Luiz Guilherme Todeschi
Enquanto os "sábios" se ocuparam no aprendizado do silêncio, os "imbecis" apreenderam a oratória e planejam "dominar" o mundo.
A consciência é adquirida com o gotejar de muitos anos de atenção e pode se evaporar em alguns segundos de ilusão.
Um mundo que sonha em ser totalmente civilizado precisa aceitar incondicionalmente as diferenças individuais.
Se concordam com o armamento da população, também devem concordar com o armamento nuclear dos países, pois tudo é uma questão de calibres. Daí, às consequências imprevisíveis.
Não são máquinas de ganhar prêmios que são abastecidas com "tapinha nas costas", são seres humanos que carecem de amor e carinho.
Crescei e multiplicai inversamente proporcional a encolher e dividir, a espécie humana tendo que sobreviver as suas próprias razões.
Estar presencialmente numa guerra, com certeza, não é a mesma sensação de se jogar Battlefield no sofá de casa.
O pessoal da direita acha que sou da esquerda, os da esquerda acham que sou de direita; sinto-me atacado pela lisonja.
Ser decepcionado por alguém é uma experiência que todos enfrentam em algum momento da vida. A primeira vez costuma ser inesperada, quase como um choque. A decepção chega de surpresa, porque ainda acreditamos na imagem que criamos da pessoa. Na segunda vez, já não há o mesmo espanto: é um aviso. Um sinal claro de que algo não está em equilíbrio. Porém, quando a mesma situação se repete mais de duas vezes, já não estamos mais diante de um simples erro do outro, mas diante de uma escolha nossa.
É duro admitir, mas a insistência em permanecer em um ciclo de decepções revela mais sobre o que aceitamos do que sobre o que nos fazem. Quando alguém mostra repetidamente quem é e ainda assim escolhemos ficar, a dor que sentimos deixa de ser apenas consequência do comportamento alheio. Passa a ser também o resultado de nossa permissão silenciosa. Nesse ponto, não se trata mais apenas do outro, mas do limite que colocamos , ou não colocamos em nossa vida.
Decepções que se repetem são lições não aprendidas. Elas carregam a mensagem de que precisamos olhar para dentro de nós mesmos, identificar o porquê de tolerarmos atitudes que ferem, e entender que não merecemos menos do que respeito e verdade. Continuar em um vínculo que machuca é como insistir em uma porta que já demonstrou estar fechada. A cada tentativa, a frustração aumenta, e o coração se desgasta.
É natural querer acreditar que as pessoas mudarão, mas a transformação não acontece pelo nosso desejo. Cada um só muda quando reconhece a própria necessidade. Enquanto isso não ocorre, a escolha de permanecer se torna um fardo que carregamos sozinhos. Por isso, compreender o valor do “basta” é um ato de coragem. Ele não representa desistência, mas sim a defesa da própria dignidade.
O coração pede, em silêncio: “me escolha desta vez”. Escolher-se significa priorizar a própria paz, mesmo que isso implique deixar para trás quem gostaríamos que tivesse ficado. É doloroso, mas também libertador. Quando aceitamos que não temos controle sobre os atos do outro, mas temos total controle sobre o que permitimos em nossa vida, damos um passo rumo ao amadurecimento.
A repetição da decepção serve como um espelho. Mostra-nos nossas próprias fragilidades, nossos medos de estar só, nossas esperanças insistentes. Mas também nos convida a romper o ciclo, a reescrever a história a partir de uma decisão consciente. Afinal, permanecer onde não há reciprocidade é se condenar a reviver a mesma dor inúmeras vezes.
Aprender a se escolher é, portanto, uma prática de amor-próprio. É entender que a verdadeira lealdade deve começar dentro de nós. Quando decidimos dar prioridade ao que nos faz bem, abrimos espaço para relações mais saudáveis, autênticas e respeitosas.
Ser decepcionado não é o fim. É um chamado para enxergar a verdade, para aprender sobre limites e para crescer. A vida não se resume àqueles que nos ferem. Pelo contrário, ela se expande quando entendemos que merecemos vínculos mais sinceros. E, quando escolhemos a nós mesmos, não perdemos , ganhamos de volta a liberdade de viver em paz.
Por André Luiz Santiago Eleuterio.
O politicamente correto se transformou num modo de censura, destruindo carreiras nas universidades, fazendo com que você não consiga editais na cultura por causa de um grupo que se apropriou desse discurso. Nasceu de uma necessidade de movimentos sociais e se transformou numa arma mau caráter para destruir pessoas. Conheço colegas da imprensa que morrem de medo de tomar um 'cacete' por causa de uma palavra. Escrever com arrobas e x's nos lugares das vogais, eu acho que isso é uma modinha e não acho que é um avanço. Só se [o avanço] for em direção ao abismo.
