Herta muller
O Teatro Mágico
Veio de manha molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar... e se entregou ao vento
O sol veio avisar... que de noite ele seria a lua......
Aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar...
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar...
Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem
Eu sempre estarei aqui, não se esqueça, você é importante para mim. Uma vez dito "eu te amo", você fará parte da minha vida.
Ficar antissocial de novo. Me isolar das pessoas que eu amo e que me amam, assim ninguém me machuca ou se machuca.
Não queria me afastar de você e nem que a nossa amizade terminasse, mas acho que não conseguimos suportar tantas brigas! Eu te amo muito. Eu não estou nem me importando com os meus sentimentos, a única coisa que eu quero é ver você feliz.
O amor gay é o mais puro e verdadeiro, pois muitos homossexuais são capazes de lutar contra a sociedade por alguém.
Acho necessário que a literatura seja poética. Pela formulação poética tento fazer com que o texto seja menos artificial, reflita a vida. Tento fazer com que as frases contenham mais do que as palavras que estão ali. É o que me motiva a escrever. O que quero contar sei de imediato. A questão é como contar.
Bom seria se em nossa cabeça houvesse coisas para serem trocadas, em lugar dos pensamentos que a gente rumina sem cessar.
Cada frase só tem sua vez quando a anterior se foi. No calar tudo vem de uma vez só, tudo se acumula ali, o que por muito tempo não é dito e até mesmo o que nunca é dito.
Levo comigo uma bagagem silenciosa. Fechei-me tão profundamente e por tanto tempo no silêncio que nunca consigo abrir-me através das palavras. Apenas me fecho de outras formas quando falo.
Sempre nos encontramos despreparados diante das coisas. Sempre elas se inventam, enquanto fazemos algo.
O veneno é eu acreditar que meu cérebro escorrega para a frente, sobre a cara. É humilhante, não há outra palavra, sentir-se descalça no corpo inteiro. Só que, quando a melhor palavra ainda não é suficiente, não se pode dizer muita coisa com palavras.
A língua nunca foi e nunca é, em tempo algum, um terreno apolítico, pois ela não pode ser separada daquilo que uma pessoa faz com a outra. Ela sempre vive no caso específico, cada vez é preciso estar à espreita para arrancar-lhe o seu intento. Nessa indissociabilidade da ação ela se torna legítima ou inaceitável, bonita ou feia, também se pode dizer: boa ou má. Em cada língua, isto é, em cada modo de falar estão fincados outros olhos.
Se o Espírito Santo nos guia em tudo, Ele irá fazê-lo de acordo com as Escrituras, e nunca de maneira contrária a elas.
Este é um dos grandes segredos relacionados ao serviço bem-sucedido para o Senhor — trabalhar como se todas as coisas dependessem de nossa diligência, mas, apesar disso, não depender do menor de nossos esforços, e sim das bênçãos do Senhor.
