me domado
Fui cativo em teu colo tão voraz
Não previ que tal amor era meu fado
Há quem viva sem amor, à revelia?
(Ser) tão
Quando, à tarde, o sol risca o céu de encarnado
E a vida debreia seu ritmo normal
Vejo advir um ser tão bonito
Com um jeito sincero, de um povo sereno
Onde falar sorrindo é tão natural
Ser tão realista, da cerva trincada
Do banho de rio, da alma lavada
Que pede conselho e não desafina
Como sanfoneiro em festa junina
Um ser tão livre, que anseia por mais
Que nunca desiste e não volta atrás
Mas luta e persiste, pegando a estrada
Na mala um sonho, sem rumo, sem nada
Qual flecha atirada, não voltam jamais.
