Luiz Guilherme Todeschi
Muitas vezes as pessoas não recebem a gratidão merecida; saber viver sem ser reconhecido é uma arte.
Saindo do trabalho daqui a pouco... Graças a Deus a semana está passando rápido... Muito trabalho... Tem sido difícil ir pra casa e não pensar, não olhar, não ligar, tentar evitar saber o que está acontecendo, etc... Meu pensamento ainda voa longe diariamente... Me pego imaginando que está tudo bem... Mas, não está... foi-se o tempo do "quem sabe" ou do "e se"... A única coisa boa dessa fase, é que voltei a escrever... há tempos não fazia isso... Me sinto mais leve quando coloco pra fora o que estou sentindo, mesmo que subentendida ou subjetivamente. Saudade de tudo... até das coisas nem tão boas assim... e preocupação latente! Beijos... Até amanhã!
Mesmo que sejamos infiéis, Deus nos usa para abençoar as pessoas. Não nego que Ele sempre está do meu lado!
Quanto mais convivo com o ser humano, mais me decepciono. Esse ano tem sido complicado desde o começo; uma sucessão ininterrupta de provações, de traições, de mentiras, de apunhaladas nas costas... e por ai vai... uma atrás da outra. Incessantemente. Sempre disse que as pesssoas, por mais que julguemos conhece-las, podem nos surpreender a qualquer momento, e quase sempre para o mau, mas este ano está superando quase uma vida inteira.
"Talvez um dia você perceba que eu faço falta na sua vida, e que essa fαlta é um espaço a ser preenchido; talvez um dia no meio de tantos, você perceba que eu posso até não ser aquela que você sonha, mas sou a pessoa que mais te completa; e talvez no exato momento em que você perceber tudo isso, eu descubra que estar com você não vale mais a pena."
A cada dia conheço menos gente capaz de retribuir ou demonstrar amor e afeto...
Tudo fica subentendido ou no limiar da racionalidade... Por que entregar-se dói; amar é complicado e demonstrar carinho é uma das coisas mais difíceis de se fazer... o outro, normalmente, cria uma expectativa que quase nunca conseguimos alcançar, e vice-versa.
Enfim em casa...
Engraçado como, de repente, sentimos falta de coisas tão simplórias que antes nem notávamos o quanto elas são importantes nas nossas vidas...
Um abraço carinhoso... dormir abraçado... ouvir "eu te adoro" de madrugada enquanto seu namorado fala dormindo... Sinto falta de tantas coisas que nem consigo enumerá-las, principalmente numa noite fria e chuvosa de sábado, igual hoje...
Em um exato momento, senti meu corpo tremer,
percebi que estava no limiar da loucura;
Mas esperar o que do amor?
Energia latente, que nunca morre.
Sentimento voraz que avassala,
uma dor que assalta
os corações incautos, desavisados da dor do amor.
Covardia seria?
Prudência costumeira, para não machucar o coração de quem se ama.
Frases desconexas, para exprimir o que se senti por um amor primaveríl,juvenil.
Na manhã azul de um outono quase congelante,
vislumbro o entardecer na solidão com meu livro.
Ele é meu ínico amigo no momento.
Enquanto meu amor se prepara para noite, meu coração se prepara para mais um dia sem ela.
Pra consolo, ouço o gorgeio de um pássaro muito belo, logo ali. Parece trazer uma mensagem, paracere me dizer algo.
Talvés esteja anunciando o próximo dia. Eu e meu livro, na solidão do outono quase congelante.
O mar infinito para meus olhos e utilizei toda força do amor para atravessa-lo.
Em busca daquilo que mais temia. Terra vista!!! disse o marinheiro no alto do mastro.
Meus olhos marejaram de lágrimas, senti um motivo a mais para abordar aquela terra tão estranha.
Ao sabor dos ventos, que abrandavam calor escaldante, deixei meus sentimentos no cais e adentrei terra firme para fixar os meus sentimentos em terra nova.
Foi por ti que deixei o mar...
Prisioneiro de mim mesmo
Liberdade eu procurei,
Liberdade eu precisava,
Liberdade eu encontrei,
Comprada, inalada, aspirada, injetada, limitada, passageira, mentirosa e traiçoeira.
Liberdade eu procurei,
Na liberdade que encontrei, me isolei, me entreguei, me viciei, me perdi, me escravizei.
Liberdade eu procurei,
Liberdade eu precisava,
Liberdade de verdade,
Liberdade eu não achava.
Busquei em diversas fontes, subi no mais alto monte, lá de cima eu me dei asas, voei até os céus buscando romper o véu que escondia a liberdade, o que havia por trás do azul?, a liberdade estaria ali?, quem escondeu-a de mim?, eu preciso encontrar o sabor da liberdade, eu preciso sentir o que é ser livre de verdade.
Cansado e sem encontra-la, desisti de procurar, resolvi aterrissar, me encostei pra descansar, fechei meus olhos tentando dormir para aliviar meu cansaço, foi então que me vi olhando para dentro de mim, e que havia algo ali, onde eu nunca pensei em procurar, me encontrei com a verdade, ela me disse que ali, dentro de mim, morava a felicidade e que se eu a encontrasse seria livre de verdade.
Viajei por tanto tempo, gastei energia, vida e talento, procurei nos quatros ventos, o que eu só encontrei quando me olhei por dentro.
A verdade me ensinou o endereço da liberdade, antes porém me avisou que eu só a encontraria se acreditasse que era a liberdade que eu queria de verdade.
Quem sou eu?
Não sei quem tu és, se choras ou se ri
Não sei onde moras, eu nunca te vi
Não sei tua dor ou tua alegria
Não olhei nos teus olhos, nem vi sonhos e fantasias
Eu canto a vida, histórias de amor e dor
Nas idas e vindas de um grande amor
Eu vejo perfume, beleza e cor
Nas minhas tristezas, paixão e desamor
Fantasio as verdades, eu choro a alegria
Acendo as estrelas, da noite faço o dia
Converso com o sol e com a lua namoro
Perfumo a saudade, é na vida que moro
Tristeza e dor pra mim é poesia
Amor e desamor, uma grande magia
Na solidão todo dia me acompanho das estrelas
Na melancolia sozinho, fico feliz ao vê-las
Com lágrimas salgo as águas dos rios, depois que deságuam de mim
Com elas rego a mais linda rosa que por amor cultivo e vive no meu jardim
Na imensidão de mim, declamo o que o coração me faz dizer
E na minha poesia eu derramo, aquilo que te faz sonhar e viver
Com alegria eu choro e da tristeza faço festa
Temos um só coração...
Quem sou eu? Sou igual a você! Mas por acaso...
Eu sou poeta!
Enquanto houver um só gemido de dor:
ecoando pelos ares,
das entranhas dos lares,
da vida em desamor.
A paz será uma quimera inatingível;
um cometa vagante;
uma estrela distante,
no universo intangível.
Somos joio ou trigo na gleba que andamos.
Já choramos, sorrimos, nos dois extremos:
Porque parte da vida é o que plantamos;
porém a outra parte é o que nós colhemos.
No mapa da vida, dois caminhos temos.
O do amor, ou da dor, que nós optamos:
Porque parte da vida é o que fazemos;
porém a outra parte é o que nós pensamos.
Corpo e espírito, terra e céu, nos compomos.
No chão seguimos, mas para o céu olhamos:
Pois nos construímos, parte do que somos;
porém a outra parte do que nós sonhamos.
Na estrada há montanhas de frio sopé.
Ora tropeçamos, ora as transportamos.
Porque em parte somos alma e temos fé;
mas em parte somos corpo e duvidamos.
Nós dois somos um verdadeiro poema, nós somos as palavras, cada pessoa que passa na nossa vida são os pontos e vírgulas; se tirar, pode até ficar sem sentido, mas isso raramente acontecerá, essas pessoas apenas servem para a entonação, para a pausa pra reflexão, mas não importa, nós somos as palavras. O ponto final é a morte, mas, aí, o poema já vai estar escrito.
