Almeida garrrett
"Os que vivem a Síndrome de Peter Pan habitam o corpo adulto, mas o inconsciente ainda brinca no parque da infância."
Não Vejo-Me Aqui
Ao emanar a fumaça do cigarro, sinto que estou me livrando da angústia que há em mim.
A melancolia me corrói,
é angustiante, me destrói.
Não vejo-me aqui,
Desejo desistir.
Um sentimento indescritível,
Uma dor interna horrível.
Tenho um corpo funcional e limitado.
Dor, angústia, agonia, tormento.
Penso: é uma condição mental?
Um acontecimento anormal?
Sinto-me desconfortável constantemente.
É… essa é a vida que eu levo e sou consciente.
Meu corpo é uma anomalia.
Nada faz sentido, nada.
Só sei que fumar, me automedicar, me alivia.
— Lorenzo Almeida (24.10.24).
Passado.
Fugir do passado é impossível
tal como fugir do abraço da morte. Eu tento; mas não consigo, o passado sempre me enlaça, me alcança, estás aqui, ali e no meu próximo passo. O passado estás nos bancos da orla, no degustar de um vinho barato, no olhar daquelas garotas — que ficastes no passado. Pela eternidade estarei lutando para esquecer, mesmo sabendo que perderei esta dura batalha. Afinal, vivi, toquei, fui tocado, beijei, fui beijado, abracei, fui abraçado, senti cada suspiro, olhar, intenção ao meu lado. Jamais escaparei, no futuro, deste incompreendido passado.
— Lorenzo Almeida.
A Última Vez
A última vez me marcou por mais de 1 mês;
a última vez me dilacerou feito uma navalha em meu pescoço, nada pude fazer,
me senti no fundo do poço.
O tempo me surpreende, tudo colaborava pela nossa ligação, o tempo passou, de tudo… ah, de tudo só tenho recordação.
Pensar nisso me fere, não sei o que sentes,
mas sentirei-me confortável ao saber que estás alegre.
O passado foi reconfortante.
Lembro-me até hoje dos seus olhos brilhantes, do seu sorriso, da sua feição, toque.
Na verdade, lembro-me de cada instante.
— Lorenzo Almeida.
Manuela
Numa tarde ensolarada, passaste uma garota na orla da praia, eu estava acompanhado, mas não pude deixar de nota-lá.
Sua camisa de longe minha atenção chamará. Ali vi uma oportunidade de criar uma ligação. Eu a elogiei e logo depois ela retornará.
A interação foi sucinta, exalou um jeito meigo e, ao mesmo tempo, distinta.
Manuelase chama ela, garota agradável, detém bons e curiosos gostos, marcante e admirável.
A vi uma só vez, na tarde ensolarada de algum mês.
Manuela se chama ela.
— de Lorenzo Almeida, para Manuela Marques.
São tempos difíceis, o mundo está um verdadeiro caos.
Às pessoas estão cada vez mais frias e impacientes para com as outras. Não às julgo!
Mas se você puder fazer a diferença com uma conversa, um abraço ou com um simples sorriso, isso pode significar muito para alguém.
Na vida, não escapamos da dor, da incerteza e do trabalho constante — são eles que moldam nossa jornada e nos fazem crescer.
Somos uma comunidade existente para conectar as pessoas umas com as outras. A comunidade que serve para restaurar casamentos falidos, filhos que não falam com seus pais. Irmãos que foram destruídos por causa da ganância e do poder.
O silêncio é o momento em que nós abrimos a mente e o coração para recebermos a Palavra de Deus de maneira amorosa, carinhosa e suave. Silêncio é o momento em que nós preparamos o coração para ser transformado pela presença do Pai. Silêncio é o momento indispensável para termos uma disciplina espiritual de cultivar a presença de Deus e mais nada. Silêncio é o momento em que nós preparamos o coração para na presença do Senhor, sermos transformados pela graça dele, é o momento onde Cristo nos remodela à sua imagem e nos liberta de todas as amarrações e preocupações desta vida.
