Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
Ela era um segredo ambulante, a personificação do mistério. Sua vida era um baú trancafiado a mais de sete chaves e há quase 19 anos. Morreu na primavera, numa manhã ensolarada e de brisa mansa, antes mesmo de acordar-se. Ela era mesmo um mistério ambulante: nem a causa de sua morte conseguiram desvendar.
Quem muito se ausenta um hora deixa de fazer falta, e chega uma hora que a presença de algumas pessoas já não faz mais falta pra ninguém, nem mesmo nós que tanto prezávamos aquela tal amizade, que hoje nem queremos mais perto de nós.
- Talvez vocês sejam feitos um para o outro.
- Não estou apaixonado por ela.
- Não?
- Não.
- E, mesmo assim, pensa nela com frequência.
A vida é assim cheia de dificuldades... Acredito que ninguém pode julgar ninguém. Porque se um dia você não errou, é porque você não viveu suficiente e se viveu o suficiente e não errou, agradeça a Deus por tal motivo.
A ROSA AMARELA
Caminhava eu por um belo jardim...
Entre tantas flores, havia rosas, tulipas e jasmim...
Uma rosa chamou minha atenção, de tão amarela que era...
Então me aproximei dela...
Entre suas pétalas, voava um vento pomposo...
Que exalava em meu olfato, aquele perfume gostoso...
Estático diante de tamanha beleza...
Aconteceu algo inusitado, para minha surpresa...
O botão de uma rosa me deu "Bom dia!"...
Perplexo, e sem acreditar no que eu via, e ouvia...
Me aproximei um pouco mais do pé de rosa, não me contive...
Falei com ela, mesmo com medo que alguém me ouvisse...
Como pode? Rosas não falam! Isso é impossível...
E novamente, para minha surpresa, de uma forma incrível...
O botão falou mais uma vez, e eu pude sentir...
De fato eu não posso falar, mas seu coração pode me ouvir...
Tamanha foi a minha alegria...
Que a partir daquele dia...
Toda flor que encontro pelo caminho...
Ao cheirá-la, eu sussurro em seu ouvido:
Bom dia!
Reerguer-se diante da vida é um forma para nos descobrirmos maiores do que éramos há um instante atrás...
Amor ou Obsessão?
O amor é um sentimento que desperta o lado melhor
do ser humano, a humildade, o instinto de proteção,
o desejo de dar e de receber carinho, de fazer a outra
pessoa feliz para ser feliz também.
Quem ama de verdade cuida, protege, não mente, não
engana, não magoa e não faz sofrer, porque o amor é
sinônimo de altruísmo, de carinho, de respeito e de
consideração.
Se isso que você pensa que é amor te transformou num
ser ciumento e egoísta, capaz de magoar com palavras
cruéis e não ter consideração com sofrimento de quem
diz amar, isso não é amor, é só uma obsessão doentia
que precisa de tratamento médico.
A felicidade está na sensação que um simples riso de criança te faz sentir, mesmo que lá fora esteja nublado. E se sorrir, que não seja forçado, nem traga qualquer tipo de malícia.
"Voltar atrás?! As vezes até penso, mas ai reflito mais um pouco: se marcou, e foi importante é porque aconteceu na hora e no momento que tinha que acontecer, talvez foi isso que tornou tão importante".
Comece a segunda-feira com um belo sorriso, e termine a sexta-feira, com um belo homem! Você é mulher, você pode!
Sou um caminhante...
sigo sozinho
por todo caminho.
Caminho
sem bússola, sem agenda
nem relógio tenho
sigo caminhando
não sei pra onde vou,
nem sei de onde venho.
Estou aqui... é o que importa.
Se tenho medo do que se esconde atrás da porta?
Sou um caminhante, viajante, passante...
que perdeu o medo pelo caminho,
e se desconfio de que ele está por perto,
fujo bem de mansinho.
Sou apenas um caminhante que perdeu o medo de se perder
simplesmente vou deixando a vida acontecer :)
Um solo de jazz
Uma noite,
Um vinho tinto,
Um beijo
Um solo de sax
marcando o ritmo...
Uma noite intensa como um jazz
Um amor de improviso
Um toque de música
a pulsar nas veias...
O vinho escorre
pelo céu da boca
e se mistura a um beijo
sob o tapete de estrelas
de uma noite de lua...
Sentimento e sentidos
intensos e densos,
marcantes como música.
Um solo de sax...
Transcendendo limites
como um sonho sem volta
Um toque, um jazz,
sentidos alertas,
e o amor prega peças,
a noite enfeitiça.
O vinho escorre da taça
e tem gosto de beijo...
Um beijo ritmado
como um solo de sax
marcando os sentidos...
Ana Deva's Garjan
Um grande pensador dizia "uma mentira dita mil vezes torna-se verdade", então quantas eu ainda preciso pra ficar bem?
Sempre temos a oportunidade de um novo Recomeço; e o que me fortalece ainda mais é saber que tenho a oportunidade de recomeçar mais experiente, mais paciente e mais sábia
sinto sua falta,
sinto a dor na alma...
vazia sem nada,
abandonada na solidão,
verdade um pingo na solidão,
nada floresce,
a dor é profunda,
a distancia não nada
diante da eternidade
do amor deixando,
no profundo da alma.
destilado a mensagens sem resposta,
destino sempre prega peças,
amar tanto tudo tão vazio,
palavras no vento,
seria glorificada somente,
com uma palavra de amor.
por celso roberto nadilo
CRÔNICA DE UM AMOR NÃO VIVIDO
Era um tarde normal como outra qualquer, na correria do dia a dia cheia de papéis na mão ela não percebeu a presença dele no café. Uma amiga a chamou, para falar algo que ela nem lembra mais, nem do assunto e nem da amiga.
Quando virou seus olhares se cruzaram. Ele levava a xícara até a boca. Ela congelou, paralisou, sentiu seu coração bater descompassado. Quem era ele? Por alguns minutos imaginou milhares de coisas juntos. Poderiam ter se conhecido no café, na fila do banco, num barzinho ou restaurante, trocariam uma conversa sobre o quanto detestam fila, ou que ela detesta comida japonesa. Ou quem sabe até em uma dessas festas estranhas com "gente esquisita", ouvindo música sertaneja que ele odeia. Talvez trocariam telefones. Talvez.
Mas a verdade verdadeira é que nada tinha importância, nem ela nem ele se importavam com o dia que aconteceu, isso era pequeno demais perto do que sentiam.
Nunca tiraram uma self, nem fizeram declarações públicas e amor nas redes sociais, não passaram um final de semana viajando, aquela viagem romântica.
A família dele nunca soube o quanto ela o amava e nem a dela o quanto ela era engraçado, porque nisso combinavam eram engraçadinhos, sempre com uma piadinha na manga. A gatinha dele nunca deitou no colo dela, não assistiram nenhum capítulo da novela das oito juntos, e nem discutiram sobre o galão de água que ela esqueceu de comprar.
Ele nunca fez aquele franguinho especial para ela e nem ela o seu famoso risoto de parmesão. Nunca passaram uma noite e conchinha, e ela sempre quis saber como aquele rostinho lindo ficava quando dormia. Nunca se deixaram sentir além da linha amarela. E não o fizeram porque não deixaram que isso acontecesse. Sabiam ser seus pares perfeitos. Mas no fundo não acreditavam nisso.
Acostumaram a viver um amor clandestino. E perderam a chance de sentir aquela paz que o amor traz. Optaram, ou não, pelas noites mal dormidas do que uma vida bem vivida.
Um dia cansados dessa clandestinidade, se despediram prematuramente. Escolheram a vida longe um do outro ao invés do para sempre até o final. Não deixaram o amor acontecer na vida real.
Ela hoje se sente só. Chora pela viagem que não fez com ele e pelos passeios de mãos dadas que tanto sonhou. Ele? Bom ele continua vivendo sua vida procurando quem sabe encontrar um amor que ele acha que ainda não encontrou... Parafraseando Frejat. Que aliás escreveu muitas das músicas deles...
O que eles não entenderam é que precisavam ter tido mais coragem para olhar além de si mesmos...
Porque Romeu e Julieta não se conheciam
Mas eles sabiam desde o momento em que se olharam, que um pertencia ao outro
O resto do mundo não importava, porque um pertencia ao outro
E mesmo sem que Julieta jamais tivesse notado Romeu, Romeu amaria Julieta; porque um pertencia ao outro
E mesmo sem dizer uma palavra Julieta ouviu a voz do amor nos olhos de Romeu, enquanto a morte selava seus lábios. E a morte também já sabia, que um pertencia ao outro
Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje — tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara —, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.
Breve sombra escura de uma árvore citadina, leve som de água caindo no tanque triste, verde da relva regular — jardim público ao quase crepúsculo —, sois, neste momento, o universo inteiro para mim, porque sois o conteúdo pleno da minha sensação consciente. Não quero mais da vida do que senti-la a perder-se nestas tardes imprevistas, ao som de crianças alheias que brincam nestes jardins engradados pela melancolia das ruas que os cercam, e copados, para além dos ramos altos das árvores, pelo céu velho onde as estrelas recomeçam.
Quando crio uma frase, um texto, um poema, poesia ou canção sinto como se mergulhasse em um oceano de opções, cada uma que escolho tem há ver com o que a minha inspiração pede... Pode ser o que vivi, o que acabei de vivenciar, sentir, pode ser algo que já estava ali adormecido e algo fez com que ressurgisse... ou simplesmente pode ser como uma flor que acabou de ser plantada, brotada ou mesmo despedaçada... Tudo pode ter uma inspiração, basta sentir de verdade, a alma sempre tem algo a nos dizer.
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