Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação.

Despretenciosa e solitária.
A rosa vive o processo
de ser quem é.
Brota sem ter medida.
Floresce de cor munida.
Depois morre.
Ida.

Você nunca receberá uma traição de alguém que não confia, traidores e traidoras são pessoas que sempre tiveram de nós exagerada confiança...

Se você teme muito determinada doença, cuidado! O medo pode causar mais estrago que a suposta moléstia...

⁠Ordenou-me que ficasse; e eu, como boa submissa, obedeci ao meu senhor.
Somos o encontro perfeito do amor; ele a ordem e eu uma submissa sem pudor.

Quem não crê na MATERIALIDADE dos milagres de Nosso Senhor e vê neles apenas metáforas pedagógicas não é cristão nem mesmo no sentido metafórico do termo.

E, quando o presente é feio e o futuro incerto, o passado vem-nos sempre a memória como o tempo em que fomos felizes.

Para sempre é composto de agoras. (Emily Dickinson)

Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia. (Vinicius de Moraes)

Egoísta é um sujeito mais interessado em si próprio do que em mim.

Os sonhos são as manifestações não falsificadas da atividade criativa inconsciente. (Carl Jung)

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante. (Carlos Drummond de Andrade)

Se você sair prometendo o que ainda não têm, vai perder a vontade de consegui-lo. (Paulo Coelho)

O Capoeira

- Qué apanhá sordado?
- O quê?
- Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada.

Oswald de Andrade
Andrade, O. Pau-Brasil, Au Sans Pareil, 1925

O amor é como as plantas, não adianta colocar água fresca se a raiz já está morta.

A ausência de sua presença me faz mal, sinto que sem você nada será como era antes.

A maioria das pessoas passam a vida a procura da pessoa certa, vivendo algumas paixões e sentimentos passageiros, que só temos a noção que não era de verdade quando acaba, porque o que é verdadeiro e recíproco não acaba jamais.

Existe uma semelhança entre pessoas loucas e pessoas normais.É que ambas engolem muita hipocrisia, mas somente as loucas vomitam lógica.

Só fale comigo se tiver vontade. Me mande uma mensagem se quiser. Venha me visitar se sentir interesse. Me de um bom dia/tarde/noite se lhe convir. Me respeite se achar que é respeitada por mim, me admire se achar que sou passível disso, mas por favor, não me procure para chorar suas lagrimas se quando as minhas foram derramadas você não estava nem aí para elas. Fácil é criticar aqueles que te fazem chorar, o difícil é dar valor para aqueles que querem seu bem, é muito simples não darmos valor para as pessoas que gostam da gente, pelo simples fato de saber que essas pessoas estarão lá para te ouvir e ajudar quando for de interesse seu, mas um dia cansa. E aí, como vai saber? O que tem feito?

Nunca Desista de Nunca Desistir

Guilherme de Sá
Rosa de Saron

Tu podes tocar a terra sem quebrar essa coesão de nossas almas; porque sou uma coisa tua, uma porção de teu ser; porque te pertenço e te sigo fatalmente; porque na terra, como no céu, longe ou perto, vivo de tua vida.

As mulheres sabem do que se proteger, porque leem romances que lhes contam sobre esses truques.

É sempre nos meus pulos o limite
É sempre nos meus lábios a estampilha
É sempre no meu não aquele trauma.

Carlos Drummond de Andrade

Nota: in Enterrados Vivos

Pátria minha

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias, pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamen
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes."

Vinicius de Moraes
Antologia Poética

A plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo.