Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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Hoje eu quero paz, desejo amor e lhe entrego a fé que meu transborda em meu coração

Não é apenas só que estou me sentindo

É muito pior:
- Estou me sentindo sem você.

Capricho da memória:
de tantos momentos em que te vejo
e em que no meu pensamento
tua imagem se insinua,

havia de fixar-te, naquele íntimo instante
em que mais te desejo:
inteiramente nua!

Essa...

Essa, que hoje se entrega aos meus braços escrava
olhos tontos do amor de que aos poucos me farto,
ontem... era a mulher ideal que eu procurava
que enchia a minha insônia a rondar o meu quarto...

Essa, que ao meu olhar parado e indiferente
há pouco se despiu - divinamente nua -,
já me ouviu murmurar em êxtase, fremente:
- Sou teu! ... E já me disse, a delirar: - Sou tua !

Essa, que encheu meus sonhos, meus receios vãos,
num tempo em que eram vãos meus sonhos, meus receios,
já transbordou de vida a ânsia das minhas mãos
com a beleza estonteante e morna dos seus seios !

Essa, que se vestiu... que saiu dos meus braços
e se foi... - para vir, quem sabe? uma outra vez.
- segui-a... e eu era a sombra dos seus próprios passos..
- amei-a... e eu era um louco quando a amei talvez...

Hoje, seu corpo é um livro aberto aos meus sentidos
já não guarda as surpresas de antes para mim...
(Não importa se há livros muita vez relidos
importa... é que afinal, todos eles têm fim...

Essa, a quem julguei Ter tanta afeição sincera
e hoje não enche mais a minha solidão,
simboliza a mulher que sempre a gente espera...
mas que chega, e se vai... como todas vão...

(Do livro - Amo – 1939)

Noturno

Agora, à noite, fujo às vezes
e aporto em algum bar

Como antigamente.
Marinheiro do amor, de porto em porto,
a vida como um navio, de mar em mar...

Pensei que tinha lançado ancora,
que plantara raízes,
que não partiria mais.

E de repente, desarvoraste meu destino,
e te foste
- volto a ser o antigo marinheiro -
e sozinho, preciso embebedar-me,
agora num navio encalhado,
sem mar...

É mais fácil a pessoa ser metido rico do que pobre.

Mas quem disse que as folhas de Outono são folhas mortas? Elas dançam valsa bem lenta, quando o vento as embala ao redor das árvores.

Marilina Baccarat de Almeida Leão
LEÃO, M., Pelos Caminhos do Viver, Scortecci Editora, 2013

Tive muito amor para dar, a quem não teve braços para receber.

À sua passagem a noite é vermelha
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.

obra poética I caminho 1999

AMOR : Eu bem sei que o AMOR é todo cheio de GLÓRIA... __ingual__ a um Pé-de-Planta... que todo... __ANO__... ___ Flora !... ( CANTO DE CANTADOR NORDESTINO )

Inserida por RITAMENINAFLOR

AMOR VERDADEIRO
Quando fecho os olhos
Viajo dentro de mim
Encontro paz no abandono
O amor no exagero
A fartura no desapego
O desejo no meu corpo
... encontro você no meu seio

O doce no teu beijo molhado
O prazer no teu toque
O perfume na mistura do teu corpo no meu
Na certeza que tudo que é meu é seu

O pensamento abraça o sentimento
Que flutua no calor do nosso amor

Quando abro os olhos
Encontro você ao meu lado
Velhinhos de mãos dadas
Amando e sendo amada

O medo de permanecer desamado fazia de mim o mais inquieto dos enredos. Para abrandar a minha impaciência, sujeitava-me aos caprichos de muitos. Exercia a arte de me supor capaz de adivinhar os desejos de todos que me cercavam

Eu andei prometendo pra mais de uma pessoa que não ia te magoar
Eu prometi pra mim,pra você,e para aquela que te fez sofrer.

VOLTA AMOR, VOLTA PRA MIM

Como dói o coração, ver meu amor partir
Como se não bastasse, levou parte de mim
Não permitas que eu fique assim
Volta amor, volta pra mim

Tu és como o vento, posso sentir
Como uma brisa suave tocando em mim
Vai me deixando boba...
Ah como eu queria que voltasses pra mim

Vento que leva minhas pétalas
Que me deixas a balançar
Ficar sempre comigo pra que eu possas te abraçar
Nas minha lembranças posso sentir
Que ainda vives em mim

Volta amor, volta pra mim, preciso te sentir
Como folhas ao vento não posso viver
Preciso de rumo, preciso de você

Oh, marinheiro, o que você fez de nós? O que fez de mim?
Você está brincando de tempestade
Com esse amor sem fim.
Oh, marinheiro, em tanto porto nesse mundo
Você foi mudar o prumo pra tão longe assim?

Que antes que o mar te leve,
te encha e te cegue do horizonte e além.
Você mande resposta e notícia
Pra sua menina que ficou sem ninguém.

Que antes que a luz se apague,
eu possa entender que você é meu melhor presente,
meu porto seguro
de vontade independente.

Antes do fim do ano, que você seja meu
Feito Julieta e Romeu
Grudados num plano só
Como Lua e Sol
Dentro de um lençol.

Que antes que você vá embora
Eu diga que pra te amar não há hora,
Lugar, estrofe, rima, música ou poesia.
Que o destino mude numa fração de segundo,
Você mude teu rumo,
E resolva ancorar pra sempre na minha.
Na minha vida!

“Gosto de me entregar ao amor, sou assim. Se me amar vai ter tudo de mim..”

Mesmo agora que seja impossível para mim, eu nunca vou desistir!

Eu me perdi quando te encontrei, me perdi tanto de mim que até hoje ainda não me achei por completo. Ando procurando meus pedaços por aí, perdidos no vazio de outros braços. Andei procurando inspirações inúteis. Andei procurando motivações não existentes Talvez esse seja o ponto.
Te achar pra me perder e te perder pra me reencontrar.

VOCÊ EM MIM

Por entre trilhos te procurei
Trilhos da vida, não te encontrei.
Então voei entre nimbos e cirros
Também te busquei
Mas o amor não estava em lugar algum.
Rasguei-me e a meu peito adentrei-me
Nos trilhos da dor e solidão
Eis que dormias abraçado ao meu coração.

Vivendo em cima
De lajes, que para mim viraram ilhas,
Matando a sede em bocas ressecadas e goles de cerveja,tirando os estresse em tragos de cigarro, observando uma paisagem que mesmo estando tão perto só posso apreciar de longe, tons de verde esmeralda e azul marinho que as vezes se misturam ao vermelho sangue em noites de horror.