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NĂŁo terminou porque
NĂŁo quero ir embora
O corpo Ă© fechado
Mas a revolta encorpora
Se paro sĂł paro
Porque eu sei que Ă© a hora
Inspiração e rima
Na minha caixa de pandora
Fugir era que nem morrer, sĂł que pior, porque na morte a pessoa vai embora sem saber, e nĂŁo pode se despedir. Mas na fuga a pessoa sabe que estĂĄ indo embora, e nem se importa em dizer adeus.
Onde quer que estejas, em teu paĂs
ou em outro, és estrangeiro: ninguém
tua lĂngua compreende. SĂł, o deserto
de estranhas veredas percorres.
Conservas, no entanto, dos primeiros anos
o albor, quando tua cidade, madrasta e mĂŁe,
teus sonhos na noite fresca velava.
A grande mĂŁo que afagou-te esmaga o peito agora.
Ah! Somos apenas o que somos. Apenas.
"Todos passam por momentos de declĂnio para dar valor a ascensĂŁo futura. ResiliĂȘncia sĂł se aprende na prĂĄtica."
NĂŁo existe compaixĂŁo antes de existir amor-prĂłprio. Eu aprendi isso com o budismo. Vivemos em uma sociedade com pouca compaixĂŁo porque no fundo as pessoas estĂŁo a cada dia se odiando mais. Ă baixa autoestima, Ă© auto desvalorização porque esqueceram que sĂŁo seres divinos, passam suas vidas competindo, buscando coisas, status, posses, aplausos, tĂtulos e aparĂȘncias e sequer enxergam o que importa: suas almas, seus coraçÔes.
Como resultado vivemos uma era de superficialidades, depressĂŁo, suicĂdio, infelicidade. Onde nĂŁo existe autoamor, nunca existirĂĄ compaixĂŁo.
Ă sĂł uma oração: Que o meu amor te enlace, e nesse abraço faça vocĂȘ se sentir bem. Que esse mesmo amor, te dĂȘ calma, para poder apreciar a beleza de receber um sentimento de presente. E quando o amor lhe faltar, que o amor que te oferto te acolha e escolha contigo ficar. PorĂ©m Ă© no silĂȘncio dessa prece que te amo, grandiosamente, como o universo sustenta os astros, o amor me sustenta, me fortalece, na inĂ©rcia, e mesmo assim, nos teus movimentos, te amo de forma reparadora incondicionalmente.
"Converso com o homem que sempre vai comigo â quem fala sĂł espera falar a Deus um dia â; O meu monĂłlogo Ă© conversa com este bom amigo. Que me ensinou o segredo da filantropia."
Nem Ă© mania de pensar em uma pessoa sĂł, deixou de ser vĂcio faz tempo, e se tornou parte do corpo, da alma. Quando vocĂȘ pensa que nĂŁo estĂĄ pensando, tĂĄ lĂĄ vocĂȘ pensando de novo.
Ricardo F.
Foi um momento
Custei acreditar que
foi sĂł um momento,
Esperei a eternidade.
Esperei, chorei,
esperei, nĂŁo aconteceu.
Com vocĂȘ sonhei a eternidade,
o felizes para sempre.
Até um anel no Ibirapuera,
foi usado para pedir
que fossemos dois.
O anel vocĂȘ o tem,
meu pedido também.
Explica-me o "nĂŁo".
Falaste sim,
Mas agiu com descaso?
Agora vocĂȘ chora,
O tempo passou,
O amor em alguma gaveta ficou.
E a chave vocĂȘ tem?
Sei também que essa perdeste.
Digo-lhe que outra mulher encontrou,
Cuidou, zelou e jurou.
Jurou a eternidade, e como dois
nos tornamos um.
Obrigado por me perder, pois sĂł assim
a outra ganhou!
Vou te contar um segredo
Um sentimento que nĂŁo Ă© sĂł meu
Relata meu medo
De quem vive e jĂĄ viveu
Medo da literal morte
De contar ou nĂŁo com a sorte
Da morte em vida
De nĂŁo ser a preferida
Medo de nĂŁo saber fazer
De fazer acontecer
De nem ao menos tentar
Da derrota sem lutar
Medo dessa que chega: a idade
Da dor da saudade
De se adaptar ao novo
De começar tudo de novo
Medo de mim
Medo do fim
De nĂŁo saber como vai ser
De nĂŁo pagar pra ver
Medo de olhar pra trĂĄs
Invejar quem faz
De descobrir que morreu
Mais do que viveu
Medo do futuro
Das vezes em cima do muro
De tarde demais se arrepender
Do tempo que deixou de viver
Medo de falar
O que era pra calar
De magoar
Com palavras sem pensar
Medo de realizar os sonhos
Mesmo os mais medonhos
De cansar de esperar
Por mais uma chance de amar
Medo de confundir tudo
Com essa loucura que Ă© o mundo
De me perder pelo caminho
Esquecer a importĂąncia de um carinho
Medo de viver sem razĂŁo
Magoar meu coração
De me ver perdida
De nĂŁo curar minha ferida
Medo, medo, medo de toda essa loucura que Ă© viver
Para recebermos boas vibraçÔes, ter sucesso e ser grata por tudo de bom que estå por vir, é só deixar o caminho livre, abra os braços e sorria!
