Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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⁠Tudo na vida parece um sonho, quando se é feliz de verdade.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠OUTONO INFIEL

Falso este Outono
Ou um rapaz rapace,
Tomate feito de alface,
Ou ridícula manha do dono?

No fresco do seu calor,
Naquele falso ardor
Ele mente,
E a gente nem sente
A infidelidade premente.

Quem és tu outono
O, dos poetas?
E ele (respondeu-me em seu mono):
Eu já não sou quem tu pensas,
Poeta de tantas parecenças,
E agora sem mais ofensas,
Digo: Não sou mais o teu outono.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

É impressionante como um futebolístico resultado menos positivo, consegue mudar e adulterar as relações de amizade entre alguns humanoides.
Depois, venham cá soprar-me aos ouvidos a dizer que só há um X (xis) número de drogas num espetro identificado neste mundo terrantês.
Para os eruditos e balofos estudiosos: acrescentem mais esta substância alucinogénia ao vosso cardápio de ilusões,
ou então, acabem de vez (...) com esta praga, antes que Alguém venha manifestar que é ela (mais uma...)
que está a criar desarmonias e muitos males reinantes no tecido da sociedade, enfim.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠NÃO

Não fui eu que me inventei.
Nem projeto,
Nem desenho,
Apenas mais um da grei,
Pelo que sei,
Um ser de certo dialeto
E, já agora, convenho:
Simples, fiel, muito reto.

Fui na pobreza criado
E nunca algoz de ninguém
E muito menos bastardo,
Quer de pai ou de uma mãe.

Sou apenas o resultado
De um amor de vida a dois.
Com a minha voz se canta o fado,
Com a minha vara eu toco os bois.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-11-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Prefiro não ter um pássaro na mão, mas vê-los todos a voar⁠.
As aves, são os arautos da liberdade.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

DORES

⁠Dói-me uma perna e um braço,
Dores cruéis de suportar,
Chegam ao cérebro num passo
Sem sequer protocolar.

Dói-me o estômago e um rim
E torço-me como a serpente,
Em dores que gritam em mim
Como um animal demente.

Dói-me o coração no pico
Das emoções escaldantes,
Dói-me a alma quando fico
Sem dores no corpo gritantes.


(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 26-11-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

LUZ PERDIDA

⁠Tantos anos na escuridão,
Procurei um dia a luz
No túnel da ilusão,
O brilho que me seduz.

Fiquei cego na minha cruz
Da vida,
De tanto olhar sempre em vão,
A luz da minha partida.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 28-11-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A SACOLA DA SAUDADE

Era um peregrino de pés a caminho
De um santuário que ele inventara
Em trovoadas da vida dura que achara,
Agora em destino de copos de vinho.

Carregava na sacola o seu tesouro
Ganho em tantas horas de penar,
Não eram pérolas, jóias nem ouro,
Somente imagens antigas do seu amar.

E lá ia o vulto cambaleando na estrada,
Falando sozinho num dialeto seu,
Que só o entendiam as aves do céu.

Às tantas, exausto, na berma parou,
Tirou da sacola o seu tesouro e chorou,
Beijando a imagem da mulher amada.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-01-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠MASSA CORONAL

Catastrófica erupção solar
Que um dia irá tostar,
Torriscar,
Estorricar,
Transformar
Em torresmo
Sem dar tempo
Do tenesmo,
O evacuar sequer,
Do macho e da mulher,
Na configuração dos tempos
Por vir,
E há quem já esteja a parir
Na alma feita tormentos,
Os tão amaldiçoados eventos.
Tudo o que há no mundo
Em absoluto ou profundo
Na hecatombe prevista
De uma morte nuclear,
Nada se pode comparar
Ao astro-rei,
Daquela força escaldante
Do queimar do trigo,
Na seca dos rios e dos mares,
No cair da crista das montanhas
E das serras tamanhas,
Num fim evidente
Num futuro presente
De um sono profundo
Do céu à terra
Desde a estratosfera,
Da ligada troposfera
Na mesosfera
De dormirmos a pensar
E, jamais, acordar.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 16-03-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠DATAS NA CONJUGAÇÃO DO VERBO SER

Era a noite da revolução,
Era o vinte e quatro de um Abril
De lágrimas mil
Num Argoncilhe
Que era mansão
E coutada de gentes
Da delação;
Ainda agora os hão,
Nunca diferentes
E sempre pelo não.
Eram os dezoito de vida
Do rapazola que eu era então.
Era o ano que me dava
E depois me roubava daí por três,
A vida de minha mãe
Que Deus levou e tem
Sem mais porquês.
É hoje, neste mesmo dia
De um vinte e cinco de Abril,
Daqui a tão poucas horas,
Que meu padrinho de batismo
Desce à terra do campo santo,
Fria,
No seu gélido manto.
Lá se foi a alegria
Da festa do simbolismo
Daquela madrugada fria
E ainda hoje eu cismo
Ao defecar na privada,
E de encontro ao já pensado
Pelo meu povo castigado:
"Eles" sorvem tudo
E não deixam nada!...

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 24-04-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se algum poeta soubesse
Fazer da palavra um pão,
Talvez no mundo houvesse
Menos fome e opressão.

(in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 28-05-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA

Eu era um poeta
Pateta
Sem saber
Como defecar a poesia.

Agora, que julgo saber,
Escrevo sem ser poeta
Só de ver e ler
Como escrevem a poesia,
Defecada,
Com cheiro
Por inteiro,
A nada.

Salvam-se alguns da fornada.
Quase como fúnebre elegia,
A mim, só me apetece dizer:
Ó arte da fantasia
Do pensar e escrever,
Minha irmã poesia,
Diz-me: se és tudo, ou nada!

(Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ABRENÚNCIO Ó ALMAS PENADAS E OUTRAS PANADAS

Naquele tempo
De um tempo
Em que não havia tempo
Para pintar,
Eis que veio uma mão suja
Com bico de coruja
Das tintas dos tempos
E dos tormentos
Que dava só em pensar...

Teimosa mão pintou
Na tela do meu peito
Uma vereda de árvores negras
Onde copulavam pegas
A torto e sem direito
Num sentido único que ficou
A ser como que metamorfose
De um destino feito osmose
Mesmo sem água,
Só mágoa
Ao natural,
Nada de solvências de sal...

Ainda hoje eu mostro este peito
A quem queira ver a pintura
Que aquela mão suja e impura
Gravou para sempre sem jeito
Este quadro malfeito
De uma vereda de árvores negras
Onde copulavam pegas
A torto e sem direito.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Tão Triste Por Publicar, em 08-07-2025)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

"Mesmo um pequeno progresso é um avanço quando se está no caminho correto."

Inserida por JohnnyDeCarli

"Não procure lucros indevidos. Um mau ganho equivale a uma perda."

Inserida por JohnnyDeCarli

"Um mesmo acontecimento contém mil versões verdadeiras e distintas entre si."

Inserida por JohnnyDeCarli

"Um dos maiores erros das pessoas é o hábito de ignorar os assuntos sobre os quais nada sabem."

Inserida por JohnnyDeCarli

"Um poema que ilumine a existência, eis um bom presente que podem nos dar."

Inserida por JohnnyDeCarli

"Os poemas são um caminho para o aprendizado e para a sabedoria."

Inserida por JohnnyDeCarli

"Por mais singelo que seja um poema, é digno de respeito e de consideração."

Inserida por JohnnyDeCarli