Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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Hoje acordei sem mim.
Saí à rua,
para me deixar possuir
pela simples leveza de existir.

Se procura defeitos em mim
Com certeza vai encontrar
Afinal sou imperfeita
E não consigo só acertar
Eu erro de tantas formas
Do levantar até o deitar

Prefiro doar o simples de mim a poucos do que atingir a sofisticada vontade de agradar a todos.

Quero que se lembre da sensação. Pois era assim que eu me sentia sempre que olhava para mim.

Nem sempre saber o que pensam de mim é agradável, mas é sempre útil.

Menino, menino, tenho uma ternura enorme por você —e para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão.

Ontem aconteceu a pior dor de cabeça já ocorrida no mundo. Por quê? Ora, porque foi em mim. Por que mais seria?

Não acredito em mera coincidência. Pra mim, isso é brincadeira de alguém: do cosmo, de Deus, ou da vida.

Eu era louco por você, aí eu decidi ser louco por mim.

Ai de mim! A vida se prende obstinadamente àquilo que mais odeia.

Como é que vai a sua vida?
Em algum momento se lembrou de mim?
Já faz tanto tempo que a gente não se vê
Será que até já me esqueceu?
Ficaram tantas coisas desse amor
Me acompanhando em minha solidão
Hoje de você eu guardo só recordações
E vivo dessa consciente ilusão.

Procuro não pensar mas sempre sonho com você
Seu beijo, seu perfume, sua pele a me tocar
Prefiro não lembrar mas não consigo esquecer
Aquele seu sorriso e tanto amor no seu olhar.

Para ser sincero eu já tentei me enganar
Pensando um dia encontrar outro alguém
E hoje para ser mais sincero ainda
Como você não há ninguém

Mas eu não quero ouvir você dizer
Que um dia a gente vai se ver por aí
Olha, meu amor, sabe o que mais
Mentir para quê, assim não dá, quero voltar para você!

Pedaços de mim

Meu coração sangra
Sofre sem você aqui
Vive apagado aos pedaços
Não há colagem que o faça se unir

Há pedaços de mim
Por todo o meu quarto
Meu coração em cascalhos
Todo jogado esfarelado

Triste composição
De minha vida e o amor
Não sei viver sem você
Mas acredito friamente
Que não quero mais você

Superação...
É a palavra chave para o meu coração
Unirei os pedaços
Viverei em constante falsidade
Fingindo ser feliz enganando a mim
Sufocando meu coração

Vou ser assim
Sempre juntando
Pedaços de mim

Caí por você, mas levantei por mim.

Mar em ressaca ou Mergulho em MIM.

Eu não sei ser maré baixa. Não sei ser RASA, ser pouca água. EU SOU turbilhão... vulcão... cachoeira... por isso se não tiver muita água, prefiro nem ir a praia.
A vida acontece num tempo diferente do tempo do meu egoísmo. Aceitar isso é sabedoria.
O tempo tem sua própria duração, independente de mim.
O tempo é uma ilusão da existência material.
Mergulhei em mim, entrei em minhas fragilidades. Era um território estranho, conhecido, mas disfarçado.
Logo de cara vi minha Hipocrisia. Sempre tão discreta, tão velada. Andava se esquivando, se escondendo em mim, como se devesse algo a mim mesma!
Conheci meus Preconceitos. Exclamei:
- Vocês por aqui? Achei que já não faziam mais parte de mim!
Eles, sempre orgulhosos, responderam:
- Ah! Já somos enraizados. Temos essa boa desculpa conformista pra existirmos em você.
Tomei um susto quando encontrei minha Vaidade. Parecia um Pavão dançando. Parecia uma Sereia, perdida no egoísmo de seus próprios cabelos.
Sempre tive uma relação curiosa com minha Vaidade. Ela sempre me deixou Vulnerável. Minha Vaidade é burra, me Vende por pouco. Às Vezes por um elogio, que nem precisa ser sincero. Achei melhor nem falar com ela.
Reconheci as velhas amigas: teimosia, preguiça, determinação...
- Ola! Vocês tão sempre por aqui, né? – cumprimentei com um aceno de mão.
Dei uma espiadela na minha ignorância. Para variar ela estava preocupada com algum detalhe desprezível e nem me viu passar.
Onde estava minha parte sã? Será que ela fica separada do resto pra não contaminar? O que fazer com tudo aquilo que era tão feio, mas era tão “EU”?
A Lispector sempre me tranqüilizava com o GH que diz que nossos defeitos são colunas que sustentam nosso existir. Lindo, poético, confortante... Mas naquele mergulho, nem Clarisse me acalmou.
Porque, defeitos? Não somos imagem/semelhança de algo maior? ...
Esses papos complexos sempre me despertam a fome.
Foi ai que eu encontrei a Gula:
- Olá! A senhora anda sumida hein? Aconteceu alguma coisa? Deu uma emagrecida... Ta mais bonita!
Ela nem me respondeu. Tava meio magoada com essa nova fase da minha vida. Mas ela é tinhosa, tinha certeza que poderia voltar a correr nos campos de meu descontrole.
Às vezes desconfio que a Gula, a Compulsão e a Ansiedade, (primas inseparáveis) andam aprontando alguma coisa em surdina. Estavam muito quietas.
Tenho medo de qualquer silêncio.

[Pausa Dramática]

Somos feitos só de virtudes! Os defeitos nascem do uso exagerado de algumas qualidades: Minha ótima memória usada ao extremo me faz rancorosa. E minha determinação, quando cega, me faz teimosa.
Tenho tanto medo de meus impulsos. Preciso aprender a respirar... Minha consciência precisa de AR pra funcionar (salve Osho). Antes de deixar o impulso explodir, preciso levar ar pra minha consciência agir!
Quero a plenitude duradoura!
“Domesticamos passo a passo os “demônios” que nos habitam, sem recalcá-los, sem cortar-lhes os chifres, mas controlando-os e canalizando essa energia poderosa para nosso crescimento... até que nossa parte sã cure nossa parte doentia”
Sabia que Leonardo Boff seria capaz de codificar isso.
Dosar Conscientemente meus defeitos.
Domar conscientemente minha impulsividade.
Achar o tal do equilíbrio!

Trago as grades dentro de mim.

A noite só chega pra me mostrar mais e mais o quanto você é bom pra mim. É na calada da noite que meus sonhos vão de encontro aos seus olhos, e eu me vejo emocionada por estar ao seu lado até os dias de hoje. É pouco dizer o quanto tem significado pra mim, é mais fácil escrever mil palavras seguidas com o mesmo significado - Eu amo você - mais ainda sim seria pouco... É também nos meus sonhos que nós nos tornamos apenas um e num desejo interminável ficamos a noite inteira juntos, num só corpo! É lá que a minha vontade de gritar à todos que eu te amo. É nessa hora que eu percebo o quanto pode dá certo mesmo com a distância, que é SIM significativa. Mais eu te quero, e hoje já não posso fazer mais nada. Eu me apaixonei sem querer.

E se você esquecer o quanto você significa para mim, todos os dias eu vou te lembrar.

Para mim, a velhice é sempre 15 anos mais velha do que eu sou.

Bernard Baruch

Nota: The Observer, Londres, 21 de agosto de 1955

"Decorre daí que rejeito toda autoridade? Longe de mim este pensamento. Quando se trata de botas, apelo para a autoridade dos sapateiros; se se trata de uma casa, de um canal ou de uma ferrovia, consulto a do arquiteto ou a do engenheiro. Por tal ciência especial, dirijo-me a este ou àquele cientista. Mas não deixo que me imponham nem o sapateiro, nem o arquiteto, nem o cientista. Eu os aceito livremente e com todo o respeito que me merecem sua inteligência, seu caráter, seu saber, reservando todavia meu direito incontestável de crítica e de controle. Não me contento em consultar uma única autoridade especialista, consulto várias; comparo suas opiniões, e escolho aquela que me parece a mais justa. Mas não reconheço nenhuma autoridade infalível, mesmo nas questões especiais; consequentemente, qualquer que seja o respeito que eu possa ter pela humanidade e pela sinceridade desse ou daquele indivíduo, não tenho fé absoluta em ninguém. Tal fé seria fatal à minha razão, à minha liberdade e ao próprio sucesso de minhas ações; ela me transformaria imediatamente num escravo estúpido, num instrumento da vontade e dos interesses de outrem."

Sei que ele gosta de mim, só não sei se ele sabe o quanto eu gosto dele, o quanto eu me entreguei ao escuro, aos passos largos.