Quintana Amar
Título : Medo de Amar
Yeah, é o medo de novo...
Olho pro visor, seu nome brilha e eu hesito
O coração acelera, mas o medo é meu grito
Já estive nesse palco, já conheço o roteiro
Entrega total, pra depois ser o passageiro
De um trem descarrilado, sem freio, na contramão
Amor é investimento, mas cansei da inflação
De sentimentos vazios que drenam minha paz
Eu quero o seu "pra sempre", mas o "nunca" me atrai
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
E você chega com esse jeito, desarmando o meu forte
Dizendo que o destino é questão de escolha, não sorte
Mas o histórico é sujo, cicatrizes não mentem
Eu sou um campo minado onde poucos se sentem
Seguros pra pisar, seguros pra ficar
Eu construí um muro que você tenta escalar
Mas cada tijolo é um erro que eu jurei não repetir
Você traz a primavera, eu só quero me cobrir
Será que é real? Ou é só mais um tombo no meu degrau?
Eu sinto o fogo, mas temo a queimadura
Tua luz é linda, mas eu prefiro a minha sombra escura...
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
Talvez amanhã eu atenda...
Talvez amanhã o medo se renda.
Realmente o que importa é se amar, se não, vais lutar para arrastar outros no mesmo calaboço de amargura e ódio.
Amar com pureza é guardar o melhor de mim para oferecer ao mundo, sem esperar nada em troca além da felicidade de quem eu admiro.
Amar de verdade é se desarmar por inteiro e saber que a própria pele fica exposta ao vento mais frio.
Há uma solidão profunda em amar com alma: a certeza de que poucos compreendem a gravidade de um afeto que não pede nada em troca.
Amar de verdade é aceitar que a felicidade do outro importa mais do que a sua posse, mesmo que o custo seja o silêncio e a distância.
Amar de verdade é ter o coração partido pela própria capacidade de sentir tanto em um mundo que se contenta com tão pouco.
A verdadeira dor de amar não vem do medo de perder o outro, mas da certeza de que o amor continua existindo, intacto, mesmo quando não há onde repousá-lo.
Amar de forma pura é aceitar a vulnerabilidade de estar totalmente exposto, sabendo que a mesma porta por onde entra a luz é a que deixa passar o frio.
Amar profundamente é carregar uma saudade que não cobra nada, um sentimento que prefere a dor da ausência à facilidade do esquecimento.
