Camelos e Beija Flores Rubem Alves
Herança é o que você deixa para os outros; legado é o que você deixa dentro deles. Que meu rastro seja o sorriso de uma criança protegida e o silêncio de um animal que não mais sofre. Noemý Alves
A intimidade excessiva tem um curioso efeito colateral: o da desvalorização. Quando alguém nos conhece desde a infância, tende a nos congelar na imagem do que fomos, e não consegue enxergar o que nos tornamos; ou, pior, o que poderíamos ser. Esse fenômeno é antigo e profundo, tão antigo que nem mesmo Jesus escapou dele. Segundo os Evangelhos, Jesus realizou milagres por onde passou, exceto na sua própria terra: Belém (local de nascimento), onde não realizou nenhum, e Nazaré (local de crescimento), onde, conforme as Escrituras, “não pôde fazer milagres”. Não que lhe faltasse poder, mas lhe faltava fé; fé dos que o cercavam, porque ali o enxergavam apenas como o filho do carpinteiro, aquele que aprendia ofícios com José. Eles o conheciam demais para crer que algo divino pudesse emergir dele. A familiaridade rouba o mistério. O costume abafa o potencial. Nem sempre prosperaremos no meio daqueles que nos viram começar. Muitas vezes, os olhos acostumados ao nosso “antes” são cegos para o nosso “agora”. As pessoas que te viram tropeçar terão dificuldade de ver você correr. Elas não enxergarão seus milagres, porque estão presas à sua origem. E isso não é culpa sua, é uma limitação da perspectiva delas. Profeta de casa tem menos valor, disse Jesus. Essa máxima ecoa nas vidas de todos que tentam crescer no mesmo solo em que germinaram. Por isso, não se espante se o reconhecimento vier de estranhos, se o apoio surgir de quem te conheceu há pouco. Muitas vezes, a validação mais sincera virá de quem não carrega contigo o peso do passado. Saber disso é libertador. Significa que você não precisa provar seu valor para todos, principalmente para aqueles que se recusam a vê-lo. Significa que talvez seja preciso sair de Nazaré para que seus milagres sejam reconhecidos. A semente que você é não foi feita para caber no mesmo vaso para sempre.
Porque quem um dia amou não precisa continuar presente, mas também não deveria transformar a ausência em ferida. Perder o amor dói. Perder a admiração dói diferente. É quando você entende que não perdeu alguém incrível, apenas alguém que não soube cuidar nem da despedida. O fim também mostra quem a pessoa é. Você não sofre mais por perder a pessoa, mas por perceber que a ideia que tinha dela não sobreviveria à realidade. Você passa a lamentar a imagem que construiu dela. Há um cuidado mínimo que permanece mesmo quando o amor acaba: o respeito pela história que existiu.
"Viajar no tempo" através das memórias, mantendo-se concentrado no presente e com expectativa no futuro. É como se o passado, o presente e o futuro se encontrassem na nossa mente, criando um paradoxo da identidade. Somos ao mesmo tempo o que fomos, o que somos e o que vamos ser... Aproveite cada momento, pois ele já é parte da sua história e do seu futuro. Você é único nessa viagem no tempo.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre. 🙏🏾
Tenhamos fé!
Cuidado com o caminho que escolhes: muitas vezes, quem caminha com a soberba acaba por tropeçar no próprio orgulho. Não permitas que a tua arrogância seja a tua própria ruína. A humildade ainda é a melhor proteção. Deus, procure a providência divina e a gratidão. Lembre-se de que a vida é um ciclo: o que sobe, desce, e o que se humilha, é exaltado.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre.🙏🏾
Tenhamos fé!
Na sala preenchida por uma luz branca ofuscante, eu não sou aquele que esta perdido ; eu sou a razao de não existirem sombras.
Ventura Rodrigues Alves
Enquanto houver injustiça, haverá minha força. Não temo o combate quando a causa é proteger e ser a voz daqueles que o mundo tenta calar.
Se a razão é a massa e o espírito é a energia, então a sombra é a força que nos permite mover o mundo.
Hoje me encontrei só, mas tranquilo.
Os grilhões se quebraram, a brisa veio e me acalmou.
As vozes se foram, e a tranquilidade chegou.
Estou só, mas em paz – essa paz me preenche.
Me transporta para esse novo mundo, amigo, que me leva a uma verdadeira jornada de devoção.
Devoção que me leva à fé, e a fé que me conecta a algo maior: Deus!
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos!
Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender.
Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito.
Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade:
Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles.
Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.
Uma floresta conservada,
produção legal, harmonizada.
Sorri o pássaro, canta o nativo,
Prolifera-se vida, muda-se destino.
A felicidade de alguém,
eleva na prática do bem.
Generosidade é concessão,
necessita-se de comunhão.
Guerra é crime, horror, sofrimento...
sacrifica inocente, provoca lamento.
A viagem é linda e tão passageira.
Seja paz na vida e na morte certeira
Solidariedade: ar de respeito,
miséria, poluição com jeito.
Caridade presume distribuição
e não apenas teoria de religião.
Sorte, Azar e Inteligência: Uma Interpretação Relacional dos Eventos
Sorte e azar são conceitos profundamente enraizados na experiência humana. No senso comum, costumam ser tratados como propriedades inerentes aos acontecimentos: ganhar um prêmio seria “sorte”; sofrer uma perda inesperada seria “azar”. Contudo, sob análise mais rigorosa, esses termos não descrevem características objetivas dos eventos, mas sim avaliações feitas por um observador situado em determinado contexto. Um evento não é, em si mesmo, favorável ou desfavorável; ele se torna assim na medida em que se relaciona com expectativas, interesses e condições específicas de quem o vivencia.
Se definirmos sorte como um evento que favorece expectativas e azar como um evento que as contraria, então ambos são necessariamente relativos. O mesmo acontecimento pode ser considerado sorte para um indivíduo e azar para outro. Mais ainda: pode mudar de valência para o mesmo observador em momentos distintos da sua trajetória. Um fracasso imediato pode revelar-se condição necessária para um sucesso futuro; uma conquista pode gerar consequências inesperadamente negativas. A avaliação depende da posição temporal, psicológica e circunstancial do observador.
Nessa perspectiva, sorte e azar não são propriedades ontológicas do mundo, mas categorias interpretativas. O mundo apresenta eventos — muitos deles de natureza aleatória ou imprevisível — e o observador atribui valor a esses eventos conforme seus objetivos e estado atual. Assim, a aleatoriedade pertence ao domínio dos acontecimentos; sorte e azar pertencem ao domínio da interpretação.
Se deslocarmos essa discussão para a biologia, encontramos um paralelo interessante. Organismos vivos, ao longo da evolução, não controlam a ocorrência de eventos aleatórios, mas podem desenvolver mecanismos que aumentem sua probabilidade de sobrevivência e reprodução diante deles. Em termos funcionais, perpetua-se aquele organismo que consegue maximizar os efeitos favoráveis das circunstâncias e minimizar os desfavoráveis. Essa maximização e minimização não são necessariamente conscientes; podem estar inscritas em adaptações fisiológicas, comportamentais ou cognitivas moldadas pela seleção natural.
Nesse sentido, a inteligência — especialmente em formas de vida dotadas de cognição complexa — pode ser entendida como uma amplificação desse princípio. Uma vida dita inteligente não elimina o acaso, mas aprende a lidar com ele. Ao reconhecer padrões, antecipar riscos, acumular memória e projetar cenários, ela transforma a relação com o imprevisível. Quando um evento considerado “sorte” ocorre, a inteligência procura potencializá-lo: consolida ganhos, explora oportunidades, cria novas possibilidades. Quando ocorre um evento percebido como “azar”, busca mitigar seus efeitos: adapta-se, reorganiza estratégias, aprende com o erro.
A inteligência, portanto, não consiste em controlar o aleatório, mas em administrar suas consequências. Trata-se de um sistema de processamento de informação que reduz vulnerabilidades e amplia oportunidades dentro de um ambiente incerto. Quanto mais eficaz for essa gestão, maior a probabilidade de continuidade e expansão da vida que a exerce.
Em última análise, a distinção entre sorte e azar revela menos sobre o mundo e mais sobre a estrutura do observador. Eventos acontecem; sistemas vivos os interpretam e respondem. A vida que persiste é aquela que transforma contingência em vantagem relativa. Assim, inteligência pode ser compreendida como a capacidade de converter o acaso em aprendizado e o aprendizado em estratégia — uma dinâmica contínua de maximização do favorável e minimização do desfavorável em um universo essencialmente indiferente.
Somos os aprendizes que Deus prepara para uma evolução espiritual que o mundo tenta nos desviar e deter .
Nós somos o que Deus nos faz ser ,não o que os outros querem que sejamos.
Boa 🌃 noite 😴
Deus nos abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Ele me achou quando estava perdido, chamou-me pelo nome e me deu identidade. Iluminou meu caminho e, assim, deixei a escuridão. No perigo, diante dos inimigos, Ele os confundiu e eu fiquei a salvo. Antes, eu era só, sem nome e perdido na escuridão. Confiei e tive fé! Hoje, estou no caminho da salvação.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
